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Atualização: Vorcaro, Argentina e ataques pessoais marcam debate na TV

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 03:46
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Atualização: Vorcaro, Argentina e ataques pessoais marcam debate na TV
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) começaram duelo focados em propostas de governo, mas, logo em seguida, passaram a trocar ofensas

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em debate da Globo | Globo/ Manoella Mello

O último debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), foi marcado por trocas de farpas pessoais, embates sobre a situação econômica — inclusive na Argentina — e, principalmente, a relação de ambos com escândalos e pessoas investigadas em apurações da Justiça. Na prática, os dois presidenciáveis começaram o duelo focados em propostas de governo, mas, logo em seguida, passaram a trocar ofensas.

Leia abaixo alguns dos principais assuntos que marcaram o duelo:

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Siga no Google Discover Caso Vorcaro, o uísque de R$ 500 mil e o filme 'Dark Horse' Um dos momentos mais tensos do debate envolveu a relação dos candidatos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre uma suposta garrafa de uísque avaliada em R$ 500 mil presenteada por Vorcaro. O presidente rebateu com ironia, declarando que a bebida "deve ter ido para a sua casa", numa referência à residência de Flávio.

Na sequência, Lula acusou Flávio de manter proximidade com o ex-banqueiro e declarou: "o que você não se conforma é que você criou um banqueiro e eu fiz ele prisioneiro". O petista citou também investigações da Polícia Federal sobre o financiamento de R$ 134 milhões negociado junto a Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Sobre isso, o senador negou possuir fotos ou relações impróprias com o empresário e afirmou que a Justiça já apura as responsabilidades, ao passo que Lula sustentou haver "uma quadrilha à solta no país".

A disputa pelos direitos de ocupação de uma área da União na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), também virou combustível de confronto. Lula questionou o senador sobre como teria ocorrido a transferência da posse que envolve o jogador de futebol Richarlison e o advogado Willer Tomaz. Neste tema, o presidente apontou disparidade de prazos na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e acusou Tomaz de ser sócio de Flávio.

Flávio Bolsonaro rebateu afirmando que "a ilha nunca foi do Richarlison" e que a controvérsia jurídica já foi deliberada pela Justiça. O candidato do PL ironizou o atleta ao fazer uma fala direcionada ao atacante brasileiro.

Em vídeo recente, o atleta alegou ter investido cerca de R$ 10 milhões no local e ter aguardado quase um ano por manifestações oficiais antes da transferência para a empresa ligada a Tomaz, em caso que é acompanhado pelo Ministério Público Federal.

No bloco de segurança pública, Flávio cobrou o presidente por seu posicionamento contra o fim do benefício da "saidinha" de detentos e criticou a postura do governo petista tanto em relação à redução da maioridade penal quanto à classificação de facções criminosas (como PCC e Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Lula respondeu trazendo ao debate a presença de Cristiane, mãe da menina Ana Clara — morta aos 5 anos em 2021 em uma comunidade de Niterói (RJ) —, acusando Flávio de atuar para adiar o julgamento do policial militar acusado do disparo. O senador prestou solidariedade à mãe da vítima no estúdio, mas sustentou que confia na inocência do agente e atribuiu a violência urbana à entrada ilegal de fuzis pelas fronteiras do país.

A discussão sobre a pauta econômica de ambos os candidatos também foi outro tema que gerou fortes divergências, principalmente em relação ao cenário internacional e ao custo de vida doméstico. Lula questionou a proximidade de Flávio com o presidente argentino Javier Milei, apontando que a pobreza na Argentina atingiu 32,3% e cobrando do adversário garantias sobre a valorização real do salário mínimo.

Flávio defendeu as reformas de Milei, alegando que o líder argentino teve de corrigir equívocos deixados por "governos de esquerda". Em contrapartida, o candidato do PL responsabilizou o governo federal pelo endividamento das famílias brasileiras e pela perda do poder de compra, afirmando que a população passou a "parcelar até pizza no iFood em seis vezes". Além disso, o senador comprometeu-se com o reajuste do piso salarial acima da inflação e defendeu a tarifa zero no transporte público aos fins de semana.

No campo das relações internacionais e do comércio exterior, Lula acusou o adversário de ter ficado "lambendo" o presidente americano Donald Trump para impor tarifas ao Brasil. Sobre este tópico, o petista afirmou que não se intimida com barreiras comerciais e destacou que sua gestão abriu 700 novos mercados para produtos brasileiros, além de ter ampliado os aportes para a agricultura familiar e o agronegócio por meio do BNDES e do Banco do Brasil.

Ao abordar o combate à fome, Lula atacou Flávio ao declarar que o senador "não sabe o que é fome" por viver em condomínio fechado. O candidato do PL, por sua vez, criticou a carga tributária do governo e defendeu que o agronegócio necessita de maior segurança jurídica e incentivos para produzir.

O debate também contou com ataques pessoais e discussões sobre estratégias de comunicação. Flávio ironizou, por exemplo, os pedidos constantes do adversário petista para que os telespectadores fizessem buscas na internet sobre as realizações do governo.

A provocação ocorreu no contexto das ações digitais articuladas pelo deputado André Janones para impulsionar termos negativos contra o senador.

Ao criticar a política fiscal, porém, Flávio afirmou que o governo Lula dá, por um lado, e "tira com os nove dedos", de outro. Lula reagiu classificando a declaração como uma agressão desrespeitosa e lembrou ter perdido o dedo em um acidente de trabalho na juventude, o que levou o senador a reconhecer o erro e pedir desculpas públicas no ar.

Por fim, ao defender investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), Flávio relembrou o atendimento prestado a seu pai, Jair Bolsonaro, na Santa Casa de Juiz de Fora (MG) após o atentado à facada em 2018. Ao citar esse episódio, Flávio voltou a culpar um "militante do PSOL" pelo ataque.

Pressionado por Lula a explicar posicionamentos do seu passado político, Flávio admitiu, por exemplo, que errou ao votar contra o aumento da licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro. O candidato do PL disse que, na época, acreditava que a ampliação do benefício poderia dificultar a contratação de mulheres. O senador afirmou ter mudado de posição e defendeu a importância da presença da mãe nos primeiros meses de vida dos filhos.

Na réplica, Lula criticou a resposta e afirmou que Flávio teve a oportunidade de apoiar a ampliação da licença, mas votou contra. O presidente também questionou a mudança de posição durante a campanha eleitoral.

O embate sobre a liberação e o funcionamento dos jogos de azar e das apostas virtuais no Brasil também veio à tona em um dos momentos do debate. Flávio foi quem mencionou o assunto inicialmente.

Em resposta imediata, Lula reagiu de forma incisiva, negando a autoria da liberação e atribuindo a responsabilidade da expansão das plataformas à família Bolsonaro.

O encerramento do debate eleitoral também guardou um confronto direto entre os candidatos. Isso porque Lula afirmou, em sua mensagem final, que o eleitor precisará escolher entre manter a democracia ou ter "um miliciano governando este país". A declaração levou a emissora a conceder um minuto de direito de resposta a Flávio, que negou as acusações e rebateu o adversário.

Em sua fala, o parlamentar acusou Lula de insistir em ligá-lo a crimes que não cometeu e assegurou que nunca foi alvo de investigação por vínculos com milicianos. O senador declarou que, caso eleito, vai atuar com rigor contra o crime organizado. Prometeu combater as milícias, classificá-las como organizações narcoterroristas, além de retomar áreas controladas por criminosos. Segundo o candidato, o objetivo é devolver a soberania à população.

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