Em destaque: Giro Regional - A política no Triângulo Mineiro
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisNa cidade dos muitos candidatos, Tony Carlos foi o único com base em Uberaba a chegar ao destino, eleito para a Assembleia. Agora, toda conversa sobre quem fala pela cidade começa com ele à cabeceira. Para os outros, sobrou a parte mais difícil da política: explicar a derrota sem parecer que perdeu.
Thiago Mariscal foi o mais votado para deputado federal em Uberaba, com 40.972 votos, e mesmo assim ficou na suplência. Franco Cartafina (26.749) e Anderson Adauto (16.511) fizeram companhia a ele. Uberaba realizou um belo campeonato interno e esqueceu que a final era estadual. A cidade teve três finalistas e nenhum troféu. E Mariscal continua no páreo, articulando para tentar chegar a Câmara Federal e/ou a Secretariado de Cleitinho.
Ellen Miziara, que foi vice na chapa de Flávio Roscoe ao governo, não ficou de braços cruzados no segundo turno. Organizou adesivaço, motocarreata e mobilização por Flávio Bolsonaro em Uberaba. O resultado nacional não ajudou, mas ela tem o que muito político não tem: álibi de presença. Quem fez campanha pode cobrar. Quem só apareceu na foto vai ter de inventar uma história. Ellen foi a maior vitoriosa, conseguindo por méritos próprios seu papel de destaque na política nacional.
Os articuladores fazem as contas com um otimismo raro. Além de Tony Carlos (PSDB), Cabo Diego está com um pé na Assembleia e pode assumir se o secretariado estadual remanejar deputados. Se o governo Lula levar deputados mineiros para Brasília, como se comenta, a cadeira de Patrícia Melo também pode sair do papel. Por enquanto é só bastidor. Mas Uberaba, que acordou com uma vaga, pode dormir com três e voltar ao mapa político de Minas.
Em Uberaba, a eleição de 2028 já começou nos bastidores. Só esqueceram de avisar o eleitor. Diego Rodrigues (PDT) se apresenta para a Prefeitura, mas o coro de apoio ainda não saiu do ensaio. Marcos Jammal costura nos bastidores, enquanto Ellen Miziara ganha espaço nas conversas como alternativa ao Executivo. Na administração municipal, há quem trabalhe por Celso Neto, enquanto outros suspiram por Cássio Facury. Anderson Adauto também quer voltar ao antigo endereço, mas pode encontrar Patrícia Melo disputando a chave da mesma porta. Tony Carlos e Thiago Mariscal, mais cautelosos, preferem assistir à movimentação sem entrar na fila. No balcão das vaidades, já tem candidato, pré-candidato, padrinho e até disputa por vaga na disputa. Só falta o inconveniente de sempre: o povo escolher.
André Janones foi reeleito com 78.780 votos em Minas. Em Ituiutaba, sua cidade natal, ficou em quarto lugar, com 6.381. É o retrato do político da era digital: viraliza no estado e precisa pedir licença em casa. Algoritmo distribui vídeo. Urna conta voto. Contudo, cotado para Ministro do Lula 4, seu papel foi fundamental para a reeleição do presidente Lula.
Lud Falcão teve 159.944 votos em Minas, e 58.811 deles saíram de Patos de Minas. Enquanto muita liderança regional mede o próprio prestígio pelo tamanho do discurso, ela pode exibir o boletim de urna. O lado ruim de ter tanta força é que, agora, faltar força deixou de ser desculpa. Além disso, é a mulher do vice governador Falcão. Seu poder multiplicou.
Nikolas Ferreira foi o mais votado para deputado federal em Patrocínio, com 16.152 votos, à frente de Weliton Prado (10.499) e Greyce Elias (7.459). Os três foram eleitos, mas o recado ficou: campanha estadual com motor nacional passa por cima de cerca de base local. Em Patrocínio, a placa de “território reservado” foi lida como sugestão.
Entre um turno e outro, Paulo Sérgio Ferreira prefeito de Uberlândia trocou o PP pelo PL, em ato com Valdemar Costa Neto e Zé Vitor, para ajudar Flávio. A mudança foi feita, o candidato perdeu e instalou uma crise política dentro do partido, e a pergunta ficou: o que a nova filiação vai render para Uberlândia? Ficha partidária muda a foto da parede. A cidade quer ver a mudança no orçamento.
Weliton Prado (60.063 votos) e Dandara (44.066) saem de Uberlândia com mandato federal garantido e com o lugar de protagonistas na representação da cidade. A campanha acabou e começou a parte que eleitor nenhum vê no santinho: entregar. O santinho aceita qualquer promessa. A prestação de contas chega em 2030. E de acordo com lideranças de Uberlândia, será todos contra Paulo Sérgio.
Bosco teve 72.056 votos, mais do que em 2022, e mesmo assim não se reelegeu. Em Araxá foram 24.526. A última vaga do PSD ficou com Tito Torres, por 200 votos de diferença. A urna ensinou a Bosco a lição mais cruel da proporcional: crescer não basta quando o adversário mais perigoso está no próprio partido. Quem conhece sabe, como ele ficou, agora em Araxá a conversa é... Bosco Prefeito.
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