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Em destaque: Defesa de Milton Leite se manifesta após operação contra regalias em cadeia

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Metrópoles 17 de outubro de 2026 às 14:25
Via Metrópoles
Em destaque: Defesa de Milton Leite se manifesta após operação contra regalias em cadeia
Foto: Foto: Metrópoles
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Reprodução São Paulo – Preso por suspeita de envolvimento em um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas de ônibus de São Paulo, o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) negou que receba regalias na cadeia.

Nessa sexta-feira (16/10), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Custódia (In)Fiel , contra favorecimentos indevidos ao ex-presidente da Câmara Municipal.

Polícia Civil decretou prisão temporária de 16 investigados e expediu 18 mandados de busca e apreensão. Seis suspeitos ainda são procurados

Tarcísio participa do lançamento das candidaturas de Alexandre Leite a deputado estadual e Milton Leite Filho a deputado federal

Vereador Milton Leite (União), presidente da Câmara de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o vereador Milton Leite (União Brasil)

“Milton não recebe nem recebeu nenhum tipo de regalia ou tratamento diferenciado na unidade em que está custodiado”, afirmou a defesa do político, em nota. “Ele está submetido às mesmas regras, rotinas e restrições aplicadas a todos os demais custodiados, cumprindo as normas do estabelecimento.”

Os advogados de Milton Leite ainda afirmaram que denúncias de favorecimento devem ser apuradas com cautela e que o ex-vereador está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP Milton Leite teve a prisão preventiva prorrogada por mais 30 dias pela Justiça paulista nesta semana. O político está preso desde o dia 18 de setembro, suspeito de envolvimento no esquema de infiltração do PCC no sistema de transporte público de São Paulo, no âmbito dos contratos públicos com a Transwolff — no qual é acusado de ser o verdadeiro dono da empresa. Ele não foi encontrado casa durante a operação e se entregou para a polícia.

À imprensa, Milton Leite declarou ser inocente e acreditar na Justiça. “Eu não cometi nenhum crime e nada devo. Eu nego todas as acusações e tenho convicção de que sou inocente. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo o que foi dito. A gente vai aguardar essa decisão pacientemente. Temos que respeitar as decisões da Justiça. Eu cumpri a decisão, me apresentei conforme prometido, conforme dito. Vim no dia que marquei, estou aqui sem nenhum problema”, disse na delegacia.

O político foi preso em setembro durante a Operação Vectura Corrupta, contra a infiltração do PCC no transporte público do estado. Segundo a investigação, o suposto esquema envolvia empresas, advogados, integrantes do crime organizado e agentes públicos para alcançar os objetivos da facção .

A operação foi um desdobramento de outra operação, deflagrada em agosto de 2024 e batizada de Decúrio . Na ocasião, as autoridades identificaram uma rede de comunicação entre integrantes da PCC e trocas de mensagens sobre a atuação do grupo.

A investigação cita a “contaminação, pelo crime organizado, de empresas de transporte coletivo de passageiros na Capital e no interior”. No município de São Paulo, ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo seriam, em tese, controladas pelo PCC . Essa infiltração, segundo as autoridades, ocorria por meio de uma estrutura organizada que combina o uso de empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais .

Os criminosos também utilizariam os sócios formais das concessionárias e empresas de ônibus como “laranjas” para ocultar os verdadeiros proprietários das empresas, que seriam integrantes do PCC. Além disso, o grupo também teria promovido ajustes prévios para direcionar licitações e obter contratos emergenciais em diversos municípios. Há registros de acordos para que as empresas passassem a ser administradas por membros da facção logo após vencerem as licitações, mediante repasse de propinas a agentes públicos .

As facilidades no setor, segundo a investigação, seriam obtidas em troca do financiamento de campanhas eleitorais de candidatos e cooptação de agentes públicos.

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