Em destaque: Alckmin, Fonteles e Moretti são cotados para pasta da Fazenda
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Consulte formatos e valores disponíveisCom a pressão do mercado financeiro evidenciada no derretimento da Bolsa e na disparada dos juros e câmbio nesta segunda-feira, as atenções sobre qual o rumo será dado pelo presidente na economia crescem, bem como as discussões sobre o comando do Ministério da Fazenda. Mas ainda não há decisão tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é o real dono da política econômica e ainda precisa ser convencido sobre os próximos passos, tanto em termos de nomes como de caminho a ser seguido.
O atual titular da pasta é Dario Durigan, que tem uma boa relação com Lula e tem buscado sinalizar que gostaria de dar mais sinais de contenção de despesa. Ele está cotado para continuar, mas está tendo que lidar não só com o estresse dos mercados, mas com as movimentações de setores do governo e do PT que gostariam de ver mudanças na pasta e na conduta do Executivo, sobretudo na área fiscal.
Nesse sentido, um dos principais nomes que estão sendo levantados nos bastidores é o do vice-presidente, Geraldo Alckmin. O fato de não ser do PT e ter um histórico de controle das contas no governo de São Paulo pesam a favor dele. Seria visto como um gesto para fora do petismo e um reforço na ideia de frente ampla.
Pessoas próximas destacam a obsessão dele com pequenos gestos, o que não necessariamente é algo que convença os mercados, já que o problema das contas públicas é de grandes números e não de correção de pequenas ineficiências. Outro fator contrário ao vice-presidente é exatamente a posição que ocupa.
Outro nome cotado é o governador do Piauí, Rafael Fonteles. Com a experiência de quem foi secretário de Fazenda do estado e comandou o Comsefaz, o colegiado nacional de secretários estaduais de Fazenda, além da formação em matemática, é uma das lideranças emergentes do PT, que consolidou uma aproximação com o presidente Lula nesse segundo turno.
Pesa contra o fato de acabar de ter sido reeleito para comandar seu estado. Críticos da ideia apontam que isso poderia custar caro politicamente para ele no estado e ainda não trazer o retorno nacional que ele gostaria para entrar na disputa para levar o bastão de Lula em 2030.
Na bolsa de apostas também está o ministro do Planejamento, Bruno Moretti. A seu favor está a atuação nos últimos meses, costurando medidas que ajudaram a tirar o governo das cordas e melhorar sua popularidade. Se isso conta para o presidente Lula, de quem ainda ficou ainda mais próximo, por outro lado gera inquietações no mercado. Ele dialoga bem com investidores, mas é visto como alguém que opera bem as minúcias do orçamento e às vezes fica no limite da criatividade aceitável para o mercado.
Além da importância do cargo, a temporada de nomes que estão sendo levantados revelam disputas internas de grupos do governo e do petismo, além de conflitos geracionais. E isso se estende para outras pastas que estão em discussão no Executivo.
Apesar da expectativa de que Lula dê até o fim da semana uma sinalização mais clara de seus rumos, outros interlocutores do governo apontam o risco de que essa decisão poderá levar mais tempo e ficar só para o fim do ano.
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