Em destaque: Corpo de Bombeiros lidera força-tarefa para reconstruir Maringá após tornado
Trabalho conjunto busca otimizar recursos e atender às demandas prioritárias.

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Consulte formatos e valores disponíveisO trabalho de recuperação de Maringá, após a passagem do tornado de categoria 2 na madrugada de segunda-feira (2), conta com a atuação coordenada de diferentes órgãos estaduais e municipais. A articulação é conduzida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), por meio do Gabinete de Gestão Integrada Local (GGI Local), instalado no Quartel do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM).
Conforme o balanço mais recente, foram registradas 1.027 ocorrências relacionadas à queda de árvores. Além disso, 65 semáforos permanecem sem funcionamento. Entre as principais frentes de trabalho estão a retirada de estruturas danificadas e resíduos, a liberação de ruas e avenidas, a recuperação dos serviços públicos e o suporte às famílias atingidas.
O comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino, explica que o modelo de atuação conjunta facilita a distribuição das responsabilidades e a definição das prioridades durante a resposta ao desastre.
“A ativação do GGI Local em Maringá demonstra a importância de uma coordenação integrada diante de situações complexas, que exigem a atuação simultânea de diferentes instituições”, diz Hiller.
“O Corpo de Bombeiros, por meio do comando regional e da unidade responsável pela área, coordena essa articulação, reunindo os órgãos envolvidos para identificar as necessidades prioritárias, organizar os recursos disponíveis e alinhar as ações”, disse o coronel.
“Esse trabalho conjunto faz com que cada instituição contribua dentro de suas atribuições, evitando a sobreposição de esforços e direcionando o apoio para onde ele é mais necessário”, destaca.
Por meio do GGI Local, representantes das instituições envolvidas acompanham as necessidades do município e definem os encaminhamentos para a continuidade dos serviços. Em pontos que apresentam maior complexidade, ainda é necessário utilizar equipamentos de grande porte, como guindastes, para remover árvores e estruturas que representam perigo em áreas próximas a escolas e residências.
As equipes também atuam na recomposição da sinalização viária e na retomada das linhas de transporte coletivo. Paralelamente, são realizados trabalhos de limpeza urbana e retirada de materiais pesados.
Para garantir a continuidade dos serviços, foram organizadas equipes operacionais inclusive aos fins de semana. A estrutura mobilizada inclui pás-carregadeiras, caminhões e profissionais do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura e voluntários.
Os moradores que precisam de lonas, vistorias em imóveis ou atendimento da assistência social podem solicitar os serviços pelo telefone 156, disponibilizado pela Prefeitura. Até o momento, o município também confirmou o recebimento de 4.400 telhas e 200 kits dormitório, destinados às pessoas prejudicadas pelo tornado.
Outra frente de trabalho envolve cerca de 600 profissionais municipais, entre agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e assistentes sociais. As equipes realizam o levantamento das condições dos moradores por meio de formulários padronizados, identificando as demandas de cada família e dando atenção prioritária às pessoas acamadas.
Com essas informações, a administração municipal consegue organizar a distribuição dos materiais e dos serviços de acordo com a situação de cada residência e as necessidades de seus moradores.
A segurança também recebeu reforço nas regiões que ainda enfrentam interrupções no fornecimento de energia elétrica. Nesses locais, as forças de segurança ampliaram as rondas durante a noite, com o objetivo de proteger os moradores.
Os Gabinetes de Gestão Integrada Locais (GGI Locais) foram instituídos no início de outubro, por meio da Resolução nº 562/2026 da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP). A proposta é estabelecer um mecanismo de organização e articulação entre instituições para situações de emergência e desastres que demandam uma resposta conjunta.
Sob coordenação do CBMPR, os gabinetes congregam representantes de órgãos públicos estaduais e municipais. A estrutura permite concentrar informações, estabelecer prioridades e organizar a utilização dos recursos disponíveis para atender às cidades afetadas.
A ocorrência em Maringá representou a primeira experiência de ativação do modelo, colocando em funcionamento a estrutura operacional estabelecida pela SESP. No município, a articulação é conduzida pelo comando regional do Corpo de Bombeiros e pelo responsável pela unidade que atende a área atingida, que organizam a participação dos demais órgãos conforme as demandas.
O modelo também prevê o acompanhamento das necessidades municipais pelas instituições competentes, facilitando a solicitação de recursos adicionais e reforços do Governo do Estado quando necessário. Em Maringá, a mobilização permanece concentrada na recuperação dos locais atingidos pelo tornado e na normalização dos serviços essenciais.
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