campeão mais jovem da F1 e fã de Senna — Dez curiosidades de Kimi Antonelli
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google Aos 20 anos, Andrea Kimi Antonelli chega ao Brasil para o Grande Prêmio de São Paulo, que acontece neste domingo, 8, com um feito histórico na bagagem. O italiano da Mercedes conquistou o Mundial de Fórmula 1 no último domingo, 1º, ao terminar o GP do México em terceiro lugar, tornando-se o campeão mais jovem da categoria, aos 20 anos e 68 dias. O piloto, que substituiu Lewis Hamilton na equipe alemã em 2025, também encerrou um jejum de 73 anos sem títulos italianos na competição. Fora das pistas, porém, o prodígio leva uma vida marcada por hábitos comuns à sua geração, superstições e uma admiração especial pelo brasileiro Ayrton Senna. Conheça dez curiosidades sobre o novo campeão.
A primeira visita de Antonelli aos bastidores da Fórmula 1 aconteceu de maneira inusitada. Em 2014, aos 7 anos, o italiano acompanhava o pai durante uma corrida em Hockenheim, na Alemanha, mas não tinha autorização para entrar no paddock. A solução encontrada foi escondê-lo dentro de uma pilha de pneus, transportada em um carrinho e coberta por um guarda-chuva. A estratégia funcionou, e o menino conseguiu conhecer os boxes.
Apesar da associação frequente com o finlandês Kimi Räikkönen, 47, campeão mundial em 2007, Antonelli não recebeu o nome em homenagem ao ex-piloto. Na verdade, Kimi é seu segundo nome, e não um apelido. A sugestão partiu de Enrico Bertaggia, amigo da família, que considerou que a combinação Andrea Kimi Antonelli soava bem.
Antonelli nasceu doze anos depois da morte de Senna, mas cresceu assistindo a gravações das corridas do brasileiro com o pai. A admiração explica a escolha do número 12, usado pelo tricampeão em parte da carreira. Em 2025, antes de disputar o GP de São Paulo, o italiano visitou o túmulo de Senna, no Cemitério do Morumbi, e depois presenteou o acervo da família com seu capacete. Mesmo com o direito de usar o número 1, reservado ao campeão mundial, já afirmou que pretende continuar com o 12.
Embora já tivesse garantido uma vaga na Mercedes, Antonelli só conseguiu sua habilitação para dirigir nas ruas em janeiro de 2025, poucos meses antes da estreia na Fórmula 1. Até então, dependia de caronas da mãe. Em entrevista ao site oficial da categoria, contou que não tinha muita experiência com carros de câmbio manual nem com manobras de estacionamento. Ainda assim, passou na prova na primeira tentativa.
O talento nas pistas não servia de desculpa para abandonar os estudos. Antonelli concluiu o ensino médio no Instituto Técnico Salvemini, na Itália, com formação voltada a Relações Internacionais e Marketing. Segundo o diretor da escola, Carlo Braga, o piloto mantinha notas superiores a 8, mesmo com as ausências provocadas pelas competições. A família sempre condicionou a continuidade no kart ao bom desempenho escolar.
A Fórmula 1 não é sua única paixão esportiva. Antonelli admira Michael Jordan e já declarou que gostaria de experimentar a rotina de um jogador da NBA por um dia. Em outubro de 2026, realizou o desejo de assistir a uma partida da liga americana e conheceu Victor Wembanyama, astro do San Antonio Spurs. O encontro também chamou atenção pela diferença de altura entre os dois: o jogador francês mede 2,24 metros, enquanto o piloto tem 1,72 metro.
A relação com o automobilismo também aparece nas preferências cinematográficas. Em entrevista ao site oficial da Fórmula 2, Antonelli contou que Carros, animação da Pixar lançada em 2006, é seu filme favorito da infância e que ainda costuma revê-lo. Entre outras produções de que gosta estão Creed e Transformers.
Filho de um ex-piloto e proprietário de uma equipe de automobilismo, Antonelli cresceu cercado por motores. Quando pequeno, chegou a reunir cerca de 150 carrinhos de brinquedo, que organizava pelo chão para simular corridas. Além de criar as disputas, assumia o papel de narrador. A paixão pelo esporte começou cedo: aos 5 anos, já conduzia um pequeno kart em uma pista na Itália.
Mesmo depois de se tornar uma estrela da Fórmula 1, Antonelli mantém um hábito pouco associado à rotina de um campeão mundial: lavar o próprio carro. O italiano costuma limpar sua Mercedes-AMG GT63 manualmente, por dentro e por fora, antes de viajar para as corridas. Em entrevista à imprensa internacional, explicou que a atividade o ajuda a relaxar e a desviar a atenção da pressão do campeonato.
Se não tivesse seguido carreira no automobilismo, Antonelli poderia ter escolhido outra profissão ligada à criatividade. Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, revelou que gostaria de trabalhar com o desenvolvimento de automóveis ou com o desenho de casas. A música também aparece entre seus interesses, embora tenha admitido, em tom de brincadeira, que precisaria de bastante correção digital para conseguir cantar bem.
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