Voltar para a página inicial

Em destaque: Lula ou Flávio? No boteco, até eleitor convicto tem dúvidas

João: Gostaria de saber o que dirá seu candidato, Flávio Bolsonaro, depois que Lula anunciou ontem, dia 20, ter autorizado ao TSE, por escrito, a abertura de se

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 03:00
0 visualizações
Em destaque: Lula ou Flávio? No boteco, até eleitor convicto tem dúvidas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Ney Lopes Advogado e jornalista ([email protected])

E-mail: nl@neylopes.com.br

João e Pedro discutiam a eleição no boteco da esquina.

João: Gostaria de saber o que dirá seu candidato, Flávio Bolsonaro, depois que Lula anunciou ontem, dia 20, ter autorizado ao TSE, por escrito, a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos de Janja e dos cinco filhos, referentes aos últimos oito anos. A medida só vale se Flávio fizer o mesmo.

Pedro: Na minha opinião, Flávio não tem nada a temer.

Pedro: Essa é uma decisão dele. Vamos aguardar. Na minha avaliação, Lula tenta mudar o foco da campanha depois da repercussão da declaração em que chamou Flávio de “malandro carioca”.

João: Se isso for agressão, a MPB inteira está condenada. O Zeca Pagodinho canta há décadas: “Malandro é malandro e mané é mané / Quem não é malandro não sobrevive no Rio”. Em “Vou Festejar”, a figura do malandro aparece como virtude. Lula apenas mencionou algo que o pagode já canta. Mas, antes que eu esqueça, li agora que empresários do agronegócio, da construção civil e da indústria doaram cerca de R$ 20 milhões à campanha de Flávio Bolsonaro, valor equivalente a 29 vezes o arrecadado por Lula no segundo turno.

Pedro: Melhor declarar do que fazer as coisas por debaixo do pano. Pelo menos são recursos registrados na Justiça Eleitoral.

João: O receio é que lobbies econômicos pressionem o governo, caso ele seja eleito, e que, como sempre, assalariados e servidores públicos acabem pagando a conta em nome do equilíbrio fiscal.

Pedro: Isso pode acontecer. Mas também é verdade que governos de diferentes correntes sofrem pressão de empresários, sindicatos e categorias organizadas. O desafio é governar sem ficar refém de nenhum desses grupos.

João: Concordo. Transparência e independência são fundamentais.

Pedro: Mudando de assunto, o que você me diz da crítica de que o Bolsa Família estimula pessoas que não querem trabalhar? Há muitas denúncias de fraudes.

João: A coordenadora econômica da campanha de Flávio falou em mexer nesse auxílio, o que gerou preocupação entre muitos beneficiários. Com toda sinceridade, penso que o caminho deveria ser outro: oferecer incentivos para que o cidadão empreenda, da mesma forma que o empresário é beneficiado. Quando alcançasse renda suficiente para substituir o benefício, deixaria o programa, podendo retornar caso o negócio fracassasse. O que não se pode fazer é transmitir ao pobre a ideia de que amanhã faltará comida em sua mesa. Isso assusta.

Pedro: Concordo que ninguém pode ficar sem renda da noite para o dia. O objetivo deve ser ajudar as pessoas a crescer, e não a depender eternamente do benefício.

João: Nisso estamos de acordo. O desafio é encontrar uma porta de saída sem abandonar quem ainda precisa de ajuda.

Chegou a hora de trabalhar. Os dois se despediram.

Pedro: Domingo a gente vai à urna. Cada um vota no seu.

João: E, na segunda, café aqui de novo. Quem perder paga a tapioca.

Águas profundas – PRIME VÍDEO - Casal em crise no casamento decide abrir o relacionamento. Quando outros parceiros são assassinados, um deles se torna o principal suspeito.

Morreu neste domingo, em Natal, o monsenhor Robério Camilo da Silva,66. O sacerdote era pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Mãe Luiza, onde dedicou grande parte de seus 39 anos de ministério ao trabalho pastoral e social, junto aos mais pobres da cidade.

Diz-se que ele recusou a possibilidade de tornar-se bispo para permanecer vivendo e servindo em Mãe Luiza. Que Deus acolha sua alma piedosa.

Artigo de Valério Mesquita publicado ontem, 19, na TN recupera a trajetória de Cortez Pereira, por ocasião de seu aniversário. O texto relembra o ex-governador como uma das figuras mais influentes da política potiguar.

Em linguagem primorosa, o artigo reivindica um reconhecimento mais expressivo a Cortez Pereira. Uma sugestão, que reitero há anos: o Centro Administrativo do Estado, em Natal, cuja construção foi iniciada e impulsionada em seu governo, deveria, por justiça, levar o seu nome. Seria um reconhecimento concreto a um dos governadores mais criativos e relevantes do estado nas últimas décadas.

As análises em vídeo, que prosseguirão após as eleições sobre temas atuais, do Instagram “@neylopesrn”, já atingiram 194 mil visualizações, em menos de um mês. Obrigado aos internautas.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas