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como casal transformou sua forma de investir — De imóveis à diversificação

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 17:55
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como casal transformou sua forma de investir — De imóveis à diversificação
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Apresentado por SICREDI De imóveis à diversificação: como casal transformou sua forma de investir À frente de uma floricultura, Alexandre e Lilian passaram a organizar seus investimentos em torno de objetivos como reserva, aposentadoria e sucessão. Cesar Bochi, diretor-presidente do Sicredi: “Temos que ajudar cada vez mais o produtor a fazer conta e trabalhar com cenários”, afirma. (Leandro Fonseca /Exame)

Última atualização em 29 de outubro de 2026 às 14h03.

Priorizar nos meus resultados Google Por três gerações, a família Suguieda aprendeu a construir patrimônio com o próprio trabalho. O avô de Alexandre chegou do Japão, comprou terras em Mogi das Cruzes (SP) e começou a cultivar hortaliças e frutas. Mais tarde, seus pais assumiram o negócio e trocaram as plantações por flores, atividade que permanece até hoje.

Alexandre cresceu nesse ambiente e passou a cuidar da área comercial da Flora Suguieda, enquanto os pais e parceiros seguem à frente do cultivo. Com a família formada e o negócio consolidado, surgiu a preocupação de como organizar o dinheiro construído ao longo dos anos para garantir o futuro.

Até então, o casal Lilian e Alexandre tinham pouco conhecimento sobre investimentos e consideravam alternativas mais conhecidas, como a poupança e a compra de imóveis para gerar renda. “Não sabíamos muito sobre investimentos. Só pensávamos em colocar o dinheiro em imóveis para garantir um aluguel todo mês”, diz Alexandre.

Em 2020, por indicação de uma amiga do bairro, o casal conheceu o Sicredi, instituição financeira cooperativa, e abriu uma conta. Começou investindo um valor pequeno e passou a fazer aportes regulares. Ao longo dessa trajetória, passaram a contar com o acompanhamento da assessora de investimentos da cooperativa, que os ajudou a organizar os recursos de acordo com seus objetivos e planos para o futuro, diversificando seus investimentos.

Com o acompanhamento, conheceram alternativas que não faziam parte de seu repertório. “Começamos com pouco e fomos fazendo aportes regulares. Com o tempo, fomos aprendendo sobre reserva, aplicações e investimentos de acordo com nosso perfil”, afirma Lilian.

A partir daí, investir deixou de ser uma decisão pontual e passou a fazer parte de um planejamento financeiro mais amplo. Entre 2022 e 2025, o patrimônio investido pelo casal cresceu 300%, impulsionado pela rentabilidade dos investimentos e aportes periódicos.

Segundo Maiara Cáfaro Hamze, assessora de investimentos da Sicredi Progresso PR/SP, que hoje acompanha a trajetória financeira da família, o crescimento é fruto de uma construção feita ao longo do tempo. “A rentabilidade contribuiu para esse crescimento, mas ela reflete principalmente uma construção patrimonial gradual, baseada em planejamento financeiro e aportes consistentes. A carteira evoluiu junto com eles. À medida que o patrimônio cresce, o planejamento também evolui para acompanhar novos objetivos e necessidades”, afirma.

A mudança, portanto, não aconteceu apenas porque houve mais investimento, mas também porque ele passou a ser feito com mais estratégia e propósito.

O movimento dos Suguieda acompanha uma mudança mais ampla na forma como os brasileiros investem. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), entre 2021 e 2025 a participação de fundos de investimento entre os investidores passou de 9% para 14%.

No Sicredi, esse movimento também se reflete nos números. Entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, o patrimônio investido em fundos passou de R$ 7,2 bilhões para R$ 31,3 bilhões, elevando sua participação de 4,7% para 9,6% do total de investimentos da instituição. Atualmente, o Sicredi administra mais de R$ 326 bilhões em investimentos.

“O que observamos é uma ampliação das estratégias adotadas pelo investidor brasileiro. Há uma busca crescente por informação, planejamento e diversificação, sem perder de vista aspectos como segurança e liquidez, à medida que diferentes objetivos exigem estratégias complementares”, afirma Ricardo Sommer, diretor de Investimentos e Previdência do Sicredi.

Foi essa mudança de perspectiva que aconteceu com os Suguieda, e o casal deixou de pensar apenas em imóveis como forma de gerar renda. “Hoje, temos uma boa diversificação de carteira. As indicações são de acordo com nosso perfil e isso nos dá mais segurança e clareza”, afirma Alexandre.

Para Maiara, a diferença está justamente em deixar de procurar uma aplicação isoladamente e começar a construir uma estratégia. “Mais importante do que indicar um produto é conhecer o associado, entender seu momento de vida e acompanhar a estratégia ao longo do tempo”, afirma.

No caso do casal, esse acompanhamento levou à separação dos recursos por finalidade. A reserva de emergência passou a ter uma estratégia própria, enquanto os recursos destinados à aposentadoria e à sucessão puderam seguir horizontes diferentes.

Alexandre conta que o processo trouxe um novo olhar sobre os recursos gerados pelo trabalho da família. “Hoje, já com outra visão, eu e minha esposa estamos preparados para qualquer condição, mesmo em casos de instabilidade no país e no mundo. Estudamos muito o que se deve fazer com ganhos e onde direcionar de forma mais segura e racional os recursos.”

Essa preocupação com o futuro também levou Lilian e Alexandre a olhar para objetivos que vão além da formação de patrimônio.

Assim como aconteceu com os Suguieda, a previdência passou a ocupar um papel mais estratégico no planejamento financeiro de muitos associados do Sicredi. Entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, o volume de recursos aplicados no produto cresceu de R$ 3,2 bilhões para R$ 10,4 bilhões.

O crescimento acompanha uma mudança na percepção sobre a previdência privada. Além da aposentadoria, o produto pode integrar estratégias de formação de patrimônio, sucessão e planejamento tributário.

“A previdência vem deixando de ser vista apenas como uma reserva para a aposentadoria e passa a ocupar um espaço mais amplo no planejamento financeiro das pessoas. Cada vez mais, ela é utilizada para organizar objetivos de longo prazo, estruturar a sucessão patrimonial e construir um legado financeiro de forma planejada”, explica Ricardo Sommer.

Esse tipo de planejamento também ganha espaço à medida que o brasileiro aprende sobre as alternativas de investimento. Segundo a ANBIMA, a parcela de pessoas que cita ter algum conhecimento sobre investimentos passou de 28% para 43% em cinco anos.

“O planejamento financeiro é uma construção. Não precisamos começar com uma estrutura extremamente complexa em investimentos. O mais importante é dar o primeiro passo, ter uma estratégia coerente com os objetivos e momento de vida, revisá-la periodicamente para que evolua junto com o patrimônio e as necessidades de cada associado”, conclui Maiara.

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