autoridades policiais Civil mira patrimônio de facção em Várzea Grande e sequestra cinco imóveis; movimentações chegam a R$ 661 mil
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisA Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Ad Rem , com o objetivo de atingir a estrutura financeira de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas e ocultação de patrimônio. A ofensiva judicial alcança cinco imóveis, sendo quatro em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes , entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão, ordens de sequestro judicial de cinco propriedades e um mandado de prisão preventiva. As medidas foram autorizadas pela Justiça com base nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
A nova operação representa um desdobramento da Operação Ruptura CPX , realizada em março de 2026. Desta vez, o foco está na identificação e indisponibilidade de bens que, segundo os investigadores, podem ter sido adquiridos ou utilizados com recursos provenientes de atividades criminosas.
Um dos principais pontos da operação é a suspeita de que integrantes da organização criminosa tenham utilizado familiares e terceiros para esconder o verdadeiro controle de bens patrimoniais.
Conforme a Polícia Civil, as investigações identificaram indícios de ocultação patrimonial envolvendo imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por aproximadamente R$ 180 mil .
O que chamou a atenção dos investigadores foi a forma de pagamento da propriedade rural: R$ 100 mil teriam sido pagos em dinheiro vivo .
A movimentação passou a integrar a análise patrimonial destinada a identificar a origem dos recursos e eventuais relações entre os bens e as atividades investigadas.
O sequestro judicial dos imóveis é uma medida cautelar destinada a restringir a disposição dos bens enquanto a Justiça analisa sua possível vinculação aos crimes apurados. A medida não representa, por si só, condenação definitiva nem transferência automática da propriedade ao Estado.
Outro ponto relevante da Operação Ad Rem envolve um investigado apontado pela Polícia Civil como responsável por funções de gerenciamento do tráfico e administração financeira da facção.
Ele havia sido preso durante a Operação Ruptura CPX, mas conseguiu posteriormente a revogação da prisão preventiva.
Na ocasião, conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, a defesa sustentou que o investigado seria apenas um “laranja” , utilizado por terceiros para realizar movimentações financeiras.
Entretanto, o avanço das investigações trouxe novos elementos que, segundo a polícia, apontam uma participação mais abrangente do suspeito na estrutura da organização.
Os investigadores identificaram indícios de que ele atuava no controle de estoques de entorpecentes, na distribuição das drogas, na administração de pontos de comercialização e no acompanhamento financeiro de outros integrantes.
Diante desses elementos, a Justiça decretou novamente sua prisão preventiva.
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A apuração também identificou aproximadamente R$ 661 mil em movimentações financeiras relacionadas às atividades investigadas em um dos períodos analisados.
O montante é considerado relevante para o rastreamento das operações financeiras atribuídas ao grupo.
A Polícia Civil busca identificar como os valores circulavam, quem efetivamente controlava os recursos e se parte do dinheiro foi utilizada na aquisição de imóveis ou em outras operações patrimoniais.
É importante observar que o valor de R$ 661 mil corresponde a movimentações identificadas durante a investigação, não significando necessariamente lucro líquido, patrimônio integralmente ilícito ou quantia apreendida.
As informações divulgadas até o momento também não esclarecem o período exato em que ocorreram essas movimentações.
O delegado Anteno Junior Pimentel Marcondes, responsável pelas investigações, destacou que o objetivo da operação ultrapassa a prisão dos suspeitos e alcança a estrutura econômica utilizada para sustentar as atividades criminosas.
“As novas medidas judiciais buscam impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado” , explicou.
A estratégia de descapitalização procura impedir que o patrimônio supostamente vinculado ao crime seja negociado, transferido ou reutilizado para financiar novas atividades ilegais.
Ao atingir imóveis e investigar fluxos financeiros, a Polícia Civil pretende avançar na identificação das pessoas que exercem o controle econômico da organização, inclusive quando bens aparecem formalmente registrados em nome de terceiros.
O aprofundamento das apurações poderá esclarecer se os cinco imóveis atingidos pelas medidas judiciais foram adquiridos com recursos ilícitos, qual era sua utilização efetiva e quem exercia o controle sobre eles.
Outro aspecto importante será identificar a eventual participação de pessoas que tenham emprestado seus nomes para registrar propriedades ou movimentar recursos.
A existência de bens em nome de familiares ou terceiros, isoladamente, não comprova participação criminosa. Para eventual responsabilização, será necessária a demonstração de vínculo consciente com as irregularidades investigadas.
Até o momento, as informações oficiais apresentadas não detalham a localização dos quatro imóveis em Várzea Grande, os estabelecimentos comerciais envolvidos nem o valor total do patrimônio submetido ao sequestro judicial.
Os investigados permanecem amparados pela presunção de inocência, e a responsabilidade criminal dependerá da análise das provas e das decisões definitivas da Justiça.
A Operação Ad Rem demonstra uma frente de investigação voltada não apenas à repressão do tráfico, mas também à identificação dos mecanismos financeiros que podem permitir a continuidade das atividades criminosas.
O MT É NOTÍCIA acompanhará os desdobramentos da operação, especialmente a identificação do patrimônio sequestrado em Várzea Grande, a evolução das investigações financeiras e as decisões judiciais relacionadas aos investigados.
O combate ao crime organizado também envolve investigar o destino do dinheiro e a origem dos bens utilizados pelas organizações criminosas. A Operação Ad Rem levanta questões importantes sobre a ocultação patrimonial e o possível uso de imóveis para preservar recursos de origem ilícita.
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