Em destaque: Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda reduzem falhas graves em 30% com uso de IA
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Consulte formatos e valores disponíveisLinhas 8-Diamante e 9-Esmeralda reduzem falhas graves em 30% com uso de IA Sistema instalado em trem da ViaMobilidade monitora a rede elétrica e identifica possíveis problemas antes de interrupções; concessionária estima ganhos operacionais de R$ 900 mil em um ano Linha 8 da CPTM (Rovena Rosa/Agência Brasil)
Priorizar nos meus resultados Google Contexto 28s As linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda reduziram falhas graves em 30% após implantação de um sistema de inteligência artificial. O Pandas-V monitora a rede aérea usando câmeras e análise de sons, permitindo manutenção preditiva e economia operacional estimada em R$ 900 mil em um ano.
As linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, que atendem passageiros da Grande São Paulo, registraram uma redução de 30% nas falhas graves da rede aérea após a implantação de um sistema de inteligência artificial (IA), segundo dados divulgados pela concessionária ViaMobilidade.
A tecnologia, instalada em setembro de 2025, permitiu identificar possíveis problemas na infraestrutura antes que se agravassem e gerou ganhos operacionais estimados em R$ 900 mil em um ano.
O sistema, chamado Pandas-V, utiliza câmeras de alta resolução e análise de sons para monitorar a rede elétrica responsável pelo fornecimento de energia aos trens. A ferramenta funciona durante a circulação das composições e emite alertas sobre possíveis anormalidades, permitindo que equipes de manutenção realizem inspeções direcionadas.
A concessionária, administrada pela plataforma de trilhos da Motiva, também informou uma redução de 30% nos custos de manutenção e aquisição de pantógrafos, equipamentos instalados no teto dos trens que captam energia da rede aérea.
A economia nessa área chegou a R$ 650 mil no primeiro ano de utilização do sistema, de acordo com a empresa.
Os resultados foram apresentados pela concessionária em outubro de 2026. O comunicado não detalha a quantidade absoluta de falhas registradas antes e depois da implantação, nem informa se os R$ 650 mil economizados com pantógrafos estão incluídos nos R$ 900 mil de ganhos operacionais.
O Pandas-V foi instalado no teto do trem Alpha 14 e monitora as condições da rede aérea enquanto a composição percorre os trilhos. O equipamento registra imagens e sons durante o dia e à noite, utilizando inteligência artificial para identificar sinais que possam indicar problemas na infraestrutura.
Entre as situações que podem ser detectadas estão variações na altura dos fios, componentes possivelmente soltos, impactos e formação de arcos elétricos, fenômeno que ocorre quando a corrente elétrica atravessa o ar entre componentes condutores.
A tecnologia também identifica vegetação próxima à rede elétrica, como galhos e árvores que possam representar riscos à operação, além de realizar registros periódicos das rotas, a cada 15 dias.
Após oito semanas de aprendizado e calibração, o sistema passou a emitir alertas acompanhados de imagens e vídeos dos pontos identificados. As ocorrências são localizadas por geolocalização, o que permite às equipes responsáveis determinar onde uma inspeção deve ser realizada.
O monitoramento faz parte de uma estratégia de manutenção preditiva, modelo que utiliza dados coletados durante a operação para identificar sinais de desgaste e orientar intervenções antes que ocorram falhas.
Segundo a ViaMobilidade, os alertas são acompanhados diariamente pelas equipes de campo, inclusive durante o período noturno. O sistema também pode apontar possíveis irregularidades na geometria da via permanente, como alterações nas condições dos trilhos, que são encaminhadas aos setores responsáveis para avaliação.
"Com a inteligência artificial, conseguimos identificar possíveis falhas com mais detalhamento e direcionar nossas equipes para os pontos que precisam de avaliação, sem depender exclusivamente de inspeções presenciais para localizar as anormalidades. Esse recurso amplia nossa capacidade de antecipação e contribui para uma manutenção mais eficiente, especialmente diante de fatores como chuvas e variações de temperatura, que podem afetar as condições da infraestrutura", afirma Michelangelo do Carmo Andrade, gerente de manutenção de rede aérea das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.
Atualmente, o trem equipado com o Pandas-V circula de forma alternada nas duas linhas, operando um dia na 8-Diamante e outro na 9-Esmeralda.
A estratégia permite acompanhar as condições da rede aérea dos dois ramais com um único equipamento instalado em uma composição.
A Linha 8-Diamante liga a estação Júlio Prestes, na região central de São Paulo, a Amador Bueno, em Itapevi. Já a Linha 9-Esmeralda conecta Osasco à estação Bruno Covas/Mendes-Vila Natal, na zona sul da capital paulista.
As duas linhas integram a rede de transporte metropolitano sobre trilhos e são operadas pela ViaMobilidade por meio de concessão estadual.
Segundo a concessionária, o uso da inteligência artificial busca ampliar a capacidade de identificar riscos na infraestrutura e direcionar os recursos de manutenção. A empresa não informou se pretende instalar o sistema em outras composições ou ampliar a tecnologia para novos trechos.
Segundo a ViaMobilidade, as falhas graves na rede aérea diminuíram 30% no primeiro ano após a implantação da inteligência artificial, iniciada em setembro de 2025.
O sistema Pandas-V utiliza câmeras de alta resolução e análise de sons para identificar possíveis anormalidades na rede aérea. Os alertas são enviados às equipes de manutenção com imagens, vídeos e localização dos pontos que precisam ser avaliados.
A empresa estima ganhos operacionais de R$ 900 mil em um ano e informa uma economia de R$ 650 mil com manutenção e aquisição de pantógrafos. O comunicado não esclarece se os valores são cumulativos.
O pantógrafo é um equipamento instalado no teto dos trens elétricos que mantém contato com a rede aérea para captar a energia necessária à circulação das composições.
De acordo com a ViaMobilidade, a tecnologia está instalada no trem Alpha 14, que circula alternadamente nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operando um dia em cada ramal.
Não. A ferramenta identifica possíveis anormalidades e orienta o trabalho das equipes. Os profissionais continuam responsáveis por avaliar os alertas, realizar inspeções e definir as intervenções necessárias.
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