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Em destaque: Mabel alerta para impacto de decisão do TJGO sobre cobrança da taxa de lixo em Goiânia

O post Mabel alerta para impacto de decisão do TJGO sobre cobrança da taxa de lixo em Goiânia foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 17:40
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Em destaque: Mabel alerta para impacto de decisão do TJGO sobre cobrança da taxa de lixo em Goiânia
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Whatsapp Telegram Facebook X Taxa de Limpeza Pública foi criada em Goiânia para custear os serviços de manejo de resíduos e atender às exigências do Marco Legal do Saneamento. Fotos: Divulgação. Taxa de Limpeza Pública foi criada em Goiânia para custear os serviços de manejo de resíduos e atender às exigências do Marco Legal do Saneamento. Fotos: Divulgação. Acompanha as notícias pelo Diário de Goiás? Clique e adicione o DG às suas fontes preferidas no Google. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, manifestou preocupação com o entendimento do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) sobre a Taxa de Limpeza Pública (TLP), cobrada para custear os serviços de coleta, remoção, tratamento e destinação de resíduos na capital. Segundo a administração municipal, a atual fórmula permite subsidiar até 75% do custo total dos serviços, além de estabelecer limites de cobrança e valores diferenciados conforme as características dos imóveis.

Atualmente, a Prefeitura de Goiânia desembolsa cerca de R$ 57 milhões por mês para manter os serviços, enquanto a arrecadação média com a taxa é de aproximadamente R$ 14 milhões mensais.

A preocupação de Mabel foi manifestada nesta terça-feira (20/10), após o entendimento do TJGO que, segundo a Prefeitura, não reconheceu a legalidade dos subsídios, dos limites de cobrança e da base de cálculo adotados para a TLP.

“A fórmula que utilizamos hoje permite que o contribuinte não seja cobrado pelo valor total que o município gasta com limpeza e que a cobrança seja feita de acordo com o tipo do imóvel”, afirmou o prefeito.

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Mabel defendeu que a diferenciação dos valores é necessária para evitar que moradores de imóveis de menor valor venal tenham a mesma cobrança aplicada a proprietários de residências de alto padrão.

“Sem essa diferenciação, a pessoa de baixa renda, que mora num imóvel de menor valor venal, precisaria pagar o mesmo que uma pessoa que mora num imóvel de alto padrão, em área nobre da cidade. Isso não é justo”, declarou.

De acordo com a Prefeitura, aproximadamente 100 mil famílias de Goiânia estão atualmente isentas do pagamento da Taxa de Limpeza Pública. A maioria dos beneficiados está inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A Lei Municipal nº 11.304, que instituiu a TLP em 2024, estabelece critérios distintos para o cálculo da cobrança, considerando categorias como imóveis sociais, de padrão popular, médio e alto padrão.

A legislação também prevê diferenciação para empreendimentos comerciais, industriais e de serviços, conforme o porte, classificado em pequeno, médio ou grande.

Outro ponto previsto na lei é a definição de limites para a cobrança. O valor anual da taxa não pode ultrapassar R$ 1.600 por imóvel, enquanto o mínimo estabelecido é de R$ 258 por ano.

A Taxa de Limpeza Pública foi instituída em Goiânia para adequar o município às exigências do Marco Legal do Saneamento, estabelecido pela Lei Federal nº 11.445/2007 e atualizado pela Lei nº 14.026/2020.

A legislação federal prevê mecanismos para garantir a sustentabilidade financeira dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos. O custeio pode ocorrer por meio de taxas, tarifas ou outros preços públicos, conforme o modelo adotado por cada município.

A discussão sobre a legalidade dos critérios da TLP pode ter impacto na forma como a Prefeitura calcula e cobra o tributo dos contribuintes da capital. O município, por sua vez, defende a manutenção de regras que permitam diferenciar os valores conforme as características dos imóveis e preservar as isenções concedidas às famílias de baixa renda.

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