como as eleições nos EUA podem mudar influência de Trump no mundo — Midterms
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Consulte formatos e valores disponíveisCarla Sena/Art Metropoles Milhões de pessoas foram às urnas nos Estados Unidos nesta terça-feira (3/11) para as eleições de meio de mandato no país, também conhecidas como midterms. O pleito pode redefinir a configuração no Congresso norte-americano e os rumos de assuntos internos do país, mas também pode significar em mudanças na política externa do presidente Donald Trump.
Atualmente, a maioria dos políticos eleitos para a Câmara e para o Senado é do mesmo partido de Trump. Esse cenário de alinhamento favorece a política do norte-americano, que tende a ter poucos projetos barrados ou questionados pelo Congresso. Uma mudança neste cenário pode dificultar a governabilidade do líder republicano.
Pesquisas eleitorais, no entanto, apontam para uma possível mudança na composição do Legislativo norte-americano. Os levantamentos indicam que os democratas, da oposição, podem conquistar a maioria em uma ou até mesmo nas duas Casas do Congresso.
Uma eventual reconfiguração do Legislativo colocaria em xeque não apenas os planos do presidente para a política interna, mas também sua agenda de política externa, que já é alvo de questionamentos do Congresso e também do eleitorado norte-americano. Isso pode dificultar a implementação de suas propostas e comprometer os dois últimos anos de mandato.
As eleições dessa terça (3/11) definiram o controle da Câmara dos Representantes e de parte do Senado; Além disso, os eleitores foram às urnas para eleger governadores de 36 estados norte-americanos; Todos os 435 assentos da Câmara estavam em disputa, além de 35 das 100 cadeiras do Senado; Atualmente, os Republicanos controlam as duas Casas, e uma derrota pode dificultar a aprovação da agenda legislativa de Trump; Se os Democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, Trump enfrentará mais obstáculos para aprovar projetos; A oposição também poderá ampliar investigações sobre o governo, convocar autoridades e fortalecer a fiscalização do Executivo. Política externa de Trump em xeque As eleições desta semana são um teste não apenas da popularidade de Donald Trump, mas também de sua capilaridade política no país. O republicano vai ao pleito com uma aprovação na faixa dos 30%, em meio à insatisfação com a economia e a atuação do governo em temas domésticos.
Para além dos temas internos, no entanto, decisões do republicano na condução da política externa do país ampliam a insatisfação do eleitorado norte-americano. Entre elas, a alta dos combustíveis associada à guerra contra o Irã e a intensificação das operações migratórias do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
“No que atine à guerra Irã, Israel e Oriente Médio, as autoridades americanas já alertaram aliados sobre a possibilidade de novas operações militares contra o Irã depois das eleições, embora sem decisão presidencial definitiva. O conflito já elevou os custos de energia e alimenta as preocupações econômicas do eleitor. Diante de uma escalada, um Congresso de oposição poderá exigir esclarecimentos sobre fundamentos jurídicos, custos, objetivos estratégicos e duração das operações, além de discutir restrições orçamentárias e os mecanismos dos poderes de guerra”, avalia a advogada internacionalista Clarita Maia.
O tema é uma das principais preocupações da população norte-americana. Nessa terça, Trump chegou a dizer que interromperia a ajuda econômica que os Estados Unidos oferece anualmente para Israel. “Netanyahu e eu fizemos um acordo para dar a Israel US$ 4 bilhões por ano e fizemos um acordo meses atrás para interromper esse pagamento”, disse Trump à Fox News.
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