Em destaque: Exportações crescem 20% e Brasil registra maior superávit para outubro desde 1989
O desempenho representa crescimento de 39,4% em relação aos US$ 6,69 bilhões registrados em outubro de 2025 e foi sustentado principalmente pela expansão das ex
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Consulte formatos e valores disponíveisTeresina — Saldo comercial alcança US$ 9,32 bilhões, impulsionado pelo petróleo; movimentação entre o país e o exterior também bate recorde para o mês Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil O Brasil encerrou outubro com superávit comercial de US$ 9,32 bilhões, o maior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1989. O desempenho representa crescimento de 39,4% em relação aos US$ 6,69 bilhões registrados em outubro de 2025 e foi sustentado principalmente pela expansão das exportações. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que as vendas brasileiras ao exterior atingiram US$ 37,81 bilhões, avanço de 20% na comparação anual. As importações também aumentaram, mas em ritmo menor: cresceram 14,8%, chegando a US$ 28,49 bilhões. Com isso, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 66,30 bilhões. O valor representa alta de 17,7% sobre outubro do ano passado e estabelece um novo recorde para o mês. Petróleo impulsiona vendas brasileiras A indústria extrativa apresentou a maior expansão proporcional entre os grandes setores exportadores. As vendas externas do segmento somaram US$ 11,52 bilhões, crescimento de 53,5% em relação a outubro de 2025. O petróleo bruto foi um dos principais responsáveis pelo avanço, com aumento de 122,6% no valor exportado. O resultado refletiu tanto o crescimento da produção quanto a elevação de 36,7% nos preços médios, em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio. Também contribuíram para o desempenho da indústria extrativa as exportações de minérios de metais e seus concentrados, que tiveram alta de 900,6%. A indústria de transformação manteve o maior valor exportado entre os três setores, com US$ 18,38 bilhões, crescimento de 7,7%. Nesse grupo, destacaram-se os combustíveis, cujas vendas avançaram 164,5%, e os farelos de soja, com aumento de 39,1%. Na agropecuária, as exportações totalizaram US$ 7,63 bilhões, expansão de 12,8%. As vendas de soja cresceram 8,9%, enquanto as de animais vivos, excluídos os pescados, aumentaram 212,1%. Os embarques de centeio e aveia passaram de US$ 2,8 milhões para US$ 338,8 milhões. A variação expressiva, de aproximadamente 12 mil por cento, está relacionada à diferença no cronograma de embarques entre os períodos comparados. Estados Unidos ampliam compras; China registra queda As exportações brasileiras avançaram para boa parte dos principais mercados internacionais, mesmo diante das tensões comerciais e da aplicação de tarifas sobre produtos nacionais. As vendas aos Estados Unidos chegaram a US$ 4,32 bilhões em outubro, crescimento de 87% em relação ao mesmo mês de 2025. Para a União Europeia, os embarques somaram US$ 6,04 bilhões, alta de 32%, conforme os dados consolidados do Mdic. O desempenho no mercado americano ocorreu em um cenário de negociações que retiraram produtos de aviação, carne e suco de laranja da incidência de novas tarifas. Com o resultado de outubro, as exportações brasileiras aos Estados Unidos passaram a acumular crescimento de 0,2% no ano. Na direção oposta, as vendas para a China recuaram 5,3%, totalizando US$ 8,59 bilhões. Apesar da redução, o país asiático permaneceu como um dos principais compradores de mercadorias brasileiras. Na distribuição regional, a Ásia respondeu por US$ 15,41 bilhões em compras do Brasil, avanço de 9,3%. A Europa adquiriu US$ 7,76 bilhões, crescimento de 35,8%, enquanto a América do Norte movimentou US$ 5,66 bilhões, alta de 47,4%. As exportações destinadas à América do Sul, por sua vez, alcançaram US$ 4,58 bilhões, aumento de 14,9% na comparação anual. Combustíveis encarecem importações O crescimento das compras brasileiras no exterior foi influenciado principalmente pelos combustíveis. As importações dessa categoria chegaram a US$ 4,5 bilhões, avanço de 86,8%, puxado sobretudo pela elevação de 84,2% nos preços. Os bens intermediários, utilizados como insumos na produção, responderam por US$ 15,2 bilhões em importações, crescimento de 2,7%. Já as compras de bens de consumo somaram US$ 5,1 bilhões, alta de 25,9%. As importações de bens de capital, que incluem máquinas e equipamentos empregados na atividade produtiva, atingiram US$ 3,7 bilhões, aumento de 4%. O ritmo mais moderado dessa última categoria ocorre em um ambiente de juros elevados, que encarece o financiamento e limita a expansão dos investimentos industriais. Superávit acumulado supera US$ 71 bilhões Entre janeiro e outubro de 2026, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 71,04 bilhões, resultado 34,1% superior ao registrado nos dez primeiros meses de 2025. As exportações no período atingiram US$ 321,88 bilhões, crescimento de 11,2%. As importações somaram US$ 250,84 bilhões, avanço de 6,1%. A corrente de comércio acumulada chegou a US$ 572,73 bilhões, aumento de 8,9%. Segundo o Mdic, exportações, importações e movimentação comercial total alcançaram valores recordes para o período. Governo projeta segundo melhor saldo anual Apesar do resultado de outubro, a projeção oficial para o fechamento de 2026 havia sido reduzida pelo Mdic no mês passado. A expectativa de superávit passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Caso se confirme, o saldo será o segundo maior resultado anual da série histórica, atrás apenas dos US$ 98,8 bilhões registrados em 2023. A estimativa para as exportações foi revisada de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. Para as importações, a previsão passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. Mesmo após a revisão, o governo mantém uma perspectiva mais favorável que a das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central. No boletim Focus citado no levantamento, a projeção do mercado para o superávit comercial de 2026 é de US$ 79,9 bilhões. Fonte: Agência Brasil. O assunto repercutiu de forma expressiva em Teresina e região, mobilizando o debate público e a atuação de setores estratégicos.
De acordo com os elementos apurados pela equipe de reportagem, especialistas e analistas ressaltam que os fatores econômicos, institucionais e regulatórios ligados ao tema vêm sendo acompanhados com atenção redobrada. O cenário exige acompanhamento contínuo e medidas assertivas para esclarecer eventuais impactos para a sociedade e garantir a segurança das operações envolvidas.
Diante da relevância do fato, órgãos de fiscalização e autoridades competentes intensificaram os protocolos de acompanhamento. Diretrizes preventivas e procedimentos técnicos têm sido reforçados com o objetivo de assegurar a normalidade, o cumprimento da legislação vigente e o pleno atendimento aos padrões de qualidade exigidos.
A redação da Empire Cidades mantém cobertura dedicada aos desdobramentos deste caso, prestando serviço de utilidade pública e atualizando as informações à medida que novos comunicados oficiais e pareceres técnicos forem divulgados.
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