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Chance de vitória de Flávio registra recuo para 75%, mas virada de Lula é improvável, diz Eurasia

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 18 de outubro de 2026 às 17:22
Via Exame
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Chance de vitória de Flávio cai para 75%, mas virada de Lula é improvável, diz Eurasia Consultoria reduziu de 80% para 75% a probabilidade de vitória do senador; vantagem nas pesquisas caiu, mas abstenção e temas como segurança e corrupção dificultam a recuperação do presidente Flávio x Lula: segundo turno será no dia 25 de outubro (Ricardo Stuckert/Vittor Sales/Flickr)

Publicado em 18 de outubro de 2026 às 13h24 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições 2026 Saiba mais RESUMO + A consultoria Eurasia Group reduziu de 80% para 75% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A consultoria avalia que a recuperação de Lula é improvável, diante das dificuldades para reduzir a abstenção e da vantagem de Bolsonaro em temas como segurança pública e corrupção.

A consultoria de risco político Eurasia Group reduziu de 80% para 75% a probabilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro.

A revisão considera o estreitamento da disputa nas pesquisas de intenção de voto e o maior peso atribuído aos modelos de previsão eleitoral baseados nesses levantamentos à medida que a votação se aproxima.

Apesar da redução, a Eurasia considera Flávio o favorito na disputa. Segundo o relatório divulgado em 16 de outubro, a vantagem do senador, que chegou a quase cinco pontos percentuais na primeira semana, caiu para uma média de 2,6 pontos na segunda semana, segundo os levantamentos reunidos pela consultoria.

A consultoria ressalta, porém, que a diferença pode ficar próxima de três pontos percentuais quando se considera o provável comparecimento dos eleitores às urnas. Segundo a análise, a maioria dos institutos não ajusta completamente as estimativas para levar em conta a abstenção, o que tende a subestimar o voto conservador.

A probabilidade de 75% atribuída a Flávio Bolsonaro não representa sua parcela das intenções de voto, mas a estimativa da Eurasia sobre suas chances de vencer a eleição.

A consultoria avalia que as pesquisas estão convergindo para uma vantagem próxima de três pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, em linha com a projeção inicial da Eurasia para o segundo turno.

No primeiro turno, o senador terminou com uma vantagem de 1,9 ponto percentual sobre Lula. A distribuição das preferências dos eleitores que votaram em outros candidatos indicava, segundo a consultoria, uma liderança um pouco superior a três pontos percentuais na etapa final da eleição.

Na semana anterior, pesquisas que mostravam uma diferença próxima de cinco pontos elevaram a probabilidade de vitória de Flávio de 70% para 80%. A Eurasia avalia que parte desse avanço pode ter sido resultado de um efeito de valorização do candidato que terminou a primeira etapa na frente.

Com a redução da diferença nos levantamentos mais recentes, a consultoria considera que o cenário está retornando à vantagem inicialmente projetada.

A consultoria avalia que as pesquisas ainda tendem a superestimar o desempenho da esquerda no segundo turno.

A consultoria cita as eleições de 2022 como referência. Naquele ano, as pesquisas superestimaram o desempenho da esquerda em 4,2 pontos percentuais no primeiro turno e em 1,7 ponto no segundo.

Embora os institutos recalibrem suas metodologias após o primeiro turno, a Eurasia afirma que a maioria não considera integralmente o efeito da abstenção.

A Eurasia considera que a dificuldade para reduzir a abstenção é um dos principais obstáculos à reeleição de Lula. O Partido dos Trabalhadores tenta mobilizar eleitores que não compareceram ao primeiro turno, mas a consultoria ressalta que a abstenção raramente diminui na segunda etapa das eleições.

Para vencer, Lula precisaria conquistar mais de 60% dos eleitores que votaram em candidatos eliminados no primeiro turno ou convencer eleitores que escolheram Flávio a mudar de lado.

Segundo a análise, mesmo um eventual aumento da abstenção entre os apoiadores do senador não seria suficiente, isoladamente, para inverter o resultado.

A consultoria também avalia que os temas que preocupam o eleitorado favorecem Flávio. Lula enfrenta desvantagem em segurança pública e corrupção, enquanto pesquisas qualitativas sugerem que parte da classe média percebe uma situação de estagnação.

Para a Eurasia, esse cenário prejudica o presidente, especialmente porque modelos de previsão eleitoral tiveram bom desempenho ao antecipar o resultado do primeiro turno.

A Eurasia identifica quatro caminhos que poderiam ajudar Lula a reduzir a diferença nas pesquisas, embora considere improvável uma reversão do resultado.

O primeiro são os debates eleitorais , apontados como a maior oportunidade do presidente. A consultoria avalia, no entanto, que os confrontos podem destacar a diferença de idade entre os candidatos e que Flávio precisa manter uma atuação disciplinada, enquanto Lula dependeria de um desempenho muito ruim do adversário para sair em vantagem.

O segundo caminho é intensificar os ataques ao senador. Segundo o relatório, a campanha petista tem conseguido associar Flávio a milícias do Rio de Janeiro e explorar o receio de perda de benefícios sociais. Essas estratégias ajudam a estreitar a disputa, mas ainda não provocaram um aumento significativo da rejeição ao senador.

A consultoria também considera improvável o surgimento de novas revelações contra Flávio que alterem substancialmente o cenário eleitoral.

O terceiro fator são os anúncios de medidas pelo governo. O relatório cita as propostas de gratuidade no transporte público, os auxílios a pequenos empresários e a aprovação da redução da jornada de trabalho.

Na avaliação da Eurasia, essas iniciativas podem ajudar a reduzir a diferença nas pesquisas, mas dificilmente serão suficientes para inverter a disputa. Pesquisas qualitativas sugerem que os eleitores percebem as limitações dessas medidas.

O quarto caminho é melhorar a comunicação da campanha, sobretudo em relação à segurança pública e ao custo de vida. Segundo a consultoria, Lula não conseguiu responder adequadamente à percepção de estagnação do eleitorado no primeiro turno, embora sua campanha esteja melhorando na reta final.

Perguntas frequentes Qual é a chance de Flávio Bolsonaro vencer, segundo a Eurasia? + A Eurasia Group reduziu de 80% para 75% a probabilidade estimada de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A consultoria atribui ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma probabilidade de 25% de vitória.

As pesquisas mais recentes mostram uma redução da vantagem do senador, que passou de cerca de cinco para dois pontos percentuais. A Eurasia avalia que os levantamentos estão convergindo para uma diferença próxima de três pontos.

Segundo a Eurasia, uma virada é improvável, mas não impossível. Lula precisaria conquistar mais de 60% dos eleitores de candidatos eliminados no primeiro turno ou atrair eleitores de Flávio, além de enfrentar a dificuldade de reduzir a abstenção.

A consultoria aponta quatro caminhos: melhorar o desempenho nos debates, intensificar os ataques ao adversário, apresentar medidas com potencial de mobilização eleitoral e aprimorar a comunicação sobre segurança pública e custo de vida.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para 25 de outubro.

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