Danilo Forte diz que decisão de Zanin libera crise eleitoral
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Consulte formatos e valores disponíveis> copiar link --> Danilo Forte afirmou durante a live especial do Poder360 que procuraria Hugo Motta para discutir os efeitos da prorrogação da votação e defendeu uma reforma do Judiciário Reprodução/YouTube - 25.out.2026 PODER360 25.out.2026 (domingo) - 19h41 Priorize o Poder no Google O deputado federal Danilo Forte (PP-CE) afirmou neste domingo (25.out.2026) que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação do 2º turno em determinadas localidades poderá provocar questionamentos ao resultado da eleição presidencial. Segundo ele, a medida cria insegurança jurídica e amplia a instabilidade política no país.
Em entrevista à live especial Poder Eleições, transmitida ao vivo no canal do Poder360 no YouTube, Forte criticou a interferência do Supremo no processo eleitoral e defendeu que fosse mantido o horário de encerramento estabelecido anteriormente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“ O que é que vai acontecer? Ninguém vai aceitar esse resultado. Vai criar mais disputa, mais confusão, tanto no eleitor como na briga judicial”, declarou.
O deputado afirmou que a decisão poderá gerar contestações independentemente de quem vencer a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na avaliação de Forte, o STF deveria ter respeitado o entendimento inicial do TSE, mesmo diante de problemas regionais de transporte, infraestrutura ou condições climáticas.
“O Brasil precisa de respeito. O Brasil não é uma republiqueta”, disse.
Questionado sobre o fato de o PL também ter solicitado a prorrogação da votação, o deputado afirmou que a concordância dos candidatos não deveria se sobrepor às regras eleitorais.
Forte afirmou que procuraria o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a situação e possíveis encaminhamentos institucionais.
O congressista disse que ainda não havia conseguido conversar com Motta, mas relatou ter recebido manifestações de preocupação de outros deputados.
“Estou agora, inclusive, indo para a casa dele”, afirmou.
Segundo Forte, a Câmara deve assumir um papel nas discussões sobre a decisão do Supremo e seus possíveis efeitos sobre a eleição.
O deputado não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas pelo Legislativo nem anunciou uma iniciativa formal para contestar o resultado.
Forte defendeu que a próxima legislatura priorize uma reforma do Poder Judiciário. Entre as mudanças propostas, citou a revisão do processo de indicação de ministros do STF e a restrição às decisões monocráticas.
O deputado afirmou que a escolha dos integrantes do Supremo deveria deixar de ser atribuição exclusiva do presidente da República, com participação dos Poderes Legislativo e Judiciário.
Também defendeu que decisões individuais de ministros fossem permitidas apenas em situações excepcionais, como durante o recesso, com prazo para posterior análise pelo colegiado.
“O Supremo precisa voltar para a casinha dele, para discutir as questões de constitucionalidade e inconstitucionalidade perante o cumprimento da Constituição”, declarou.
Segundo Forte, as mudanças seriam necessárias para reduzir conflitos entre instituições e recuperar a confiança da população no Judiciário.
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