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Binance pede licença ao BC e diz que terá mais produtos do que os bancos — Exclusivo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 13:35
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Binance pede licença ao BC e diz que terá mais produtos do que os bancos — Exclusivo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Exclusivo: Binance pede licença ao BC e diz que terá mais produtos do que os bancos Maior corretora de criptomoedas do mundo protocolou pedido de PSAV e, em entrevista à EXAME, diretor-geral da exchange no Brasil criticou alguns pontos da regulação Binance: em 2023, a plataforma registrou a entrada de 40 milhões de novos usuários – um crescimento de 30% na base de clientes no acumulado do ano (BINANCE/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Criptomoedas Saiba mais A corretora de criptomoedas Binance entrou com seu pedido de licença junto ao Banco Central para se tornar uma prestadora de serviços de ativos virtuais ( PSAV ) regulada no Brasil.

Pela regulamentação publicada pelo BC no ano passado, toda empresa que opera com criptoativos no país terá que pedir autorização até esta sexta-feira, 30, para poder continuar operando no Brasil. Quem não conseguir ser autorizado como PSAV perderá o direito de operar e será considerado uma instituição irregular pelas autoridades brasileiras.

Em entrevista à EXAME, Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, afirmou que a exchange está pronta para ser regulada e supervisionada pelo BC. Sarandy disse que a empresa pretende se tornar uma "plataforma financeira completa" no Brasil e não apenas uma corretora de criptomoedas.

Em agosto, a Binance anunciou que liberaria a negociação de ações e fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) para usuários brasileiros. Além disso, Sarandy diz que a corretora vai ampliar a sua área de pagamentos.

Para se tornar uma PSAV, a Binance adotou um modelo de duas instituições. A corretora Sim;paul, comprada pela exchange em uma operação anunciada em 2022, agora se chama Binance Brasil e servirá para receber os saldos de clientes em reais e outras moedas fiduciárias.

Já as operações com ativos virtuais serão realizadas por meio de uma segunda instituição, recém-criada, com o nome B Brasil.

No entanto, o executivo lamentou que a Binance foi obrigada a deixar de ofertar alguns produtos por conta da regulação, a exemplo de margem – que permite que o usuário pegue fundos emprestados da corretora para aumentar seu poder de compra ou venda (alavancagem) – e empréstimos.

Na opinião do diretor-geral da corretora, é um paradoxo que o Brasil seja o país que mais adota criptomoedas do mundo e, ao mesmo tempo, tenha mais empresas saindo do que entrando no mercado cripto.

Neste ano, empresas internacionais como Revolut, Lemon Cash e Bitso anunciaram que deixarão de ofertar criptomoedas no Brasil. Enquanto isso, exchanges nacionais, a exemplo de Coinext, NovaDAX, Bity e Digitra.com encerraram operações no país.

"Ao contrário do que alguns podem pensar, não é bom para a Binance esses players estarem saindo. A maior parte deles utilizam ou utilizavam o nosso serviço. Há uma quantidade gigantesca de provedores de serviços que não vão mais operar com a Binance porque não vão conseguir se regularizar", diz Sarandy.

O executivo diz entender a preocupação do BC em criar uma regulação robusta para o país em nome de mais segurança para os investidores do país. No entanto, avalia que os requisitos foram muito duros e o prazo excessivamente curto para permitir uma adaptação, em especial das empresas menores.

"Apenas 270 dias para as exchanges estarem prontas. Para instituições de pagamento foram 5 anos no total e o mercado de ativos virtuais já nasce com uma regulação bancária."

Perto do fim do prazo, já pediram licença de PSAV no Brasil: OKX, Bybit, Crown, Brasil Bitcoin, Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange.

Há uma série de outras empresas que devem pedir também em breve, como Avenia, Coinbase, Foxbit, Lumx e Mercado Bitcoin, além dos bancos, que também vão operar com cripto. Bradesco, BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) e Itaú estão entre as instituições financeiras que já possuem áreas dedicadas a ativos digitais em suas operações.

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