Em destaque: Lula ou Flávio? No boteco, até eleitor convicto tem dúvidas
João: Gostaria de saber o que dirá seu candidato, Flávio Bolsonaro, depois que Lula anunciou ontem, dia 20, ter autorizado ao TSE, por escrito, a abertura de se

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Consulte formatos e valores disponíveisNey Lopes Advogado e jornalista ([email protected])
E-mail: nl@neylopes.com.br
João e Pedro discutiam a eleição no boteco da esquina.
João: Gostaria de saber o que dirá seu candidato, Flávio Bolsonaro, depois que Lula anunciou ontem, dia 20, ter autorizado ao TSE, por escrito, a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos de Janja e dos cinco filhos, referentes aos últimos oito anos. A medida só vale se Flávio fizer o mesmo.
Pedro: Na minha opinião, Flávio não tem nada a temer.
Pedro: Essa é uma decisão dele. Vamos aguardar. Na minha avaliação, Lula tenta mudar o foco da campanha depois da repercussão da declaração em que chamou Flávio de “malandro carioca”.
João: Se isso for agressão, a MPB inteira está condenada. O Zeca Pagodinho canta há décadas: “Malandro é malandro e mané é mané / Quem não é malandro não sobrevive no Rio”. Em “Vou Festejar”, a figura do malandro aparece como virtude. Lula apenas mencionou algo que o pagode já canta. Mas, antes que eu esqueça, li agora que empresários do agronegócio, da construção civil e da indústria doaram cerca de R$ 20 milhões à campanha de Flávio Bolsonaro, valor equivalente a 29 vezes o arrecadado por Lula no segundo turno.
Pedro: Melhor declarar do que fazer as coisas por debaixo do pano. Pelo menos são recursos registrados na Justiça Eleitoral.
João: O receio é que lobbies econômicos pressionem o governo, caso ele seja eleito, e que, como sempre, assalariados e servidores públicos acabem pagando a conta em nome do equilíbrio fiscal.
Pedro: Isso pode acontecer. Mas também é verdade que governos de diferentes correntes sofrem pressão de empresários, sindicatos e categorias organizadas. O desafio é governar sem ficar refém de nenhum desses grupos.
João: Concordo. Transparência e independência são fundamentais.
Pedro: Mudando de assunto, o que você me diz da crítica de que o Bolsa Família estimula pessoas que não querem trabalhar? Há muitas denúncias de fraudes.
João: A coordenadora econômica da campanha de Flávio falou em mexer nesse auxílio, o que gerou preocupação entre muitos beneficiários. Com toda sinceridade, penso que o caminho deveria ser outro: oferecer incentivos para que o cidadão empreenda, da mesma forma que o empresário é beneficiado. Quando alcançasse renda suficiente para substituir o benefício, deixaria o programa, podendo retornar caso o negócio fracassasse. O que não se pode fazer é transmitir ao pobre a ideia de que amanhã faltará comida em sua mesa. Isso assusta.
Pedro: Concordo que ninguém pode ficar sem renda da noite para o dia. O objetivo deve ser ajudar as pessoas a crescer, e não a depender eternamente do benefício.
João: Nisso estamos de acordo. O desafio é encontrar uma porta de saída sem abandonar quem ainda precisa de ajuda.
Chegou a hora de trabalhar. Os dois se despediram.
Pedro: Domingo a gente vai à urna. Cada um vota no seu.
João: E, na segunda, café aqui de novo. Quem perder paga a tapioca.
Águas profundas – PRIME VÍDEO - Casal em crise no casamento decide abrir o relacionamento. Quando outros parceiros são assassinados, um deles se torna o principal suspeito.
Morreu neste domingo, em Natal, o monsenhor Robério Camilo da Silva,66. O sacerdote era pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Mãe Luiza, onde dedicou grande parte de seus 39 anos de ministério ao trabalho pastoral e social, junto aos mais pobres da cidade.
Diz-se que ele recusou a possibilidade de tornar-se bispo para permanecer vivendo e servindo em Mãe Luiza. Que Deus acolha sua alma piedosa.
Artigo de Valério Mesquita publicado ontem, 19, na TN recupera a trajetória de Cortez Pereira, por ocasião de seu aniversário. O texto relembra o ex-governador como uma das figuras mais influentes da política potiguar.
Em linguagem primorosa, o artigo reivindica um reconhecimento mais expressivo a Cortez Pereira. Uma sugestão, que reitero há anos: o Centro Administrativo do Estado, em Natal, cuja construção foi iniciada e impulsionada em seu governo, deveria, por justiça, levar o seu nome. Seria um reconhecimento concreto a um dos governadores mais criativos e relevantes do estado nas últimas décadas.
As análises em vídeo, que prosseguirão após as eleições sobre temas atuais, do Instagram “@neylopesrn”, já atingiram 194 mil visualizações, em menos de um mês. Obrigado aos internautas.
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