Desemprego tem queda para 5,2% no Brasil e atinge menor taxa para um terceiro trimestre desde 2012
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Consulte formatos e valores disponíveisA taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, encerrado em setembro. O resultado é o menor registrado para um terceiro trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012.
O índice representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre, quando a taxa havia ficado em 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o desemprego estava em 5,6%, houve queda de 0,4 ponto percentual.
Apesar da queda da taxa, o país tinha cerca de 5,6 milhões de pessoas desocupadas no terceiro trimestre.
O número representa uma redução de aproximadamente 234 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, queda de 4%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve redução de 417 mil pessoas, ou 6,9%.
Ao mesmo tempo em que o desemprego recuou, o número de pessoas trabalhando chegou a um novo recorde.
A população ocupada alcançou 103,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro. Foram 581 mil trabalhadores a mais em relação ao trimestre anterior e cerca de 1,2 milhão a mais na comparação com o mesmo período de 2025.
O nível de ocupação chegou a 59%, também um dos maiores patamares da série histórica.
Entre os setores analisados pelo IBGE, a construção civil apresentou crescimento estatisticamente significativo na ocupação em relação ao trimestre anterior.
O setor incorporou aproximadamente 210 mil trabalhadores, alta de 2,8%.
O número de empregadores também atingiu recorde: 4,5 milhões de pessoas, crescimento de 4,3% no trimestre, equivalente a 184 mil pessoas a mais. Na comparação anual, a alta foi de 6,4%, com 272 mil empregadores adicionais.
Apesar do aumento da população ocupada, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estatisticamente estável.
O país tinha 39,4 milhões de empregados com carteira, sem considerar trabalhadores domésticos.
Também ficaram estáveis os contingentes de empregados sem carteira, com 13,7 milhões, trabalhadores por conta própria, com 26,1 milhões, e trabalhadores domésticos, com 5,4 milhões.
O rendimento real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.790 no terceiro trimestre.
O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual, o equivalente a R$ 131 a mais.
Já a massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões, maior valor da série histórica. O montante cresceu 1,5% no trimestre e 4,7% em um ano.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13%, praticamente estável em relação aos 12,9% registrados no trimestre anterior.
Na comparação anual, porém, houve redução de 0,9 ponto percentual, já que o indicador estava em 13,9% no terceiro trimestre de 2025.
A população subutilizada somou 14,8 milhões de pessoas, número estável no trimestre e 6,1% menor em relação ao mesmo período do ano anterior.
O número de pessoas que desistiram de procurar trabalho, os chamados desalentados, chegou a 2,5 milhões.
O contingente cresceu 7,5% no trimestre, com 171 mil pessoas a mais, mas recuou 6,8% na comparação anual.
Segundo análise divulgada pelo IBGE, o aumento do desalento no trimestre ocorreu principalmente entre pessoas com 40 anos ou mais, que relataram dificuldades para encontrar oportunidades consideradas adequadas.
Os próximos dados da PNAD Contínua, referentes ao trimestre encerrado em outubro, estão previstos para 27 de novembro. A nova divulgação deverá mostrar como o mercado de trabalho se comportou após o terceiro trimestre.
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