Em destaque: Ameaças de bomba provocam evacuação de emissoras e jornais na Irlanda
Emissoras de televisão, rádios e jornais receberam mensagens eletrônicas alertando sobre supostos atentados, levando as autoridades a mobilizar equipes de segur

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Consulte formatos e valores disponíveisLogo compartilhamento facebook Logo compartilhamento linkedin Logo compartilhamento whatsapp Logo compartilhamento telegram Logo Compartilhar E-mail Uma série de ameaças de bomba contra veículos de comunicação provocou a evacuação de redações na Irlanda na manhã desta sexta-feira (6). Emissoras de televisão, rádios e jornais receberam mensagens eletrônicas alertando sobre supostos atentados, levando as autoridades a mobilizar equipes de segurança.
Entre os veículos atingidos estão a emissora pública RTÉ, o canal privado Virgin Media, as rádios Newstalk e Today FM e o jornal Irish Independent.
Os episódios ocorreram em meio a uma sequência de ameaças semelhantes contra dezenas de voos na Europa ao longo da semana, que provocaram desvios de aeronaves, inspeções policiais e operações de emergência em aeroportos.
O governo irlandês investiga a possibilidade de que os alertas façam parte de uma ação coordenada.
A RTÉ, principal emissora pública da Irlanda, determinou a retirada de funcionários de suas instalações depois de receber uma mensagem mencionando um possível ataque com dinamite.
A medida foi adotada preventivamente para permitir que agentes policiais realizassem inspeções nos edifícios.
Durante a operação, a emissora alterou temporariamente sua programação e passou a transmitir conteúdos previamente gravados.
A decisão buscou preservar a segurança dos profissionais enquanto as autoridades verificavam a credibilidade da ameaça.
A Virgin Media também recebeu um alerta semelhante, mas optou por manter sua sede em funcionamento, sem determinar a evacuação do prédio.
Outras empresas de comunicação adotaram procedimentos internos de segurança após receberem as mensagens.
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, afirmou que as autoridades policiais e militares estão trabalhando para identificar os responsáveis pelos alertas.
Segundo o chefe de governo, a repetição de mensagens direcionadas a diferentes empresas de comunicação levanta suspeitas sobre uma possível ação organizada.
A investigação envolve a polícia, o Ministério da Defesa e os órgãos responsáveis pela segurança cibernética do país.
As equipes buscam identificar a origem dos e-mails, verificar possíveis conexões entre os episódios e determinar se existe algum risco concreto às instituições ameaçadas.
Martin também informou que a situação começou a retornar à normalidade após a mobilização das forças de segurança.
Os episódios registrados na Irlanda acontecem durante uma semana marcada por ameaças de explosivos contra aeronaves comerciais em diferentes países europeus.
Dezenas de voos receberam alertas, obrigando companhias aéreas e autoridades aeroportuárias a acionar protocolos de emergência.
Algumas aeronaves precisaram alterar suas rotas, enquanto outras foram submetidas a inspeções após o pouso.
Apesar da gravidade das denúncias, nenhum explosivo havia sido encontrado nos aviões afetados, segundo as informações divulgadas até esta sexta-feira.
A IstoÉ acompanhou a sequência de ocorrências na reportagem Nova onda de ameaças de bomba atinge voos e provoca desvios na Europa.
A relação entre as mensagens enviadas às empresas de comunicação irlandesas e os alertas contra voos ainda não foi confirmada oficialmente.
A utilização de e-mails para anunciar supostos ataques levou as autoridades a intensificar as investigações digitais.
O objetivo é identificar os remetentes e esclarecer se as ameaças partiram de uma mesma pessoa, de um grupo organizado ou de diferentes responsáveis.
Até o momento, as informações divulgadas não permitem estabelecer a autoria dos alertas.
Mesmo quando não são encontrados explosivos, ameaças desse tipo podem provocar interrupções em serviços essenciais, deslocamento de equipes policiais e prejuízos às atividades das instituições afetadas.
No caso dos veículos de imprensa, as operações também podem comprometer temporariamente a produção e a transmissão de informações.
Após as primeiras inspeções e medidas preventivas, o governo irlandês informou que as atividades começaram a ser normalizadas.
As autoridades, entretanto, continuam acompanhando os desdobramentos das ameaças e investigando sua possível ligação com outros episódios registrados na Europa.
A prioridade é identificar os responsáveis, esclarecer a origem das mensagens e impedir que novos alertas provoquem interrupções nos serviços de comunicação e transporte.
Até a divulgação das informações, não havia confirmação de explosivos encontrados nas instalações dos veículos atingidos.
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