Em destaque: Como a torcida do Vasco foi da esperança à agonia em eliminação no Maracanã
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Consulte formatos e valores disponíveisMosaico da torcida do Vasco para a partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana Imagem: Igor Siqueira/UOL Ainda não foi desta vez que o Vasco voltou a uma final continental. E a torcida cruz-maltina viveu de forma intensa uma noite desenhada para ser gloriosa no Maracanã, diante do Boca Juniors. Mas o jogo de volta da semifinal da Sul-Americana terminou com derrota por 3 a 1 e uma frustração tão grande quanto a festa e a expectativa criadas pelos vascaínos.
Para começar, só de estar ali, no Maracanã, já era o motivo de estufar o peito. Afinal, foi com uma ferrenha briga na Justiça, com idas e vindas de liminares, que o Vasco conseguiu fazer com que o estádio fosse o palco da partida.
Uma vitória institucional sobre a dupla Fla-Flu deu um tempero ainda maior para um confronto que já prometia ser gigante.
Torcedor do Vasco estende faixa durante jogo contra o Boca Juniors Imagem: Wagner Meier/Getty Images Não por acaso, em tempos de campanha política, muitos torcedores abriram espaço no peito e apareceram no estádio com adesivos provocativos: "Síndico não é dono". Também teve também "São Januário é meu. O Maraca é nosso".
Nesse senso de propriedade aflorado, o vascaíno tomou para si, com afinco, o ambiente da semifinal.
Uma presença maciça, que fez o entorno do estádio pulsar desde cedo.
Instantes antes de a bola rolar, a cena mais plástica foi o mosaico e a pulsação efervescente reproduzida na frase "Dá-lhe, Vasco" e tudo o que estava ao redor.
A insanidade do jogo é que com três minutos o Boca já fez 1 a 0. O torcedor olhou incrédulo. Lá se foi a vantagem construída a duras penas em La Bombonera, mesmo com um jogador expulso.
Mas o tempo de assimilar o gol durou um segundo. Literalmente. A torcida já puxou o "Dá-lhe, Vasco" de novo.
Só que a péssima atuação do primeiro tempo foi minando a confiança e a paciência do vascaíno. Quando Saldívia fez a trapalhada que abriu um latifúndio às costas, Merentiel aproveitou e fez 2 a 0.
Aí a torcida levou um baque. O sentimento não parou. Mas mudou. Na saída para o intervalo, vaias para o time da casa. Mas também com o "vamos virar, Vasco".
As alterações no segundo tempo corrigiram problemas do Vasco no ataque. Adson e Paulo Henrique saíram e deram lugar a Puma Rodríguez e Marino Hinestroza.
Coube ao próprio Puma fazer o ambiente renascer: 2 a 1. Esse gol deixava empatado o placar agregado da semifinal e levava o duelo para os pênaltis.
O clima mudou. O Maracanã virou caldeirão. Mas o tempo passava, e o gol não vinha.
Pior. Acabou vindo, para o lado errado. Uma falha de Léo Jardim transformou a festa em velório. O terceiro gol do Boca sepultou de vez as pretensões do Vasco. A arquibancada se calou.
O que passou a ser ouvido no Maracanã foi o grito dos visitantes argentinos. Quando o juiz apitou, restou ao vascaíno deixar em silêncio o estádio no qual tanto queria estar.
A Copa Sul-Americana terminou para o Vasco. Neste ano, a chance de título ainda resiste na Copa do Brasil. No Brasileirão, o esforço é para fugir de vez do rebaixamento.
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