Em destaque: Congressistas pedem impeachment de presidente do Paraguai
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveis> copiar link --> O presidente do Paraguai, Santiago Peña, publicou na 4ª feira (4.nov) uma foto em que aparece assinando um decreto que designa Pedro De Jesús Acosta como membro do Diretório do Banco Central do Paraguai Reprodução/X @SantiPenap - 4.nov.2026 PODER360 5.nov.2026 (quinta-feira) - 6h04 Priorize o Poder no Google O presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, Raúl Latorre (Partido Colorado, direita), convocou para esta 5ª feira (5.nov.2026) duas sessões extraordinárias para analisar moção de impeachment contra o presidente paraguaio Santiago Peña (Partido Colorado, direita) e contra o vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado, direita). As informações são do jornal paraguaio ABC Color.
Os congressistas da oposição culpam o governo pela crise bancária desencadeada pelo colapso do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do país, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às suas contas.
Na 4ª feira (4.nov), 35 congressistas apresentaram pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados, composta por 80 cadeiras, e solicitaram aos líderes do Congresso que convocassem uma sessão extraordinária para debater o futuro de Peña. Eles acusam o presidente de conflitos de interesse, uso indevido de fundos de pensão e acobertamento institucional relacionados à gestão do colapso do banco.
Até o momento, Peña não se pronunciou publicamente sobre o processo de impeachment.
Em seu perfil no X na 4ª feira (4.nov), o presidente paraguaio instou os congressistas a priorizarem os interesses das pessoas prejudicadas pela crise e afirmou que os responsáveis por irregularidades seriam levados à Justiça “sem exceção”.
Peña, um economista conservador que assumiu o cargo em 2023, foi acionista até março de 2025 do Grupo Vázquez, que controla o Ueno. O Ueno é um credor digital que cresceu rapidamente de uma fintech de nicho para um banco de médio porte, administrando atualmente cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos.
O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank na última 2ª feira (2.nov) depois de constatar que a empresa havia descumprido os requisitos mínimos de solvência, desencadeando uma crise que deixou seus cerca de 3 milhões de clientes –quase metade da população do Paraguai– sem acesso às suas contas.
As consequências forçaram a renúncia, na 3ª feira (3.nov), do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo. Na 4ª feira (4.nov), Peña anunciou a indicação do economista Raúl Vera Bogado para comandar o BCP. O presidente encaminhou ao Congresso o pedido de acordo constitucional para a nomeação. Vera já presidiu o Banco Central de 2001 a 2002.
O Ministério Público do país ordenou a abertura de uma investigação criminal e a detenção de 8 dirigentes e ex-dirigentes do Ueno Bank, incluindo o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale, e o empresário Miguel Vázquez.
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