Voltar para a página inicial

Com marido e ex-secretário de Governo preso, Suéllen Rosim presta depoimento em comissão que analisa licitação do lixo

A comissão apura se a prefeita foi omissa ou negligente diante das suspeitas de irregularidades no processo de contratação.

Por G1 16 de outubro de 2026 às 22:13
Via G1
Com marido e ex-secretário de Governo preso, Suéllen Rosim presta depoimento em comissão que analisa licitação do lixo
Foto: Foto: G1
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Mesmo após a prisão do marido, o ex-secretário de Governo Renato Purini, na manhã desta sexta-feira (16), a prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), compareceu à Câmara Municipal durante a tarde para prestar depoimento à Comissão Processante (CP) que investiga possíveis irregularidades na contratação dos serviços de gestão do lixo na cidade.

A comissão apura se a prefeita foi omissa ou negligente diante das suspeitas de irregularidades no processo de contratação.

📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp

Embora tratem de suspeitas relacionadas ao mesmo processo de contratação, a Comissão Processante e o Gaeco têm atuações diferentes.

A comissão da Câmara avalia se houve responsabilidade político-administrativa da prefeita por possível omissão ou negligência. Já o Gaeco conduz a investigação criminal para apurar suspeitas de direcionamento da licitação, pagamento de propina e interferência no processo de contratação dos serviços de gestão do lixo de Bauru. O contrato é estimado em R$ 5,2 bilhões ao longo de 30 anos.

Grávida de sete meses, Suéllen teve o depoimento antecipado pela comissão devido ao estágio avançado da gestação.

Durante a oitiva, a prefeita defendeu o marido e afirmou que ele não participava de reuniões nem de decisões relacionadas ao edital de licitação do lixo. Segundo ela, as discussões sobre o processo ficavam restritas à Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Suéllen também afirmou desconhecer possíveis encontros entre Purini e Hamilton Libório Agle, executivo da empresa Estre Ambiental, apontada nas investigações como possível beneficiária do suposto direcionamento da licitação.

Durante o depoimento, a prefeita foi questionada sobre conversas interceptadas pelo Ministério Público nas quais investigados mencionavam o envio de um "presentinho" a ela.

Suéllen afirmou que não poderia responder por conversas de terceiros e negou ter recebido qualquer vantagem indevida.

Ao ser questionada sobre a expressão "trofeuzinho", mencionada em outras gravações dos investigados, a prefeita retirou pequenos troféus de uma sacola e os mostrou aos vereadores.

Segundo ela, as referências nas conversas seriam a lembranças institucionais entregues ao município, incluindo uma peça oferecida pela própria empresa Estre Ambiental.

A prefeita também confirmou ter recebido executivos de empresas em seu gabinete, mas afirmou que os encontros tiveram caráter exclusivamente institucional.

Sobre a contratação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelos estudos que embasaram a elaboração do edital, Suéllen sustentou que o processo seguiu os procedimentos regulares da administração pública.

O depoimento ocorreu após uma decisão liminar da Justiça favorável ao vereador Eduardo Borgo (Novo), autor da denúncia que deu origem à Comissão Processante.

A decisão suspendeu a exigência estabelecida pela presidência da comissão de que as perguntas à prefeita fossem apresentadas por escrito.

Com isso, os vereadores puderam fazer os questionamentos oralmente durante a sessão.

Em nota, o Ministério Público informou que além da prisão, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços localizados não só na cidade do interior paulista, mas também na capital.

#Política#Governo#Polícia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas