Em destaque: Daniella Marques rebate críticas e diz que “competência não tem gênero”
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Consulte formatos e valores disponíveisAlém de se apresentar como mãe de 2 filhos, que trabalhou por muitos anos no mercado financeiro e com “muita fé em Deus”, a economista disse que tem espaço “para questionar e ajudar a construir o plano” de governo do candidato do PL à Presidência. “Eu acredito que competência não tem gênero e que a vida pública precisa de gente preparada para resolver problemas reais”, declarou.
A economista também afirmou que “poderia ter escolhido a tranquilidade”, mas que escolheu se “expor, fazer sacrifícios e lutar pelo Brasil” em que acredita. Disse ainda que está sendo “duramente atacada com mentiras, insinuações e tentativas de desqualificar” sua trajetória.
“Fui reduzida ao rótulo de mulher da economia e comparada a outra profissional simplesmente porque somos mulheres ocupando espaço na área econômica”, afirmou Daniella. Ela refere-se a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, durante o debate da Band, em 18 de outubro. Na ocasião, o petista disse: “Você vai seguir o modelo que a tua mulher da economia fala: ‘o Milei é o modelo, a motosserra do Milei’”.
De mulher para mulher: vamos juntas mudar a nossa realidade e construir nosso futuro? Amanhã, meu voto é @flaviobolsonaro 2️⃣2️⃣✅. https://t.co/lPwtuGIf3b
“Oi, pessoal, Dani Marques aqui e essa conversa é de mulher para mulher. Imagina uma mãe que acorda todos os dias com medo do próprio marido. Ela já denunciou, ela já pediu ajuda, ela já conseguiu uma medida protetiva e mesmo assim, antes de abrir a porta da casa, ela respira fundo, olha a rua dos dois lados. Porque ela sabe que sozinha, a medida protetiva é um pedaço de papel. Agora imagina essa mesma mulher tendo dois filhos pequenos, não tendo emprego, não tendo dinheiro, não tem para onde ir. E me diz, como ela recomeça a vida dela? Como ela se protege? Essa é a realidade que o Brasil não pode mais fingir que não vê. Só em 2025, uma mulher foi assassinada no Brasil a cada 6 horas. E sabe o que dói ainda mais? A maioria dessas mortes acontecem dentro de casa, no lugar onde uma mulher deveria ser protegida.
“E tem um outro medo que tira o sono de muitas mães brasileiras. O medo de ver aquele menino que ela criou com tanto sacrifício ser seduzido pelo tráfico na esquina de casa. Nenhuma mãe deveria viver assim, seja com medo do homem que dorme ao lado, seja com medo do que espera o filho lá fora. E quando o medo dá uma trégua, vem o cansaço. A mulher brasileira trabalha em casa quase o dobro de horas que um homem. Mais de 11 milhões de mães criam os filhos sozinhas e mais de 800 mil crianças estão na fila de creche esperando uma vaga, enquanto a mãe espera poder voltar a trabalhar.
“No fim do mês, vem o aperto. Hoje mais de 40 milhões de mulheres estão com o nome sujo. 4 em cada 10 são as responsáveis pelas contas da casa. E não é dívida de luxo, é o cartão que pagou o mercado do mês. E quando ela precisa cuidar de si mesma, encontra fila, adia o exame, adia a consulta, não pode perder um dia de trabalho. Medo, cansaço, aperto, fila. Esse é o dia de milhões de brasileiras. Eu sou mãe de dois filhos, o Artur e o Pedro. Sou mulher, tenho muita fé em Deus. E eu sei o que é colocar a cabeça no travesseiro pensando no futuro dos filhos. E eu não consigo aceitar que tantas famílias continuem vivendo assim.
“Durante muitos anos trabalhei no mercado financeiro. Depois tive a honra de servir ao Brasil no governo federal e presidir a Caixa Econômica, o banco onde milhões de mães recebem o seu benefício social. E foi ali, andando por esse país, nas agências, nas comunidades, olhando nos olhos dessas mulheres, que eu ouvi as histórias que nunca mais me esqueci. Quando perguntamos a essas mulheres qual era o sonho delas, mais de 70% responderam: ‘Quero ser dona do meu negócio, quero ser dona do meu nariz’. Elas não queriam pena, elas queriam oportunidade. Histórias diferentes, mas o mesmo pedido: proteção, cuidado e oportunidade. Foi pensando nessas mulheres que a gente trabalhou no Caixa Pra Elas, um projeto que foi encerrado quando o Lula assumiu.
“E é por conhecer de perto essa realidade que hoje eu participo da construção de um Brasil por elas, um dos capítulos do plano de governo de Flávio Bolsonaro. Lembra daquela mãe que tem medo de abrir a porta? Imagina essa mulher entrando em um lugar só e saindo de lá com ajuda para denunciar, com atendimento psicológico, orientação jurídica, com curso, com uma oportunidade de emprego, com crédito para recomeçar e até ajuda para renegociar as suas dívidas, sem precisar rodar a cidade inteira de ônibus com o filho no colo. É isso que o plano propõe. Também prevê que ela possa pedir medida protetiva pelo próprio celular e o uso de tornozeleiras eletrônicas para acompanhar os agressores de maior risco, porque uma mulher que pede socorro precisa encontrar uma resposta. Mas proteger também é dar condições para ela reconstruir a vida. Por isso, o plano prevê ampliar as creches em tempo integral para que nenhuma mãe precise escolher entre trabalhar e cuidar dos filhos. E quando faltar vaga pública, oferecer ajuda para conseguir uma vaga na rede particular.
“Prevê ajudar as mulheres a conquistar a casa própria, oferecer cursos gratuitos ligados a oportunidades reais de trabalho. E para aquela mãe que passa madrugadas esperando a mensagem do filho, o plano propõe enfrentar as facções com força e inteligência e retomar os territórios dominados pelo crime, porque o tráfico não pode mandar na esquina da casa dela. E a gente não vai desistir dos nossos meninos. Menino que tem oportunidade, que tem escola e que tem trabalho, não precisa do tráfico.
“Sou mulher, sou do time de Flávio Bolsonaro e tenho espaço para apresentar ideias, questionar e ajudar a construir o plano. Eu acredito que competência não tem gênero e que a vida pública precisa de gente preparada para resolver problemas reais. A minha fé sempre me acompanhou nessa jornada e eu acredito que Deus nos dá dons, coragem e oportunidade para fazer o bem e cuidar uns dos outros. Mas também acredito que fé exige responsabilidade. Não adianta só desejar um país melhor, precisamos trabalhar por ele. Por isso eu defendo uma ideia muito simples: precisamos de pessoas que queiram servir ao Brasil e não se servir de Brasília, porque só cuida das pessoas quem cuida das contas.
“Pessoas que entendam que cuidar do dinheiro público é garantir vaga na creche, é remédio no posto de saúde, é polícia quando uma mulher chama. Eu poderia ter escolhido a tranquilidade, mas escolhi me expor, fazer sacrifícios e lutar pelo Brasil que acredito. Debati propostas e soluções sempre com fatos, argumentos e respeito. Nunca ataquei nem desrespeitei ninguém, mas tenho sido duramente atacada com mentiras, insinuações e tentativas de desqualificar minha trajetória.
“Fui reduzida ao rótulo de mulher da economia e comparada a outra profissional simplesmente porque somos mulheres ocupando espaço na área econômica. É curioso como muitas vezes, em nome da defesa das mulheres, são as próprias mulheres que acabam reduzidas a rótulos, mas eu sabia que essa escolha teria um preço. E eu não entrei nessa missão porque precisava de um cargo. Entrei porque acredito que tenho algo a oferecer ao meu país. Eu quero que aquela mãe abra a porta de casa sem medo e que o filho volte para casa todos os dias. As mulheres brasileiras não são frágeis, o que não falta é força, é oportunidade. E eu tenho fé no Brasil, tenho fé na nossa capacidade de mudar o que precisa mudar. Exige trabalho, competência, coragem e compromisso com a vida das pessoas, porque as mulheres precisam de muito mais do que promessa.”
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