Atualização: Travou em um problema? A neurociência sugere fazer o que Jack Reacher faz
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Consulte formatos e valores disponíveisPublicado em 16 de outubro de 2026 às 17h54 .
Priorizar nos meus resultados Google Insistir em um problema até resolvê-lo parece a atitude mais produtiva. Nem sempre é. Em Make Me , o 20º livro da série do escritor britânico Lee Child , o detetive Jack Reacher trava diante de um enigma e faz o oposto: tira o assunto da frente, confiando que o inconsciente vai, em algum momento, ligar os pontos. E liga.
Parece truque de ficção, mas o colunista Jeff Haden , da revista americana Inc., sustenta que a neurociência dá razão ao personagem. Segundo ele, as pessoas tendem a ser mais criativas quando não estão tentando ser criativas , ou quando não estão tentando fazer nada.
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A base do argumento vem de pesquisas da Universidade Washington em St. Louis , nos Estados Unidos. Os cientistas usaram tomografia por emissão de pósitrons (PET) para ver quais regiões do cérebro se ativavam em diferentes tipos de atividade.
Para ter um ponto de comparação, parte dos participantes entrava no aparelho com uma única instrução: não fazer nada. Os pesquisadores chamaram essa condição de estado de repouso. O resultado surpreendeu. Em vez de silêncio, apareceram picos de atividade em várias regiões do cérebro.
Segundo o relato de Haden, a energia mental registrada em repouso chegou a ser maior do que quando os participantes recebiam tarefas para resolver.
Anos depois, a neurocientista americana Nancy Andreasen fez desses momentos o centro de suas pesquisas. Ela os chamou de períodos de pensamento livre: sem tarefa, sem estímulo, sem esforço deliberado para criar. Só a mente solta.
Em seus estudos, Andreasen batizou esse estado de REST, sigla em inglês para pensamento silencioso, aleatório e episódico, e o associou à atividade das áreas do cérebro responsáveis por fazer associações entre ideias. É nesse terreno que a criatividade costuma ganhar espaço.
Na prática, é o fenômeno que muita gente já viveu: a solução que aparece no banho, na caminhada ou pouco antes de dormir, depois de horas de esforço inútil diante da tela.
O chamado método Reacher, termo cunhado pelo próprio Haden, não é um convite à procrastinação. O detetive só deixa o problema de lado depois de mergulhar nele. O repouso funciona como a segunda etapa, quando o cérebro trabalha com o material que já recebeu.
Usar isso a favor depende de conhecer o próprio funcionamento. Algumas perguntas ajudam a mapear esse ritmo:
Para quem estuda, está em processo seletivo ou começando no primeiro emprego, a lição é prática: diante de um trabalho travado, uma pausa planejada pode render mais do que a terceira hora seguida de esforço.
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Às vezes, a melhor forma de resolver um problema é dar a ele algum tempo sozinho com o seu cérebro.
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