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Em destaque: Klabin Prevê Impacto do El Niño nos Custos até 2027

Chuvas intensas e combustível mais caro devem manter os custos elevados até o primeiro trimestre de 2027.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 20:14
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Em destaque: Klabin Prevê Impacto do El Niño nos Custos até 2027
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A Klabin avalia que as fortes chuvas que estão atingindo o Paraná desde setembro devem continuar impactando as operações da companhia até o primeiro trimestre do próximo ano, afirmou o presidente da maior produtora de papel para embalagens do Brasil, nesta quinta-feira.

“Entendemos que as chuvas perderão força a partir de janeiro, mas devem impactar o primeiro trimestre do ano que vem”, disse Cristiano Teixeira, em conferência com analistas após a publicação de resultados de terceiro trimestre da Klabin na véspera.

A Klabin concentra suas plantações de madeira pinus no Paraná e, segundo Teixeira, setembro foi marcado por 350 milímetros de chuvas nas áreas da empresa, seguido por um outubro com 400 milímetros e novembro sinaliza volume de chuva semelhante.

“Operar três meses com média de 400 milímetros de chuva traz uma dificuldade operacional muito grande”, afirmou o presidente da Klabin, afirmando que espera que os custos adicionais de operação gerados pelo El Niño cessem totalmente a partir do segundo trimestre do ano que vem.

Apesar da situação, Teixeira disse que a Klabin não corre o risco de desabastecimento de madeira para suas fábricas.

A diretora financeira, Gabriela Woge, afirmou que outro efeito de pressão sobre os custos da Klabin, a alta do preço do combustível, deve prosseguir além do El Niño, em função do prolongamento da guerra no Oriente Médio.

“No curto prazo, imaginamos que deveremos ter um quarto trimestre muito parecido com o terceiro trimestre, ainda bastante impactado por esses dois eventos”, afirmou a executiva.

Os efeitos também estão retardando a velocidade de desalavancagem financeira da empresa, disse Woge. “Gostaríamos que o ritmo fosse mais rápido, mas estamos estáveis, ao redor de 3,3 vezes, dada a condição do mercado.”

A Klabin espera uma redução de custos mais significativa, porém, a partir de 2028, quando a companhia deverá trabalhar de maneira mais intensa com madeira pinus própria plantada mais de uma década antes, disse Teixeira, explicando que o ciclo de corte de pinheiros é mais longo que o de eucaliptos.

“Ainda temos um par de anos, provavelmente 2027 e início de 2028, com alguma pressão de distância”, disse o executivo. “A partir do segundo semestre de 2028 e 2029 começaremos a colher madeira própria”, afirmou.

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