Em destaque: Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami e foi recebido pelo irmão Eduardo, diz jornal
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Consulte formatos e valores disponíveisFlávio Bolsonaro desembarcou em Miami e foi recebido pelo irmão Eduardo, diz jornal Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o ano passado, quando se mudou para pressionar o presidente Donald Trump a ajudar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro Na manhã desta terça, o paradeiro de Flávio era desconhecido até para os seus aliados (Renato Pizzutto/Band)
Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 21h47.
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), chegou a Miami nesta terça-feira, 27, dois dias após perder o segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o jornal O Globo. A viagem ocorreu apesar de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o Brasil e determinava a entrega dos passaportes em 24 horas.
O ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chegou a Miami, nos Estados Unidos, nesta terça-feira, 27, e foi recebido pelo irmão, Eduardo Bolsonaro, que teria articulado a operação junto a autoridades americanas. As infomações são do jornal O Globo. A viagem do filho de Jair Bolsonaro acontece dois dias após derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições no domingo, 25.
Eduardo, que mora no Texas, foi até a Flórida com a esposa e os filhos para recepcionar Flávio e sua família. Ele vive nos Estados Unidos desde o ano passado, quando se mudou para pressionar o presidente Donald Trump a ajudar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por conspiração para um golpe de Estado. Um funcionário do Departamento de Estado, segundo a Bloomberg noticiou mais cedo, afirmou que os EUA concederão vistos ao senador e à família.
O último aliado a ter contato com Flávio foi Rogério Marinho, ex-coordenador de sua campanha. Ele disse estar surpreso com a viagem e que recebeu, por volta de 8h (horário de Brasília), uma mensagem em que Flávio dizia precisar "dar um tempo". Depois disso, ficou incomunicável.
"Nós não tivemos notícia ainda por parte do Flávio e advogados do que de fato aconteceu. Tentamos contatar o Flávio após as informações. Recebi uma mensagem dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição", disse, em conversa com jornalistas nesta terça.
Ainda de acordo com o jornal O Globo, Flávio se mostrou transtornado e com medo de ser preso em reunião com aliados e advogados na segunda-feira, 26, segundo pessoas presentes. Ele foi fortemente aconselhado a permanecer no Brasil e a capitalizar o movimento de oposição como herdeiro político do pai. Também havia combinado de se reunir, na terça-feira da semana que vem, com deputados e senadores do PL para organizar as mobilizações futuras, mas acabou optando por deixar o país.
No domingo, o presidente Lula foi reeleito para um quarto mandato. Com 100% das urnas apuradas, o petista venceu com 51,79% dos votos, enquanto Flávio teve 48,21%, se tornando o primeiro presidente do Brasil desde a redemocratização a conseguir uma virada do primeiro para o segundo turno. Será, também, o primeiro a governar por quatro mandatos.
Na manhã desta terça, o paradeiro de Flávio era desconhecido até para os seus aliados. O site argentino Infobae havia noticiado que ele teria cruzado a fronteira para a Argentina e que planejava seguir de lá para os Estados Unidos. Não há registro oficial da saída do senador do país, e o secretário de imprensa do presidente argentino, Javier Milei, negou que ele tenha entrado no país.
Na segunda-feira, 26, Flávio foi intimado a entregar seus passaportes no prazo de 24 horas e foi proibido de deixar o Brasil por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O prazo para a intimação da PF para a entrega do passaporte completou 24 horas na manhã desta terça-feira, 27. Na segunda-feira, 26, Flávio revelou que foi intimado a entregar o passaporte após visitar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
A decisão de Moraes também proibia o parlamentar de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, seu amigo e investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas.
A PF suspeita que os dois sejam sócios, por exemplo, da Best Bet, casa de apostas que o advogado fundou e controlou. Ambos negam ter qualquer sociedade.
As medidas estão relacionadas a uma investigação que apura possíveis movimentações financeiras irregulares envolvendo o senador e o advogado e a possível sociedade oculta de ambos na empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Flávio Bolsonaro chegou a Miami nesta terça-feira, 27, segundo o jornal O Globo. A viagem ocorreu dois dias após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.
Eduardo Bolsonaro recebeu Flávio Bolsonaro e sua família em Miami. Segundo o jornal O Globo, Eduardo teria articulado a operação com autoridades americanas e viajou do Texas à Flórida com a esposa e os filhos.
Sim. Na segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil e determinou que ele entregasse seus passaportes em 24 horas.
Rogério Marinho, ex-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que foi surpreendido pela viagem. Segundo Marinho, Flávio enviou uma mensagem por volta das 8h desta terça-feira, 27, na qual dizia precisar “dar um tempo”, e depois ficou incomunicável.
A Polícia Federal investiga possíveis movimentações financeiras irregulares envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, além de uma possível sociedade oculta na Alcazar Holdings. A PF também suspeita que ambos sejam sócios da casa de apostas Best Bet, mas Flávio e Tomaz negam qualquer sociedade.
Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno com 51,79% dos votos, ante 48,21% de Flávio Bolsonaro. Com o resultado, Lula foi reeleito para um quarto mandato.
O TSE contabilizou 34.393 votos depois das 17h no 2º turno, e só 1,4% das seções encerraram após as 19h. Veja os números por estado.
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