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Em destaque: As contas de Lula e Flávio Bolsonaro para vencer o 2º turno, segundo analista da AtlasIntel

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 11:45
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Em destaque: As contas de Lula e Flávio Bolsonaro para vencer o 2º turno, segundo analista da AtlasIntel
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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As contas de Lula e Flávio Bolsonaro para vencer o 2º turno, segundo analista da AtlasIntel Presidente precisa conquistar ao menos 60% dos votos da terceira via para compensar desvantagem de cerca de 2 milhões de votos, mas Flávio tem vantagem com esses eleitores Reta final: Indecisos, abstenção e desempenho no debate da Globo

Publicado em 24 de outubro de 2026 às 08h00 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno com uma vantagem de cerca de 2 milhões de votos para o senador. Segundo Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, Lula precisaria conquistar ao menos 60% dos votos dos quase 9 milhões de eleitores que escolheram candidatos da terceira via, mas atualmente reúne cerca de 44% desse grupo. Para Flávio, o principal desafio é preservar a vantagem conquistada no primeiro turno e manter o apoio dos eleitores que rejeitam a polarização. A decisão dos indecisos e a participação de quem se absteve no primeiro turno também podem influenciar o resultado.

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pelo Palácio do Planalto chega à reta final com caminhos diferentes para cada candidato. Enquanto o presidente precisa recuperar a desvantagem de cerca de 2 milhões de votos do primeiro turno, o senador parte de uma posição mais favorável entre os eleitores que escolheram candidatos de fora da polarização.

A avaliação é de Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, em entrevista ao programa Eleições em Pauta, publicado na última quinta-feira, 22. Segundo ele, uma eventual virada de Lula depende da combinação entre transferência de votos da terceira via, conquista de indecisos e mobilização de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

A principal conta para Lula está nos votos da terceira via. De acordo com os números apresentados por Sanches, quase 9 milhões de eleitores escolheram outros candidatos no primeiro turno. Atualmente, cerca de 44% desse grupo estariam com Lula, enquanto 56% se inclinariam a Flávio Bolsonaro.

Para chegar a uma disputa equilibrada, o presidente precisaria elevar sua fatia para pelo menos 60% desses votos. Isso exigiria uma mudança expressiva em relação ao quadro descrito pelo analista.

A transferência, porém, não depende apenas de apoios políticos. Os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não formam um grupo homogêneo, e a orientação de seus candidatos não determina automaticamente a escolha nas urnas.

O caso de Renan Santos ilustra a dificuldade. Segundo Sanches, os eleitores do candidato estão divididos em três grupos de tamanho semelhante: aproximadamente um terço tende a votar em Flávio, outro terço em Lula e o restante pode se abster.

Lula também precisa convencer eleitores indecisos e mobilizar quem deixou de votar no primeiro turno. O analista estima que uma redução da abstenção entre 1 milhão e 2 milhões de eleitores poderia fazer parte da conta, mas ressalva que o comparecimento adicional não garantiria votos para o presidente: esses eleitores poderiam escolher qualquer um dos candidatos ou continuar fora da votação.

Para Flávio, a vantagem está em manter a dianteira entre os eleitores da terceira via e evitar que Lula conquiste a parcela necessária para equilibrar a disputa.

O resultado do primeiro turno também deu a Flávio uma diferença de aproximadamente 2 milhões de votos. Para preservar essa vantagem, o candidato precisa que o eleitorado que já está inclinado a votar nele mantenha essa escolha e que eventuais mudanças de última hora não sejam suficientes para alterar o resultado.

Isso não significa que os votos estejam garantidos. Nas pesquisas qualitativas citadas por Sanches, eleitores indecisos podem definir a escolha perto da votação. Parte dos mais conservadores, mas que rejeita tanto o PT quanto o bolsonarismo, pode reconsiderar o voto diante da perspectiva de concentração de poder nas mãos do PL, que dominou grande fatia do Congresso no primeiro turno.

Nesse grupo, pesariam preocupações com os contrapesos institucionais, a possibilidade de ruptura entre os Poderes e as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro. Na avaliação do analista, esses fatores podem abrir espaço para que eleitores que não se identificam com Lula considerem votar no presidente para evitar uma concentração maior de poder no campo político do senador.

Segundo Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, Lula precisa ampliar sua votação entre os eleitores da terceira via, conquistar indecisos e mobilizar pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno. O presidente tenta reverter uma desvantagem de cerca de 2 milhões de votos em relação a Flávio Bolsonaro.

De acordo com Sanches, Lula precisaria conquistar pelo menos 60% dos votos dos quase 9 milhões de eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno para chegar a uma disputa equilibrada. Atualmente, cerca de 44% desse grupo se inclina ao presidente, enquanto 56% prefere Flávio Bolsonaro.

Segundo a análise apresentada por Sanches, Flávio precisa preservar a vantagem de aproximadamente 2 milhões de votos conquistada no primeiro turno, manter a dianteira entre os eleitores da terceira via e evitar uma transferência de votos suficiente para equilibrar a disputa em favor de Lula. O senador também depende da manutenção do apoio de seus atuais eleitores até a votação.

Segundo Sanches, os eleitores de Renan Santos estão divididos em três grupos de tamanho semelhante. Aproximadamente um terço tende a votar em Flávio Bolsonaro, outro terço em Lula e o restante pode se abster no segundo turno.

Não. De acordo com o analista da AtlasIntel, os eleitores de Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Renan Santos e Romeu Zema têm perfis e preferências diferentes. Por isso, o apoio declarado por um candidato não significa que seus eleitores seguirão automaticamente a mesma orientação.

Uma redução da abstenção entre 1 milhão e 2 milhões de eleitores poderia fazer parte do cenário necessário para uma virada, segundo Sanches. No entanto, o comparecimento adicional não garante vantagem para Lula, já que esses eleitores podem votar em qualquer um dos dois candidatos.

Segundo as pesquisas qualitativas citadas por Sanches, parte dos indecisos pode definir o voto perto da eleição. Entre os eleitores conservadores que rejeitam tanto o PT quanto o bolsonarismo, preocupações com a concentração de poder político, os contrapesos institucionais e as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro podem influenciar a decisão.

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