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Em destaque: Av. Paulista, palco de ato neste sábado, vira símbolo de disputa pelas ruas

A avenida também assumiu um papel na disputa política

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 06:00
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Em destaque: Av. Paulista, palco de ato neste sábado, vira símbolo de disputa pelas ruas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Reprodução São Paulo – Inaugurada em 1891 já com aspirações grandiosas, a Avenida Paulista, palco do último ato de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste sábado (24/10) , é considerada um dos pontos mais importantes e simbólicos da cidade de São Paulo. Com a relevância que a via foi ganhando ao longo dos anos, o endereço também virou um palco ideológico e passou a ser um símbolo de disputa das ruas entre a esquerda e a direita .

No segundo turno destas eleições de 2026, por exemplo, tanto a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), quanto a Lula, organizaram grandes atos em datas diferentes na avenida mais famosa de São Paulo. Uma delas, o dia 18 de outubro, foi alvo de uma disputa prévia nas redes sociais, visto que a esquerda e a direita estava anunciando atos no dia. No final das contas, Flávio Bolsonaro ficou com a avenida e realizou a manifestação.

Avenida Paulista sempre foi palco de mobilizações populares

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato na Avenida Paulista

Avenida Paulista aparece como símbolo de disputa das ruas entre esquerda e direita

Flávio Bolsonaro prometeu conceder indulto ao pai caso seja eleito presidente

Avenida Paulista foi inaugurada em 1891, já com pretensões de ser um ícone

Manifestação de apoiadores de Lula no último domingo, na Avenida Paulista

Presidente Lula durante ato ”Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, em São Paulo

Boneco inflável de Trump segurando Lula preso, em ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo

Ao Metrópoles , a cientista política Tathiana Chicarino explicou que a Avenida Paulista virou um “ativo político” após passar por uma série de mobilizações populares até os dias atuais, passando pelas manifestações pedindo o fim da ditadura, pelas Diretas Já, protestos de 2013 até os atos políticos contemporâneos .

“Você ter uma [Avenida] Paulista muito cheia, tem visibilidade, cobertura jornalística. Então, é isso que eu estava falando, que é um ativo político. E por que Paulista e não outro lugar? Aí pega os aspectos urbanísticos, mas também esses aspectos de ser um lugar, historicamente, que vem se construindo desde a redemocratização, de ocupação, de mobilização”, contou Chicarino, que também é coordenadora do Curso de Graduação em Sociologia e Política da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

Chicarino apontou ainda que de 2013 para cá, a imagem política da Paulista se intensificou: “A partir de 2013, ela [Avenida Paulista] passou a ser muito mais disputada, não só ocupada, mas disputada. A gente tem dois grupos que vão disputar essas ruas, mas com a Paulista como um lugar muito importante”.

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