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Em destaque: Dá para preparar para o ITA sem criar alunos ansiosos? Uma escola de 91 anos em Fortaleza já tenta

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 22:40
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Em destaque: Dá para preparar para o ITA sem criar alunos ansiosos? Uma escola de 91 anos em Fortaleza já tenta
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Dá para preparar para o ITA sem criar alunos ansiosos? Uma escola de 91 anos em Fortaleza já tenta No Colégio 7 de Setembro, alunos têm física desde o 4º ano e podem seguir três trilhas no ensino médio, uma delas o IB

Priorizar nos meus resultados Google O Colégio 7 de Setembro, em Fortaleza, prepara alunos para o ITA, o Enem, escolas militares, mais de 40 olimpíadas de conhecimento e universidades fora do país. Mas, para a diretora da unidade Aldeota, Janaína Moita, o maior desafio da escola de 91 anos hoje não é aprovar. É lidar com a ansiedade de alunos e famílias.

“O estado do Ceará é um estado muito competitivo. As famílias são muito impressionadas com o resultado acadêmico”, diz Janaína, que completou 20 anos de casa em 2026.

Para equilibrar a pressão, a escola conta com o Serviço de Orientação Educacional (SOE). As orientadoras acompanham casos específicos e promovem atividades no dia a dia, junto com os professores. O colégio também abre espaço para atletas e organiza um concurso literário que termina com a publicação de um livro, todo fim de ano, com textos e gravuras dos alunos.

A diretora tenta convencer as famílias de que o aprendizado também acontece fora da sala. Numa campanha de arrecadação de alimentos ou na apresentação de um projeto de empreendedorismo, diz ela, os alunos desenvolvem habilidades que a aula não alcança. O objetivo é ser uma escola de exigência acadêmica sem puxar demais para nenhum dos lados.

A exigência, de fato, não é pequena. Na unidade Aldeota, a maior do colégio, um aluno pode terminar o ensino médio em três trilhas: a dos vestibulares mais concorridos, a da preparação militar ou a do programa internacional do International Baccalaureate (IB). “O que a gente tenta fazer aqui é dar oportunidade para todo tipo de aluno”, diz a diretora.

A busca por novidades vem de longe, segundo a diretora. O 7 de Setembro foi a primeira escola do Ceará a oferecer e-mail aos alunos e levou o iPad para a sala de aula assim que o aparelho surgiu. Também adotou cedo o ensino bilíngue, sem se tornar uma escola bilíngue.

O passo mais recente foi o IB, organização criada na Suíça que autoriza escolas no mundo todo a oferecer seus programas. Janaína compara o processo ao do MEC: a escola se candidata, é avaliada e, a cada cinco anos, passa por nova autorização. Dos quatro programas do IB, o colégio oferece dois.

O ensino médio já tinha um programa de high school. Em 2017, a escola começou a avaliar alternativas, conheceu o IB em 2018 e foi autorizada no fim de 2019. Criou então uma turma internacional, opcional, para quem tivesse interesse. O currículo é internacional, mas aceito no Brasil.

A troca, diz a diretora, veio de uma revisão: a escola concluiu que o high school não era a melhor opção e foi atrás de um programa mais sólido e com mais respaldo internacional.

No Fundamental 2, onde o IB chegou com a autorização obtida no início deste ano, a mudança foi maior. Como ali o programa vale para todos, e não é uma trilha escolhida pelo aluno, foi preciso formar toda a equipe, professores e coordenação, e mudar a proposta de sala de aula de todas as turmas.

A escola não escolhe um destino para os alunos. “Se o aluno tem o desejo de estudar fora do Brasil, a gente vai preparar ele para isso. Se for Enem, a gente vai preparar. Se for escola militar, a gente vai preparar”, diz Janaína.

Quem segue o currículo internacional também se prepara para o Enem, ainda que esse não seja o foco.

A preparação para olimpíadas de conhecimento começa cedo. No 4º ano, os alunos do clubinho de ciências já têm aulas introdutórias de física, química e biologia. A partir do 6º ano, podem ser convidados para a turma olímpica, que se prepara para mais de 40 competições, de astronomia e foguetes a história, geografia, física e química.

A física é o ponto mais forte. Neste ano, um aluno da escola conquistou medalha de prata numa olimpíada internacional, segundo a diretora.

O fundador, Edilson Brasil Soares, costumava dizer que o estudante entra no 7 de Setembro para educar-se e sai para vencer na vida. A escola segue levando a frase a sério, segundo Janaína. “A gente precisa entregar para a vida, para o mundo, jovens adultos funcionais”, diz.

Em 2026, o colégio abriu o ano com um lema: os próximos 90 anos começam agora. A ideia é seguir como uma escola tradicional, rigorosa e que ensina o aluno a estudar, mas em constante atualização. “Eu só posso entregar alunos preparados para a vida se eu estiver atualizada no momento atual”, diz a diretora.

Aos 91 anos, a escola ainda trata a própria tradição como algo a revisar.

#Fortaleza#Belém#Educação
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