Em destaque: Ataque a tiros deixa seis mortos na cidade polonesa de Cracóvia
Outras 15 vítimas ficaram feridas

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Consulte formatos e valores disponíveisAtaque a tiros deixa seis mortos na cidade polonesa de Cracóvia O atirador começou a disparar contra pedestres “aleatoriamente” em centro turístico, segundo a polícia local. Outras 15 vítimas ficaram feridas
Policial vigia acesso ao centro turístico de Cracóvia após o atentado. Foto: Bartosz Siedlik/ AFP Apoie Siga-nos no let intervalNews = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.s-content__share--news')) return; clearInterval(intervalNews); document.querySelector('.s-content__share--news').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Google Discover', { 'event_category': 'googleNews', 'event_action': 'click', 'event_label': "ataque-a-tiros-deixa-cinco-mortos-na-cidade-polonesa-da-cracovia" }); }) }, 500); let intervalApoio = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.support-btn')) return; clearInterval(intervalApoio); document.querySelector('.support-btn').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Apoio', { 'event_category': 'Apoio', 'event_action': 'click', 'event_label': "ataque-a-tiros-deixa-cinco-mortos-na-cidade-polonesa-da-cracovia" }); }) }, 100);!function(){let e=document.createElement("script");e.src="https://readme.ai/static/widget/cartacapital.js",document.body.appendChild(e)}(); Por Sonia Bakaric
Um homem matou seis pessoas e feriu cerca de dez neste sábado (7), ao abrir fogo no centro histórico de Cracóvia, cartão-postal turístico da Polônia, no pior ataque a tiros em décadas neste país da Europa Central.
Um jornalista da AFP nesta cidade do sul da Polônia viu pessoas caídas no chão, muitos veículos de emergência, agentes armados e helicópteros sobrevoando o local.
A Praça do Mercado Principal, situada no coração do centro histórico e muito frequentada por turistas e moradores, estava completamente isolada à noite. Várias lojas nos arredores estavam com as vitrines quebradas.
Os fatos ocorreram no início da tarde, quando um homem, um cidadão polonês que agiu sozinho, entrou de carro na praça e começou a atirar “ao acaso”, segundo a polícia.
“O balanço de mortos é de seis: quatro mulheres e dois homens”, afirmou a corporação no X. Cerca de dez pessoas, entre elas policiais, ficaram feridas.
Os agentes atiraram contra o agressor, que foi baleado e levado para um hospital, informou a polícia. No momento do ataque, ele vestia roupas militares e portava uma arma longa.
Em seu veículo, “os policiais encontraram outras armas de fogo e grande quantidade de munição”, declarou Katarzyna Cislo, porta‑voz da polícia de Cracóvia, ao canal privado TVN24.
“Tudo indica que o agressor tinha opiniões muito, muito radicais” e que estava “fascinado por ideologias de extrema-direita”, informou o ministro do Interior polonês, Marcin Kierwiński, durante uma coletiva de imprensa em Cracóvia.
As autoridades não detalharam as nacionalidades das vítimas do ataque, o mais mortal registrado na Polônia desde a queda do comunismo, em 1989.
Annette, uma mulher de cerca de 60 anos, contou ter visto “um homem atirando nas pessoas e caminhando pela praça”.
“É uma tragédia para Cracóvia, nunca vimos algo assim”, afirmou. Assim como ela, muitas pessoas presentes na praça estavam em choque, chorando e abrigadas nas lojas do centro histórico dessa cidade, que em 2025 recebeu 16,2 milhões de turistas.
O primeiro‑ministro polonês, Donald Tusk, lamentou “um ataque a tiros trágico” e assegurou que “a polícia está investigando os antecedentes e todas as circunstâncias do ataque”.
O porta-voz do governo, Adam Szlapka, anunciou que Tusk estava se deslocando para a cidade. “O acontecimento de hoje em Cracóvia chocou toda a Polônia”, escreveu no X.
O presidente polonês, o nacionalista conservador Karol Nawrocki, expressou, por sua vez, sua “enorme preocupação” com o incidente. “Espero explicações completas sobre as circunstâncias desses acontecimentos dramáticos”, publicou Nawrocki no X.
“A segurança dos poloneses é uma prioridade absoluta”, acrescentou o presidente, que mantém relações muito complicadas com o governo centrista e pró-europeu de Tusk.
Ataques a tiros são pouco frequentes neste país da Europa Central, de 38 milhões de habitantes, membro da União Europeia e da Otan.
No entanto, uma série de esfaqueamentos em outubro deixou a Polônia em estado de alerta máximo.
Tusk atribuiu esses incidentes a um crescente “culto à violência” no mundo, que “também chegou à Polônia”.
Varsóvia, uma aliada firme da Ucrânia desde a invasão russa de 2022, advertiu reiteradamente sobre sabotagens russas e uma guerra híbrida em seu território, acusações que Moscou refuta.
O país também registra um forte aumento no número de licenças de porte de arma de fogo. Em 2025, foram emitidas mais de 50 mil novas licenças, elevando o total a 411 mil, segundo dados da polícia.
Vários líderes europeus enviaram mensagens de apoio a Varsóvia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, manifestou sua “solidariedade”, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que seu país “está lado a lado com a Polônia, como amigo e aliado”.
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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