Voltar para a página inicial

Catar descarta acusações de interferência nas eleições legislativas de Israel

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 14:50
87.212 visualizações
Catar descarta acusações de interferência nas eleições legislativas de Israel
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Catar rejeita acusações de interferência nas eleições legislativas de Israel Porta-voz de Doha classificou suspeitas de compra de votos como "ridículas e perigosas"; bloco de Netanyahu foca ofensiva contra siglas árabes após resultado histórico nas urnas Bandeira do Catar (Streeter Lecka/Getty Images)

Última atualização em 29 de outubro de 2026 às 11h48.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O Ministério das Relações Exteriores do Catar negou nesta quinta-feira, 29, que o país tenha interferido nas eleições legislativas de Israel ou financiado ações para influenciar o resultado. Partidos árabes israelenses tiveram desempenho recorde, enquanto a coligação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu os acusou de compra de votos e roubo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar rechaçou nesta quinta-feira (29) as denúncias "feitas por certos políticos israelenses e seus contatos na mídia" sobre uma suposta interferência do país no pleito legislativo de Israel.

A coligação liderada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou os partidos árabes israelenses de compra de votos e roubo. Essas legendas alcançaram um desempenho recorde na votação e têm o potencial de decidir a formação do novo governo.

"Negamos com veemência as acusações de que o Catar tenha interferido nas eleições israelenses ou financiado qualquer atividade para influenciar seu resultado", declarou Majed al Ansari.

O porta-voz completou a defesa do país: "Acusam o Catar de comprar Benjamin Netanyahu, a esquerda política israelense e agora, nesta última campanha, o voto árabe (...) As acusações são tão ridículas quanto perigosas".

O líder do partido árabe israelense Raam, Mansur Abbas, igualmente repudiou as denúncias. Em meio ao cenário, Isaac Herzog, presidente de Israel, solicitou uma apuração do caso, porém alertou contra a estigmatização de toda a comunidade árabe no país.

O próprio Benjamin Netanyahu enfrenta suspeitas ligadas ao Catar. No ano passado, autoridades detiveram dois assessores do premiê sob a suspeita de receberem repasses financeiros da nação do Golfo.

Além disso, Netanyahu mantém, há anos, um apoio tácito ao financiamento catari destinado à Faixa de Gaza — território controlado pelo grupo islamista Hamas —, como forma de preservar a estabilidade.

Sobre o tema, Majed al Ansari disparou: "O Catar não deveria ser utilizado como bode expiatório para os fracassos políticos de alguns políticos israelenses". Ele ainda ressaltou: "Nada disso vai nos distrair de nosso importante papel como mediador".

O Catar funciona como mediador nos embates entre palestinos e israelenses e exerce uma função essencial nas tratativas para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O governo de Doha também comanda as tentativas de mediação entre Teerã e Washington para dar fim à guerra no Oriente Médio, conflito desencadeado pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã no final de fevereiro.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar negou qualquer interferência nas eleições israelenses ou financiamento de atividades destinadas a influenciar o resultado. O porta-voz Majed al Ansari classificou as acusações como “ridículas” e “perigosas”.

A coligação liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou os partidos árabes israelenses de compra de votos e roubo após essas legendas alcançarem desempenho recorde. Os partidos podem decidir a formação do novo governo de Israel.

O líder do partido árabe israelense Raam, Mansur Abbas, repudiou as acusações. O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu uma investigação, mas alertou contra a estigmatização de toda a comunidade árabe israelense.

Dois assessores de Benjamin Netanyahu foram detidos no ano passado sob suspeita de receber repasses financeiros do Catar. Netanyahu também mantém há anos apoio tácito ao financiamento catari destinado à Faixa de Gaza como forma de preservar a estabilidade.

O Catar atua como mediador entre palestinos e israelenses e participa das negociações para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O governo de Doha também conduz tentativas de mediação entre Teerã e Washington para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Com 85% das urnas apuradas, coalizões de Netanyahu e Eisenkot não atingem 61 cadeiras; Likud acusa siglas árabes de 'roubo' no pleito

Com 77% dos votos contabilizados, blocos de Netanyahu e Eisenkot não alcançam maioria no Parlamento; negociações podem envolver siglas árabes ou nova ida às urnas.

#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas