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Em destaque: Dívida bruta de 82,9% do PIB pressiona futuro governo, diz investidor

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 21:06
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Em destaque: Dívida bruta de 82,9% do PIB pressiona futuro governo, diz investidor
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Bruno Corano, fundador da Corano Capital projeta Selic de 11% a 14% no fim de 2027, a depender do vencedor do 2º turno; governo Lula estima a média da taxa de juros em 12,53% no próximo ano

--> copiar link --> Para o economista, estabilizar a dívida exigiria esforço de 3% do PIB, o dobro do prometido por Flávio. Ele também diz que Lula precisará apresentar um plano de ajuste mais severo logo no início do mandato; na imagem, moedas Sérgio Lima/Poder360 - 3.set.2018 Gabriel Lopes de Brasília 24.out.2026 (sábado) - 18h06 Priorize o Poder no Google O próximo presidente da República herdará a partir de 2027 uma DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) de 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior patamar desde março de 2021.

Segundo o investidor Bruno Corano, fundador da gestora de patrimônio Corano Capital, o mercado financeiro já precificou a vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL), com probabilidade próxima de 80%. O economista afirma que, por isso, uma reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocaria reprecificação mais abrupta dos ativos. A análise de Corano foi divulgada neste sábado (24.out.2026), 1 dia antes do 2º turno.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) projetado para Lula fica acima do teto da meta de inflação.

Corano descreve estratégias distintas para os 2 candidatos:

Para o economista, estabilizar a dívida exigiria esforço de 3% do PIB, o dobro do prometido por Flávio. Ele também diz que Lula precisará apresentar um plano de ajuste mais severo logo no início do mandato.

Corano afirma que as medidas aprovadas em 2026 mobilizaram cerca de R$ 300 bilhões, dos quais R$ 94 bilhões com impacto direto no resultado primário. Seus dados constam em um material da IFI (Instituição Fiscal Independente) fornecido ao jornal O Globo . Segundo cálculos da equipe econômica apurados pelo Estadão , será necessário abrir cerca de R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027 para acomodar medidas eleitorais não previstas no PLOA.

O valor não consta no projeto orçamentário enviado ao Congresso, que estima receita e fixa despesa da União em R$ 7,449 trilhões para 2027. A proposta considera salário mínimo de R$ 1.741, crescimento do PIB de 2,46%, inflação de 3,6%, Selic média de 12,53% e superávit primário de R$ 18,6 bilhões (0,1% do PIB).

O presidente do Banco Central permanece no cargo até o fim de 2028, de acordo com o mandato fixado em lei. O futuro presidente só poderá trocar o comando da autoridade monetária em 2029.

O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne em 4 de novembro, 10 dias após o 2º turno. Corano estima pausa nos cortes da Selic em 13,75% se Lula vencer. Com Flávio, ele espera cortes de 0,25 ponto percentual.

#Política#Governo#Economia
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