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Em destaque: Lava e seca estraga as roupas mais rápido? Descubra antes de comprar

Mas a conveniência também levanta uma dúvida: o uso frequente da função de secagem pode fazer as peças encolherem, desbotarem ou se desgastarem mais rápido?

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 18:30
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Em destaque: Lava e seca estraga as roupas mais rápido? Descubra antes de comprar
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Prefira o CT no Google Imagem criada por IA As máquinas lava e seca são uma alternativa prática para quem não tem espaço para estender roupas ou quer reduzir o tempo gasto com tarefas domésticas. Mas a conveniência também levanta uma dúvida: o uso frequente da função de secagem pode fazer as peças encolherem, desbotarem ou se desgastarem mais rápido?

A resposta é sim, mas isso não significa que toda roupa colocada na lava e seca será danificada. Em entrevista ao Canaltech, Marcia Zile de Abreu Melo, gerente de Qualidade e Processos do Grupo Malwee, fabricante brasileira de roupas, explicou que o impacto depende de fatores como a composição do tecido, a temperatura utilizada e a movimentação das peças dentro do tambor.

Além disso, o desgaste não se limita ao encolhimento. A secagem em máquina também pode favorecer a formação de bolinhas, a perda de elasticidade e alterações na aparência das roupas.

Durante a secagem, as roupas entram em contato umas com as outras à medida que o tambor gira. Esse atrito pode desgastar a superfície dos tecidos e favorecer o aparecimento de pequenas bolinhas, além de modificar o toque e a aparência do material.

Isso não significa, porém, que o varal esteja livre de consequências. Embora a secagem natural provoque menos desgaste mecânico, a exposição prolongada à luz solar também pode comprometer a conservação das cores.

Por isso, a gerente recomenda que peças mais sensíveis, especialmente as confeccionadas com fibras naturais, sejam secas naturalmente e, de preferência, à sombra.

Um dos receios mais comuns de quem usa lava e seca é retirar uma peça da máquina e descobrir que ela ficou menor. Embora o calor tenha participação importante nesse processo, ele não é o único responsável.

Segundo Marcia, os tecidos acumulam tensões durante a fabricação. Quando entram em contato com umidade, calor e movimentação mecânica, essas tensões podem ser liberadas, o que provoca uma reorganização dos fios e altera as dimensões da roupa.

No caso do algodão, por exemplo, as fibras absorvem umidade e incham temporariamente. Essa mudança contribui para a acomodação dos fios, especialmente quando a roupa também é exposta ao calor e à agitação do tambor.

Outro detalhe importante é que o encolhimento não ocorre necessariamente de uma só vez. Marcia explica que as alterações costumam ser mais significativas nos primeiros ciclos, mas podem continuar de forma gradual após várias lavagens e secagens, sobretudo quando os cuidados recomendados não são respeitados.

A intensidade do problema também depende dos processos utilizados na fabricação. Tratamentos como a compactação mecânica e a estabilização térmica ajudam a controlar o encolhimento e a preservar as dimensões dos tecidos.

Nem todas as roupas reagem da mesma forma ao calor e à movimentação do tambor. A composição das fibras é um dos principais fatores que determinam a resistência de cada peça, embora a construção e o acabamento do tecido também façam diferença.

Além da conservação dos tecidos, outros fatores também merecem atenção na escolha do eletrodoméstico. Uma dúvida comum é qual tipo de máquina de lavar gasta menos: tampa frontal vs. tampa superior, já que as diferenças de funcionamento entre os dois formatos podem influenciar o consumo de água e energia durante a lavagem.

Algodão: pode encolher devido à absorção de umidade e à reorganização dos fios. O risco varia conforme a estrutura e o tratamento do tecido.

Linho: também absorve umidade e pode apresentar alterações dimensionais. A secagem natural tende a ser mais adequada para peças sensíveis.

Viscose: exige cuidado especial porque pode sofrer encolhimento e deformações, principalmente quando está úmida.

Poliéster: costuma apresentar maior estabilidade dimensional nas condições normais de conservação, mas o excesso de calor também pode deformar o tecido.

Elastano: pode perder parte de suas propriedades elásticas quando exposto a temperaturas inadequadas.

Tecidos mistos: apresentam comportamentos diferentes conforme a combinação de fibras e os processos utilizados na fabricação.

A composição, entretanto, não é suficiente para determinar se uma roupa pode ir à secadora. Duas peças de algodão, por exemplo, podem apresentar comportamentos diferentes dependendo da estrutura da malha e dos tratamentos recebidos durante a produção.

