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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 09:15
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ocean Hackathon aconteceu em Salvador neste ano Imagem: Débora Costa e Silva/UOL Em 2021, quando começamos a Voz dos Oceanos, resgatei uma notícia que me chamou a atenção: cinco jovens baianos haviam vencido um hackathon da Nasa com uma solução para minimizar os impactos dos microplásticos nos mares. Em novembro daquele mesmo ano, quando nossa expedição ancorou em Salvador, fiz questão de recebê-los a bordo do veleiro Kat. Queria conhecê-los pessoalmente e saber mais sobre o inovador Ocean Ride.

Os cinco integrantes da então Equipe Cafeína eram estudantes da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e da UCSAL (Universidade Católica do Salvador), com idades entre 18 e 23 anos. Em outubro de 2019, eles se uniram diante de um desafio: passar um fim de semana inteiro acordados para criar uma solução do zero. Tinham apenas 48 horas para inovar e contribuir para um futuro melhor.

Viraram a madrugada desenvolvendo o projeto e conquistaram o primeiro lugar geral da etapa de Salvador. Depois da vitória em casa, produziram, em apenas uma semana, o vídeo-pitch de 30 segundos, em inglês, exigido para a avaliação mundial da Nasa. Em dezembro de 2019, veio a notícia de que estavam entre os 30 finalistas do mundo. Em janeiro de 2020, alcançaram mais uma conquista: venceram a categoria Best Use of Hardware (Melhor Uso de Hardware), tornando-se a primeira equipe brasileira a vencer uma categoria da competição global.

Estar com eles a bordo do veleiro Kat foi um sopro de esperança. Jovens entusiasmados, cheios de sonhos e dispostos a mergulhar de cabeça em um desafio que parecia enorme. Naquela edição, o Nasa Space Apps Challenge reuniu mais de 29 mil participantes, distribuídos por 225 cidades de 71 países. No Brasil, o evento aconteceu em 45 cidades, e Salvador contou com 30 equipes participantes.

Com seu projeto vencedor, o Ocean Ride, nossos vencedores apresentaram uma solução com potencial de aplicação em escala global: um dispositivo acoplável a embarcações (como o nosso veleiro Kat), plataformas ou pontos fixos no mar, capaz de filtrar e reter microplásticos sem interromper a navegação. E, quando menciono o veleiro Kat como exemplo, sinto um orgulho especial. Uma réplica do nosso veleiro, equipada com um Ocean Ride, passou a ser utilizada em demonstrações da solução pelo Brasil e pelo mundo.

A partir daquele primeiro encontro, a Voz dos Oceanos passou a apoiar os jovens, que hoje estão à frente do Oxean Hub. Liderado por três dos cinco integrantes da equipe que conquistou reconhecimento mundial no hackathon da Nasa, o Oxean Hub se tornou parceiro da nossa iniciativa. Uma parceria feliz, que une diferentes gerações em uma jornada pelo mesmo propósito: defender o oceano.

Antônio Rocha, Genilson Brito e Pedro Dantas vêm se destacando entre as jovens lideranças da causa oceânica. Da Bahia para o mundo, eles levaram suas ideias, projetos e experiências a lugares como a sede da Nasa, em Washington, o MIT, Harvard e o Consulado do Brasil em Nova York. Também participaram da Conferência da Década dos Oceanos de 2024, em Barcelona, além de eventos, encontros e atividades com instituições da França e da Grécia.

Ao longo dessa trajetória, compartilhamos novos encontros e ações. Estivemos juntos no G20, no Rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, em Nice, e na COP30, em Belém. É impossível não me orgulhar da coragem desse trio, que se lança em missões aparentemente impossíveis e trabalha para transformá-las em possibilidades concretas. Porque, assim como a nossa família, os jovens do Oxean Hub sonham longe.

Todas essas lembranças voltaram com força quando os reencontrei, há poucas semanas, em Salvador. Dessa vez, no Ocean Hackathon.

Criada há dez anos, em Brest, na França, essa maratona internacional reúne equipes multidisciplinares durante 48 horas ininterruptas para desenvolver soluções inovadoras para desafios marinhos e costeiros, utilizando bases de dados públicos e abertos. Salvador é a única cidade brasileira a integrar o circuito internacional, que reúne 11 cidades na Europa, na Ásia e na América do Sul.

E quem trouxe o Ocean Hackathon para o Brasil? Nossos queridos parceiros do Oxean Hub.

Pelo segundo ano consecutivo, Antônio, Genilson e Pedro colocaram Salvador, capital da nossa Amazônia Azul, no mapa dessa maratona internacional. Ao lado de Alexandre Moreno, nosso gerente de Comunicação e Relacionamento, participei da programação da edição soteropolitana do evento, que reuniu jovens dispostos a colocar conhecimento, criatividade e tecnologia a serviço do oceano.

Na Casa das Histórias de Salvador, encontrei mais algumas dezenas de jovens sonhadores e inovadores, mergulhados em uma jornada de 48 horas. Eram seis equipes multidisciplinares, cada uma dedicada a um dos seis desafios oficiais, propostos com o apoio de instituições parceiras, entre elas, a Voz dos Oceanos.

Ao final da maratona, foram apresentadas soluções práticas e criativas: softwares de gestão e eficiência para navios e operações portuárias; sistemas de alerta de riscos climáticos e costeiros via WhatsApp; plataformas de integração de mercado para valorizar o trabalho de marisqueiras e pescadores artesanais; soluções de rastreabilidade e circularidade de resíduos, e ferramentas tecnológicas de educação oceânica.

A grande vencedora do Ocean Hackathon Salvador 2026 foi a Equipe Kirimurê, que desenvolveu um laboratório de ciência oceânica digital. A proposta é aproximar os dados marinhos e a realidade do oceano do cotidiano de estudantes e professores da educação básica, tornando o conhecimento mais acessível e estimulando novas gerações a compreender e cuidar do ambiente marinho. Como parte da premiação oficial, a equipe conquistou o direito de representar Salvador e o Brasil na Grande Final Internacional, em Brest, na França, em dezembro de 2026.

Ao acompanhar essa jornada, não consigo deixar de pensar no caminho percorrido desde aquele primeiro encontro a bordo do veleiro Kat, em 2021. Os jovens que conhecemos naquela ocasião não pararam de sonhar, criar e realizar. Mais do que isso: hoje, inspiram outras pessoas a fazer o mesmo.

É isso que me emociona. Ver uma ideia se transformar em projeto, um projeto abrir portas e uma conquista despertar novas possibilidades. Ver jovens que encontraram oportunidades e apoio se tornarem pontes para que outros também possam avançar.

Estar ao lado de Antônio, Genilson, Pedro e de tantos outros jovens comprometidos com o oceano é renovar minhas esperanças. É testemunhar a potência de novas vozes que não esperam o futuro chegar para começar a transformá-lo. Como nossos jovens dizem: bora impactar o mundo!

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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