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Em destaque: Gartner prevê explosão de agentes de IA nas empresas; apenas 13% dizem ter governança adequada

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 19:35
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Em destaque: Gartner prevê explosão de agentes de IA nas empresas; apenas 13% dizem ter governança adequada
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Gartner prevê explosão de agentes de IA nas empresas; apenas 13% dizem ter governança adequada Projeção da Gartner indica que uma empresa média da Fortune 500 poderá ter mais de 150 mil agentes até 2028, enquanto a governança ainda é um desafio para as organizações Gartner prevê explosão de agentes de IA nas empresas; apenas 13% dizem ter governança adequada (Magnific/Reprodução)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Pré-MBA em IA Saiba mais Uma empresa da lista Fortune 500 poderá ter mais de 150 mil agentes de inteligência artificial em operação até 2028, segundo previsão da Gartner. A expansão traz desafios de segurança, acesso a dados e governança, em um cenário no qual poucas organizações consideram ter controles adequados.

Diferentemente de ferramentas que apenas respondem a perguntas ou geram textos, os agentes de inteligência artificial podem executar tarefas em várias etapas, utilizar ferramentas digitais e tomar determinadas ações com base em objetivos definidos.

Na prática, um agente pode consultar informações em sistemas internos, organizar dados de uma planilha e preparar um relatório. Em configurações com permissões adequadas, também pode atualizar registros ou encaminhar mensagens para outras pessoas.

Esses sistemas podem atuar em áreas como atendimento ao cliente, vendas, recursos humanos, tecnologia e finanças. Uma empresa também pode utilizar vários agentes em conjunto, com cada um responsável por uma parte do processo.

A expansão desse modelo cria um novo desafio para as organizações: saber quais agentes estão em funcionamento, a que informações têm acesso e quais ações podem executar.

Em comunicado publicado em abril de 2026, a Gartner projetou que uma empresa média da lista Fortune 500 poderá passar de menos de 15 agentes em uso, em 2025, para mais de 150 mil em 2028. A consultoria também informou que apenas 13% das organizações consideravam ter uma estrutura adequada de governança para esses sistemas.

A projeção não significa que todas as empresas terão essa quantidade de agentes. Ela se refere à média prevista para companhias da Fortune 500 e ilustra a escala que a adoção da tecnologia poderá alcançar.

O problema é que os agentes podem ser criados e distribuídos por diferentes departamentos, inclusive por funcionários que utilizam ferramentas corporativas sem acompanhamento centralizado da área de tecnologia.

Esse cenário é conhecido como agent sprawl, expressão que descreve a proliferação descontrolada de agentes de IA. Entre os riscos estão a duplicação de tarefas, o acesso indevido a informações, a exposição de dados confidenciais e a execução de ações fora das regras da empresa.

Um agente configurado para organizar documentos, por exemplo, pode representar um risco se receber acesso a arquivos sigilosos ou compartilhar informações com usuários não autorizados.

A governança não depende apenas da equipe de tecnologia. Ela envolve segurança da informação, lideranças de negócio, responsáveis pelos dados e funcionários que criam ou utilizam os sistemas.

A Gartner recomenda que as organizações mantenham um inventário centralizado de agentes, com informações sobre finalidade, responsáveis, permissões e ferramentas conectadas. Também indica a necessidade de monitorar comportamentos, revisar acessos e desativar agentes redundantes.

Na prática, isso significa definir regras para a criação de novos agentes, estabelecer quais sistemas cada um pode acessar e determinar quando uma ação precisa de aprovação humana.

Uma aplicação que apenas resume documentos pode exigir controles diferentes daqueles necessários para um agente capaz de alterar cadastros de clientes ou movimentar informações financeiras.

O nível de autonomia precisa estar relacionado ao risco da tarefa. Quanto maior o impacto de uma ação, maior deve ser o controle sobre permissões, registros e aprovações.

A expansão dos agentes também altera as responsabilidades de quem coordena equipes e processos. Além de conhecer as ferramentas disponíveis, profissionais precisarão compreender os limites dos sistemas, avaliar seus resultados e identificar quando uma intervenção humana é necessária.

Para os gestores, isso inclui estabelecer responsáveis por cada aplicação, acompanhar indicadores de desempenho e verificar se a automação está produzindo resultados sem ampliar riscos operacionais.

Já os profissionais que utilizam esses recursos precisam conhecer as políticas internas de uso, evitar o compartilhamento de informações restritas e verificar resultados antes de utilizá-los em decisões relevantes.

A discussão sobre controle de agentes também aparece em iniciativas de padronização. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) mantém uma iniciativa voltada ao desenvolvimento de padrões, protocolos e pesquisas para ampliar a segurança e a interoperabilidade desses sistemas.

A tendência coloca a governança como parte da implementação da inteligência artificial, e não apenas como uma resposta a incidentes. Identificar agentes, limitar acessos, registrar atividades e revisar permissões são medidas que ajudam as empresas a acompanhar a evolução da tecnologia.

Com a possível multiplicação desses sistemas, o desafio corporativo será ampliar a automação sem perder visibilidade e controle sobre as atividades executadas em nome da organização.

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