Em destaque: Filho de Trump compartilha publicação que chama Lula de “próximo Maduro” após eleição no Brasil
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Consulte formatos e valores disponíveisDonald Trump Jr | Karim JAAFAR / AFP Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta segunda-feira (26) uma publicação que compara o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. A postagem também questiona a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar o horário de votação em estados brasileiros durante as eleições.
O conteúdo foi originalmente publicado no X pelo advogado Martin De Luca, que representa Donald Trump. Na mensagem, ele criticou a atuação do ministro Cristiano Zanin, do STF, e questionou a decisão que permitiu a continuidade da votação até as 19h.
Na postagem compartilhada por Trump Jr., De Luca afirmou que Lula teria recorrido ao STF antes de aguardar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O advogado também questionou o tempo de análise do pedido e criticou a participação de Zanin, que atuou como advogado de Lula antes de ser indicado à Suprema Corte.
A determinação para estender o horário de votação foi emitida por Zanin às 16h57 e posteriormente referendada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo as informações divulgadas, as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) haviam solicitado a ampliação do horário em diferentes estados.
De Luca classificou o episódio como uma suposta “manipulação descarada” e questionou se a eleição seria reconhecida internacionalmente como livre. As alegações foram apresentadas pelo advogado em sua publicação, sem comprovação de fraude eleitoral no material citado.
Ao compartilhar a mensagem, Donald Trump Jr. afirmou que, caso uma situação semelhante tivesse ocorrido sob um governo conservador brasileiro, a imprensa americana teria reagido de maneira diferente.
O empresário também sugeriu que veículos de comunicação estariam evitando críticas por razões políticas, mas não apresentou evidências para sustentar essa interpretação.
Trump Jr. já havia comentado o cenário político brasileiro após o primeiro turno. Na ocasião, relacionou o desempenho eleitoral de candidatos de direita na América Latina ao encerramento das atividades da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), promovido pelo governo Trump. Ele alegou que recursos da agência apoiavam redes de ativistas alinhadas a determinado campo político, sem apresentar provas para a afirmação.
Outro aliado do presidente americano, Jason Miller, ex-estrategista político de Trump, também publicou críticas após a divulgação do resultado brasileiro. Ele compartilhou uma tradução do discurso de Flávio Bolsonaro, na qual o candidato derrotado questionava a vitória do adversário, além de repercutir uma notícia da BBC News sobre possíveis questionamentos jurídicos envolvendo o segundo turno.
Até o momento descrito nas informações divulgadas, Donald Trump não havia se pronunciado publicamente sobre a vitória de Lula. Nas semanas anteriores à votação, o presidente americano afirmou que acompanhava a disputa de perto, mas evitou declarar apoio explícito a qualquer candidato.
A repercussão das publicações ocorre em meio às discussões sobre as relações entre os governos brasileiro e americano e às manifestações de aliados de Trump sobre o resultado eleitoral no Brasil.
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