Em destaque: Lucro líquido da Bunge quase dobra no terceiro trimestre de 2026
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Consulte formatos e valores disponíveisA Bunge, uma das maiores empresas do agro mundial, teve um lucro líquido de US$ 318 milhões no terceiro trimestre de 2026, quase o dobro dos US$ 166 milhões registrados um ano antes. O lucro líquido ajustado ficou em US$ 496 milhões, alta de 10,2% na comparação anual.
O resultado foi impulsionado pelo desempenho das operações de processamento e refino de soja e de outras oleaginosas, que compensaram a piora em segmentos como óleos tropicais e ingredientes especiais.
No acumulado do ano, o lucro líquido da trading ficou em US$ 1,06 bilhão, ante US$ 721 milhões nos nove primeiros meses de 2025.
BrasilAgro reduz prejuízo e projeta alta de 9% na safra de grãos SLC Agrícola tem lucro de R$ 245 milhões no 2º trimestre, alta de 75% Lucro líquido da Vale cai 35% no 2º trimestre, para US$ 1,37 bilhão A receita líquida somou US$ 23,8 bilhões no trimestre, alta de 7,4% na comparação anual. O resultado operacional ajustado (EBIT) alcançou US$ 846 milhões, ante US$ 757 milhões no terceiro trimestre de 2025, avanço de 11,8%.
Na divulgação do balanço financeiro, a Bunge afirma que a América do Norte foi o principal fator para a melhoria do desempenho, impulsionada por resultados mais sólidos no processamento, parcialmente compensados por um desempenho inferior no refino.
Na América do Sul, a melhora no desempenho refletiu resultados mais fortes no processamento na Argentina e no Brasil, parcialmente compensados por resultados mais fracos nos segmentos de fertilizantes e refino em ambos os países.
O volume de soja processada globalmente foi de 11,75 milhões de toneladas, queda de 3,2% em relação às 12,14 milhões de toneladas do terceiro trimestre de 2025.
Na Europa, o processamento teve bom resultado e foi parcialmente compensados por uma menor originação na América do Sul e por resultados de processamento mais fracos na Ásia.
O segmento de processamento e refino de outras oleaginosas, como canola e girassol, também apresentou avanço. Os volumes processados cresceram de 3,13 milhões para 3,61 milhões de toneladas, refletindo um ambiente de margens mais favorável.
A América do Norte foi novamente o principal motor da melhora nessa divisão, enquanto a companhia registrou resultados inferiores nas operações de processamento e refino na Argentina.
Os resultados globais da comercialização de óleo de soja ficaram abaixo dos registrados no ano anterior. Volumes menores de processamento na América do Sul e na Ásia foram parcialmente compensados por volumes maiores na Europa. Os volumes de processamento nos EUA mantiveram-se em patamares semelhantes aos do ano anterior.
"Em um ambiente complexo — marcado por incertezas geopolíticas, fluxos comerciais em transformação e políticas governamentais em constante evolução —, nossa plataforma global nos permitiu aproveitar oportunidades e, ao mesmo tempo, gerenciar riscos de forma eficaz. Paralelamente, continuamos avançando em nossas principais prioridades de criação de valor, incluindo as sinergias relacionadas à Viterra e o progresso nos esforços para viabilizar grandes investimentos voltados ao crescimento", diz o CEO da empresa, Greg Heckman, em nota.
A companhia mantém a estimativa de lucro ajustado por ação entre US$ 9,25 e US$ 9,75 em 2026.
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