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Em destaque: 'Brasil vai fazer parte do Escudo das Américas", diz Flávio sobre narcotráfico

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 17 de outubro de 2026 às 01:14
Via Exame
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'Brasil vai fazer parte do Escudo das Américas", diz Flávio sobre narcotráfico Candidato do PL à Presidência também prometeu classificar CV, PCC e milícias como narcoterroristas e intensificar o combate ao tráfico na Tríplice Fronteira (Crédito: Globo/ Manoella Mello)

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 22h00 .

Priorizar nos meus resultados Google O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira, 16, que pretende incluir o Brasil no Escudo das Américas, uma aliança liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para combater o narcotráfico e o crime organizado na América Latina. Durante entrevista à TV Globo, o senador também prometeu classificar o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as milícias como organizações narcoterroristas.

“O Brasil vai fazer parte do Escudo das Américas”, afirmou Flávio, ao defender uma aproximação com os Estados Unidos na área de segurança pública.

O candidato também anunciou que pretende reunir integrantes das Forças Armadas e das forças policiais para definir uma estratégia de enfrentamento às organizações criminosas.

“Vou fazer uma grande reunião com os chefes militares e das polícias para declarar guerra ao narcotráfico”, disse. “Vou declarar CV, PCC e milícias como narcoterroristas.”

Flávio afirmou ainda que a Tríplice Fronteira, região entre Brasil, Argentina e Paraguai, será uma das prioridades de sua política de combate ao tráfico de drogas.

Durante a entrevista, o senador criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e associou o Porto de Santos, no litoral paulista, ao tráfico internacional de cocaína.

“O Porto de Santos, mais um recorde negativo do governo Lula, se tornou o segundo maior porto exportador de cocaína do mundo”, declarou.

A afirmação sobre a posição do porto no tráfico internacional de drogas não foi acompanhada, nas declarações fornecidas, de dados que permitam confirmar o ranking citado pelo candidato.

O Escudo das Américas é uma coalizão de segurança lançada pelo governo de Donald Trump em março de 2026, com o objetivo declarado de combater o narcotráfico e as organizações criminosas que atuam no continente americano.

A iniciativa reúne os Estados Unidos e governos da América Latina e do Caribe em uma estratégia de cooperação que inclui compartilhamento de informações de inteligência, coordenação de operações de segurança e medidas financeiras contra grupos criminosos.

O Brasil não integra atualmente a aliança, assim como o México.

Em setembro, os países participantes anunciaram medidas contra 24 organizações criminosas, incluindo as facções brasileiras PCC e CV, classificadas pelos Estados Unidos como narcoterroristas.

Entre as ações previstas estão o congelamento de bens, restrições de vistos e sanções contra integrantes e apoiadores dessas organizações, de acordo com a legislação de cada país.

A adesão ao Escudo das Américas também envolve questões diplomáticas e militares. A possibilidade de operações conjuntas com forças americanas provoca discussões sobre os limites da cooperação internacional e a preservação da soberania dos países participantes.

No Brasil, a classificação de facções criminosas como organizações terroristas também enfrenta obstáculos jurídicos. A legislação brasileira estabelece critérios específicos para o enquadramento de atos de terrorismo e não prevê uma categoria autônoma de narcoterrorismo.

Assim, a promessa de Flávio de enquadrar CV, PCC e milícias nessa categoria dependeria de mudanças legais, e não apenas de uma decisão do presidente.

As declarações ocorreram durante entrevista de Flávio Bolsonaro à TV Globo. Na quinta-feira, 15, o entrevistado foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As pesquisas divulgadas na reta final da campanha mostram uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Lula .

Levantamento do instituto Gerp divulgado nesta sexta-feira, 16, aponta Flávio com 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula . A diferença de quatro pontos percentuais supera a margem de erro de dois pontos da pesquisa. Na rodada anterior da Gerp, divulgada na terça-feira, 13, o senador tinha 55%, contra 45% do presidente.

Já a pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada na quinta-feira, 15, indica empate técnico : Flávio tem 44% das intenções de voto, contra 42% de Lula, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Nos votos válidos, o senador aparece com 51%, ante 49% do petista. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.

Os levantamentos também mostram diferenças no perfil do eleitorado. Na pesquisa Indexa, Lula tem vantagem entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e eleitores do Nordeste. Flávio se destaca entre homens, evangélicos e eleitores do Centro-Oeste e do Sul. A transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro também favorece o senador: entre os eleitores que votaram no pai em 2022, 91,6% afirmam que votarão em Flávio, segundo o instituto.

A disputa ocorre ainda em meio a decisões do TSE sobre a comunicação eleitoral. Um exemplo é a suspensão do grupo de WhatsApp Exército do Lula, ligado ao deputado André Janones, após pedido da campanha de Flávio. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.

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