Em destaque: Governo Trump adia comunicado sobre vitória de Lula após contestação de Flávio Bolsonaro
A decisão ocorreu após o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) questionar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedir a anulação do pleit

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Consulte formatos e valores disponíveisO governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar a divulgação de um comunicado oficial sobre o resultado da eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25). A decisão ocorreu após o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) questionar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedir a anulação do pleito. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (26) pela Folha de S.Paulo.
De acordo com a reportagem, o Departamento de Estado americano já havia preparado uma nota para cumprimentar os brasileiros pela realização da eleição, procedimento habitual da diplomacia dos Estados Unidos. No entanto, a administração Trump determinou o adiamento da publicação para avaliar a situação política no Brasil.
A decisão ocorreu após Flávio Bolsonaro afirmar, na noite de domingo, que não reconhecia o resultado da votação. O senador alegou possíveis irregularidades relacionadas à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h o horário de votação em seções eleitorais que permaneciam abertas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, confirmou a reeleição de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%.
Questionada pela Folha, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil não informou quando o comunicado oficial será divulgado.
Em outra reportagem publicada nesta segunda-feira, a Folha informou que aliados de Flávio Bolsonaro afirmaram ter sido procurados por integrantes do governo americano, interessados em saber se o senador reconheceria o resultado das urnas.
A postura do governo Trump contrasta com a adotada pelos Estados Unidos em 2022. Na ocasião, durante a administração do então presidente Joe Biden, o país esteve entre os primeiros a reconhecer a vitória de Lula, mesmo diante das acusações de fraude eleitoral feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Enquanto o governo americano ainda não havia se manifestado oficialmente, presidentes latino-americanos alinhados à direita, como José Antonio Kast, do Chile, e Abelardo de la Espriella, da Colômbia, já haviam parabenizado Lula pela reeleição.
Até esta publicação, os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, também não haviam se pronunciado sobre o resultado da eleição brasileira.
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