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Em destaque: EXTREMISTA DE DIREITA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 18:40
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Em destaque: EXTREMISTA DE DIREITA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Bela Barros, ligada a 'império de restaurantes' em MS, ameaça funcionários que votam em Lula. - Fotos: Reprodução A- A+ A ex-deputada estadual, Francisca Felisbela Barros, conhecida apenas como Bela Barros, ameaçou demitir funcionários por razões políticas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração repercutiu e terminou em pedido de "desculpas" por parte da bolsonarista.

Logo após a proclamação da vitória do presidente Lula domingo (25.out.26), no segundo turno das eleições brasileiras, a extremista de direita afirmou, em comentário no Instagram, que já havia demitido um trabalhador e dispensaria outros oito “em nome de Jesus” pelo o fato da vitória do progressista.

O comentário foi feito em um vídeo do pastor Leandro Reis, da Igreja Deus Tem Mais, no qual eram discutidas supostas demissões de trabalhadores por terem votado em Lula. A publicação mencionava quase 150 desligamentos, sem apresentar comprovação do número.

Na sequência, Bela declarou que a família tinha sete restaurantes e sugeriu que consumidores comprassem de empresários que não fossem ligados ao PT. Eis:

Pelo levantamento do MS Notícias, são 6 restaurantes ou unidades associados à família Bela Barros, distribuídos entre Dourados e Campo Grande. Eis:

Bela afirma que o negócio da família começou com uma simples marmitaria montada na área gourmet de sua própria casa. O grupo se expandiu muito nos últimos 12 anos sob governos petistas.

Nas suas redes, Bela se referia com frequência ao presidente com tom jocoso o acusando de ser corrupto sem que apresente provas.

Para Bela, o extremista de direita miliciano foragido Flávio Bolsonaro seria a melhor opção de governo para o Brasil.

E não é surpresa a escolha de Bela pelo nome do extremista de direita, que investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa, dentre outros crimes, visto que ela é mãe do ex-vereador Marcelo Barros, cassado em 2011. A pória Bela Barros possui condenações por improbidade administrativa.

Bela teve condenação por improbidade administrativa mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS). Em 2009, ela foi condenada em ação que apontou pagamento de multas eleitorais e distribuição de vales para obtenção de dentaduras a eleitores quando era vereadora de Dourados.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, um funcionário ligado ao gabinete da então vereadora foi abordado pela Polícia Federal em 7 de maio de 2002, transportando comprovantes de pagamentos de multas eleitorais e vales assinados por Bela.

O funcionário afirmou que trabalhava para a vereadora e que buscava eleitores para levá-los ao cartório.

O TJ/MS rejeitou o recurso da ex-parlamentar e manteve a condenação. Conforme o relator do processo, desembargador Dorival Renato Pavan, as condutas violaram os princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade administrativa. A sentença determinou a suspensão dos direitos políticos de Bela por três anos.

Marcelo teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Dourados, após nove vereadores votarem pela perda do cargo. A decisão foi motivada por quebra de decoro parlamentar, em meio aos desdobramentos políticos da Operação Uragano.

Deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2010, a operação levou à prisão de políticos, empresários, secretários e servidores públicos investigados por suspeitas de corrupção. O caso provocou uma crise política na cidade e atingiu integrantes do Legislativo municipal.

Marcelo integra uma família que sempre viveu do dinheiro público. Seu pai, Roberto Djalma Barros, também foi vereador e deputado estadual. Bela, por sua vez, exerceu mandatos na Câmara de Dourados e na Assembleia Legislativa.

A ex-parlamentar também disputou a Prefeitura de Dourados em 2004 e 2024.

Horas depois da repercussão negativa do comentário, Bela publicou um vídeo de "retratação", onde disse estar envergonhada e atribuiu a declaração à tristeza com o resultado eleitoral.

“Ninguém foi demitido, ninguém vai ser demitido e eu não tenho poder nenhum de contratação nas empresas, porque as empresas são dos meus filhos”, afirmou.

Em vídeo, Mariana Barros, filha de Bela, e o marido, Peterson, pediram desculpas aos clientes dos restaurantes Bela Trattoria e Bela Parmegiana.

"A gente acredita que foi um momento de emoção que levou ela a fazer aquele comentário", introduziu Mariana.

Segundo o casal, apesar de os estabelecimentos levarem o nome da ex-parlamentar, os negócios são administrados por eles.

“Não gostamos de política. Nós nunca fizemos política dentro da empresa... A gente cuida muito do nosso funcionário. Não houve demissões. A gente quer o melhor para os funcionários”, afirmou Mariana.

Marcelo afirmou que o restaurante Comadre Maria pertence a ele e à esposa, Juliana, e disse que o estabelecimento atende clientes independentemente de posição política.

Em Mato Grosso do Sul, as denúncias de assédio eleitoral passaram de 11, registradas até o primeiro turno, em 4 de outubro, para 29 até 22 de outubro, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS).

Ameaçar trabalhadores de demissão por causa do voto pode configurar assédio eleitoral. A prática também pode ocorrer por meio de mensagens e publicações nas redes sociais.

Como denunciar: o MPT-MS recebe denúncias pelo canal eletrônico, disponível 24 horas. Também é possível obter informações pelos telefones (67) 3358-3034 e (67) 99227-9803.

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