Em destaque: Irã ameaça atacar bases dos EUA na Europa e cita Itália e Alemanha
A advertência foi feita por Ahmad Bakhshayesh Ardestani, integrante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail O Irã ameaçou nesta quarta-feira (4) lançar mísseis contra bases militares dos Estados Unidos localizadas na Europa caso essas instalações sejam utilizadas em operações contra o território iraniano. A advertência foi feita por Ahmad Bakhshayesh Ardestani, integrante da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.
Entre os países mencionados pelo parlamentar estão Itália e Alemanha, que abrigam instalações militares americanas e desempenham funções estratégicas na estrutura de defesa ocidental.
A declaração amplia a tensão entre Teerã, Washington e governos europeus, em meio ao conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Apesar do tom da advertência, não houve anúncio de um ataque iminente contra bases europeias. A ameaça foi apresentada como uma possível resposta ao uso dessas instalações em futuras operações militares.
Em entrevista à rede Euronews, Ardestani afirmou que o Irã poderá considerar alvos militares americanos em território europeu caso essas instalações sejam utilizadas para apoiar ataques contra o país.
O parlamentar mencionou expressamente as bases situadas na Itália e na Alemanha, indicando que a localização geográfica não impediria uma eventual reação iraniana.
Segundo ele, o governo de Teerã não pretende permitir que países europeus ofereçam apoio operacional aos Estados Unidos sem enfrentar consequências.
Ardestani argumentou que, em confrontos anteriores, o Irã evitou ampliar sua resposta militar para instalações americanas localizadas na Europa.
Desta vez, entretanto, afirmou que a postura poderá ser diferente.
As declarações representam uma advertência política e militar, mas não confirmam que exista uma operação já autorizada contra esses países.
A ameaça do parlamentar ocorreu no mesmo contexto de um comunicado divulgado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), uma das principais estruturas militares do Irã.
Na manifestação, a organização afirmou estar preparada para responder a diferentes tipos de ameaças, independentemente da localização dos possíveis alvos.
O comunicado também mencionou diretrizes atribuídas ao líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, relacionadas à atualização da lista de objetivos estratégicos das forças armadas.
A sinalização indica que o Irã busca ampliar sua capacidade de dissuasão diante de eventuais operações militares apoiadas pelos Estados Unidos.
A Guarda Revolucionária não detalhou quais instalações poderiam integrar essa lista nem apresentou um cronograma para possíveis ações.
Ardestani também questionou a participação de governos europeus em operações militares americanas realizadas anteriormente.
Segundo o parlamentar, países que autorizam o uso de bases e instalações logísticas para ataques contra o Irã já estariam envolvidos indiretamente no confronto.
Na avaliação dele, o fornecimento de apoio militar ou operacional pode ser interpretado por Teerã como uma forma de participação no conflito.
Essa interpretação, entretanto, não significa que todos os países europeus compartilhem a mesma posição ou estejam formalmente envolvidos em operações contra o território iraniano.
A utilização de bases americanas no exterior depende de acordos militares e das condições estabelecidas entre Washington e os respectivos governos.
Uma eventual ampliação dos ataques para território europeu representaria uma escalada significativa das hostilidades.
Outro integrante da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Fada Hossein Maleki, afirmou que o país desenvolveu uma nova doutrina de resposta militar.
Segundo ele, as forças iranianas estariam preparadas para atuar em um cenário diferente dos confrontos anteriores.
Maleki declarou que a estratégia poderá surpreender tanto os Estados Unidos quanto governos europeus.
O parlamentar não apresentou detalhes técnicos sobre as mudanças mencionadas, tampouco especificou quais capacidades militares seriam utilizadas.
As declarações reforçam a tentativa de Teerã de demonstrar disposição para ampliar o alcance de suas respostas em caso de novos ataques.
A possibilidade de ataques contra instalações militares americanas na Itália e na Alemanha acrescenta uma nova dimensão à crise envolvendo o Irã.
Os dois países integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e mantêm acordos de cooperação militar com Washington.
Um eventual ataque contra instalações situadas em território europeu poderia provocar consequências diplomáticas e militares de grande alcance.
No entanto, qualquer resposta dependeria das circunstâncias concretas de um possível incidente e das decisões adotadas pelos governos envolvidos.
Até o momento, as declarações iranianas apresentadas nesta quarta-feira possuem caráter condicional e não representam a confirmação de uma ofensiva contra a Europa.
O episódio evidencia o risco de ampliação geográfica do conflito e aumenta a pressão por iniciativas diplomáticas capazes de evitar novos confrontos.
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