Por esse motivo, a etiqueta de conservação deve ter prioridade sobre qualquer recomendação genérica baseada apenas no material.

O encolhimento não é o único efeito possível da secagem em máquina. A movimentação do tambor pode aumentar o atrito entre as peças e provocar o desprendimento de pequenas fibras da superfície do tecido.

Esse processo favorece a formação de bolinhas, também conhecidas como pilling. Segundo Marcia, determinadas misturas de algodão e poliéster podem apresentar maior permanência dessas bolinhas na superfície devido à presença das fibras sintéticas.

O atrito também pode aumentar a pilosidade do tecido, o que modifica a maneira como ele reflete a luz. Com isso, uma roupa pode parecer mais opaca ou desgastada mesmo sem ter perdido uma quantidade significativa de corante.

Já o desbotamento depende de outros fatores, como o tipo de fibra, os corantes utilizados e os tratamentos aplicados durante a fabricação.

A especialista ressalta que a combinação entre temperatura, atrito e produtos químicos usados na lavagem pode intensificar as alterações de cor. O uso de detergentes com agentes alvejantes inadequados para roupas coloridas, por exemplo, pode agravar o problema.

Peças com elastano também merecem atenção. Temperaturas inadequadas podem prejudicar a recuperação elástica do material, o que afeta a capacidade de a roupa voltar ao seu formato original.

A maneira mais segura de descobrir se uma peça pode passar pela secagem em máquina é consultar sua etiqueta de conservação. Os símbolos indicam quais processos são adequados ao tecido e quais condições devem ser evitadas.

No caso da secagem em tambor, o símbolo é formado por um quadrado com um círculo no centro. A presença de pontos dentro do círculo indica a temperatura permitida.

Essas orientações levam em consideração não apenas o tecido, mas também características da peça pronta, como estampas, acabamentos e outros componentes.

Vale destacar que uma etiqueta que permite a secagem em tambor não significa que a roupa seja imune ao desgaste.

Ainda assim, a especialista alerta que a exposição repetida ao calor e à movimentação pode provocar alterações graduais na aparência e nas propriedades dos tecidos ao longo de sua vida útil.

Alguns cuidados durante a lavagem e a secagem ajudam a reduzir o desgaste e preservar as peças por mais tempo. Segundo Marcia, a escolha do ciclo deve considerar as características do material, em vez de utilizar sempre a mesma configuração para todas as roupas.

Um dos principais cuidados é separar as peças de acordo com o tipo de tecido. Misturar roupas pesadas com materiais delicados pode aumentar o atrito e favorecer danos durante a movimentação do tambor.

Também é importante evitar a sobrecarga da máquina e utilizar temperaturas compatíveis com as orientações da etiqueta. A exposição desnecessária ao calor pode intensificar o desgaste, especialmente em tecidos mais sensíveis.

Outro ponto é a duração do ciclo. Prolongar a secagem além do necessário aumenta o tempo de exposição das fibras ao calor e à movimentação.

A especialista também orienta a utilizar produtos de lavagem apropriados, principalmente no caso de peças coloridas ou delicadas. Esses cuidados ajudam a reduzir alterações de aparência e a preservar as propriedades dos tecidos.

A possibilidade de desgaste não significa que a lava e seca deva ser descartada na hora da compra. O aparelho oferece a conveniência de lavar e secar roupas sem depender exclusivamente de espaço no varal ou das condições do tempo.

O ponto principal é entender que a secagem em máquina pode exigir mais cuidados com determinados tecidos. Quem tem muitas roupas delicadas, peças de viscose, linho ou materiais sensíveis ao calor precisa considerar que nem tudo poderá passar por um ciclo completo de lavagem e secagem.

Também é importante diferenciar as duas funções do eletrodoméstico. Ter uma lava e seca não obriga o consumidor a utilizar a secagem em todas as lavagens. É possível recorrer ao varal quando a etiqueta exigir ou quando a prioridade for minimizar o desgaste mecânico.

Portanto, a lava e seca pode acelerar o desgaste de algumas roupas, mas isso não significa que vá estragar todas as peças. O risco depende das características do tecido, das condições de uso e dos cuidados adotados.

Além dos cuidados com as roupas, a manutenção do próprio eletrodoméstico também é importante. Entre os produtos vendidos para essa finalidade, uma é a pastilha para esterilizar máquina. Entenda se elas valem a pena.

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