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como uma seguradora capacitou 90% dos funcionários em seis meses — Colega ensina colega

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 20:35
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como uma seguradora capacitou 90% dos funcionários em seis meses — Colega ensina colega
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Colega ensina colega: como uma seguradora capacitou 90% dos funcionários em seis meses Pottencial Seguradora capacitou 90% do quadro em seis meses e aposta no aprendizado entre colegas Raphaela Seixas Redatora

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 17h22 .

Priorizar nos meus resultados Google O mercado de seguros emprega diretamente 185,3 mil pessoas no Brasil, segundo estimativa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) com base em dados do Ministério do Trabalho referentes ao fim de 2023. Somando corretores e profissionais de regulação de sinistros, o número passa de 255 mil.

O perfil desses profissionais foge da média. Nas seguradoras, 53,3% dos trabalhadores têm ensino superior, enquanto entre os trabalhadores formais do país a escolaridade mais comum é o ensino médio completo, nível de 51,5% deles.

Mesmo assim, o setor convive com a imagem de que só entra quem tem formação técnica específica ou experiência prévia na área. A transformação digital ajuda a desmontar essa ideia.

Uma seguradora precisa de atuários e especialistas em subscrição de riscos, as funções mais associadas ao setor. Mas o negócio também depende de quem desenvolve sistemas, analisa dados, cuida de contratos, cria campanhas, atende clientes e controla as finanças.

Com mais tecnologia na operação, essas áreas ganham peso, e a porta se abre para profissionais formados em engenharia, direito, economia, comunicação ou computação, que podem aprender as particularidades do seguro já dentro da empresa.

O Relatório sobre o Futuro do Trabalho 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das competências centrais dos trabalhadores vão mudar até 2030. Inteligência artificial e big data lideram a lista das habilidades que mais crescem, seguidas por redes e cibersegurança e por letramento tecnológico.

A automação tende a absorver as tarefas repetitivas. O que resiste é o que depende de gente: o mesmo relatório classifica empatia e escuta ativa como habilidades com potencial praticamente nulo de substituição pela IA generativa.

No topo das competências que os empregadores consideram essenciais hoje está o pensamento analítico, citado por sete em cada dez empresas.

LEIA MAIS: Uma imersão de 30 horas, 400 líderes e um índice de marca que só subiu

No setor de seguros e previdência, o recorte do relatório mostra um perfil próprio. 94% dos empregadores consideram resiliência, flexibilidade e agilidade competências centrais, contra 67% na média global. Curiosidade e aprendizado contínuo aparecem para 83% das empresas do setor, ante 50% no conjunto dos setores.

O pensamento criativo é outra marca: seguros e previdência é o setor em que essa habilidade mais cresce em importância. É também um dos que mais ampliaram a proporção de funcionários que concluíram algum treinamento.

O desenho reforça que a competência técnica sobre seguros continua necessária, mas não basta. Interpretar cenários, decidir com dados incompletos e explicar um risco a um cliente pesam tanto quanto conhecer a apólice.

A Pottencial Seguradora, líder no mercado brasileiro de seguro garantia e vice-líder em seguro fiança locatícia, colocou o desenvolvimento de pessoas no centro da gestão. No primeiro semestre de 2025, cerca de 90% dos funcionários passaram por algum tipo de capacitação, entre treinamentos internos, externos e in company. No mesmo período, cerca de 29% do quadro foi movimentado por promoções ou méritos.

Parte do aprendizado não vem de cursos formais. No programa Multiplicar de Potter para Potter, funcionários ensinam colegas de outras áreas, trocando conhecimento técnico e dicas de rotina. A Universidade Pottencial reúne cursos sobre gestão ágil de projetos, liderança, comunicação, gestão do tempo e sobre os próprios produtos da seguradora, e transforma cada curso concluído em pontos trocáveis por prêmios.

Os líderes têm uma trilha própria, com palestras e atividades sobre gestão de equipes e estratégia. Em 2024, o programa em que funcionários indicam colegas que os inspiram registrou 2.150 indicações . A empresa recebeu o selo Great Place To Work pelo sétimo ano seguido.

Desde junho de 2026, a área de Gente e Cultura é comandada por Renata Horta, executiva com mais de 20 anos em recursos humanos, com passagens pelos setores de aviação, mídia e farmacêutico.

O modelo aposta na corresponsabilidade. A empresa oferece estrutura, a liderança abre espaço e o profissional assume o próprio desenvolvimento, com exposição ao negócio e novas responsabilidades ao longo do caminho.

Num setor em que quase quatro em cada dez competências devem mudar até o fim da década, a formação deixa de ser etapa anterior ao trabalho e passa a acontecer dentro dele.

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