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Em destaque: Brasil pode ter o maior imposto sobre consumo do mundo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 16:47
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Em destaque: Brasil pode ter o maior imposto sobre consumo do mundo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Com CBS de 11,35% proposta nesta quarta (28) pelo TCU e projeção de 18,7% para o IBS, alíquota conjunta caminha para 30,05%, acima dos 27% cobrados na Hungria

O Brasil poderá te r a maior alíquota padrão de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) do mundo caso sejam confirmados os percentuais dos dois tributos criados pela reforma tributária.

A combinação dos 11,3468% aprovados nesta quarta-feira (28) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) com os 18,7% estimados para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) resultaria em uma tributação de aproximadamente 30,05% sobre o consumo.

🔎O IVA é um modelo de tributação sobre o consumo que cobra imposto sobre o valor adicionado em cada etapa da produção e comercialização. No Brasil, ele será dividido em dois: a CBS (federal) e o IBS (estados e municípios). Juntos, substituirão gradualmente impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS

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Siga no Google Discover O percentual superaria em 3,05 pontos percentuais os 27% cobrados na Hungria, país com a maior alíquota padrão entre os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo o levantamento de 2026 da organização norte-americana Tax Foundation.

Depois da Hungria, aparecem a Finlândia (25,5%), seguida por Dinamarca, Suécia e Croácia, todas com 25%, segundo o relatório da Tax Foundation.

A média da OCDE é de 19,4%, 10,65 pontos percentuais abaixo da estimativa brasileira.

A comparação considera a alíquota padrão dos tributos, não a carga efetivamente paga por todos os consumidores. No Brasil, a reforma prevê isenções, reduções e tratamentos diferenciados para determinados produtos e serviços.

Além disso, o percentual ainda não está definido, com a alíquota de 18,7% para o IBS sendo uma projeção utilizada pelo Comitê Gestor do tributo, enquanto o valor da CBS ainda depende da palavra final do Senado, que tem um prazo de até 15 de dezembro para decidir se muda ou acata.

Antes da decisão do TCU, o Comitê Gestor do IBS trabalhava com uma estimativa de 27,91% para a tributação conjunta, considerando 9,21% para a CBS e 18,7% para o IBS.

A aprovação de 11,3468% para o tributo federal elevou a projeção combinada em aproximadamente 2,14 pontos percentuais, caso a estimativa para o IBS permaneça inalterada.

O resultado também ficou 1,92 ponto percentual acima dos 9,43% calculados pela ROIT, empresa especializada em tecnologia tributária. A empresa também projetava a possibilidade de redução da alíquota para 6,94% em 2030, considerando os efeitos do split payment, mecanismo que separa automaticamente o valor do imposto durante o pagamento de uma compra.

Apesar de a reforma ter como objetivo simplificar a cobrança de impostos e evitar a tributação em cascata, a manutenção da arrecadação atual exige uma alíquota padrão elevada.

O novo sistema também prevê mecanismos de devolução de impostos para famílias de baixa renda, conhecidos como cashback, além de alíquotas reduzidas ou zeradas para determinados bens e serviços.

A CBS começará a substituir os tributos federais sobre o consumo em pouco mais de dois meses, em 1º de janeiro de 2027. Já o IBS será implementado gradualmente até 2033, quando estará concluída a transição do atual modelo de tributação estadual e municipal.

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