Atualização: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisNeymar chora após eliminação do Brasil contra a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 Imagem: Buda Mendes/Getty Images A eleição presidencial deste domingo se apresenta como a mais acirrada da história do Brasil, com uma disputa voto a voto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Mas, entre os principais jogadores brasileiros da atualidade, o quadro é outro: a abstenção é quem ganha de goleada.
A reportagem do UOL fez um levantamento com os jogadores que disputaram a última Copa do Mundo pela seleção brasileira, e o resultado mostra um distanciamento da eleição. A amostragem pesquisada mostra que a maioria dos atletas estará bem longe de sua zona eleitoral no dia do pleito, principalmente quem joga no exterior.
Os exemplos são muitos: o goleiro Alisson, que defende o Liverpool, mas tem o domicílio eleitoral em Novo Hamburgo-RS; Matheus Cunha, meia-atacante do Manchester United, tem o título registrado em João Pessoa; Bruno Guimarães e Rayan teriam de votar no Rio de Janeiro, mas estarão em campo pela Premier League no fim de semana.
O domicílio eleitoral do ponta do Bournemouth tem um aspecto curioso: é a zona 204 do Rio de Janeiro, localizada justamente na sede do Vasco da Gama, clube que revelou o jogador.
Há, ainda, casos como o de Casemiro, que tem o registro eleitoral para votar em Edimburgo, na Escócia — a 280km de Manchester, onde jogou até o fim da temporada passada. Como agora defende o Inter Miami, o volante não poderá ir às urnas.
Brasileiros que vivem fora do país podem solicitar a transferência do título de eleitor para o exterior pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para participar das eleições de 2026 no país de residência, o prazo para pedir a mudança terminou em 6 de maio deste ano. Quem tem domicílio eleitoral no exterior vota exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
Os jogadores que mudaram de país após o prazo limite também não puderam transferir seus títulos a tempo de votar. É o caso de Fabinho — que trocou o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, pelo Trabzonspor, da Turquia —, e de Gabriel Martinelli, que saiu do Arsenal para o Al-Hilal, da Liga Saudita, ambos na atual temporada.
A rivalidade entre Lula e Flávio Bolsonaro — e seus apoiadores e detratores — marcará o domingo no Brasil. Mas, na Espanha, o duelo do dia será outro: Barcelona e Real Madrid se enfrentam no El Clásico, marcado para a capital catalã, às 21h locais (17h no horário de Brasília).
As duas principais estrelas brasileiras no duelo têm situações bem diferentes. Vini Jr., camisa 7 do Real Madrid, transferiu o título de eleitor para a capital espanhola antes da eleição presidencial de 2022.
Como está suspenso do duelo contra o Barcelona, ele poderia votar no domingo. Vini é conhecido por nunca ter se pronunciado em assuntos relativos a eleições, nem ter declarado apoio a candidatos.
Raphinha, maior artilheiro do clube catalão na temporada, vive situação oposta: ele mostrou apoio a Lula durante as últimas semanas, mas não pode apertar o número 13 na urna. O título de eleitor do camisa 11 do Barcelona não foi transferido para o exterior: ele ainda tem domicílio eleitoral em Florianópolis.
O caso de Endrick é curioso: o jovem atacante do Real Madrid transferiu o título de eleitor para a capital espanhola, mas a viagem para o clássico deve impedi-lo de ir às urnas. A reportagem entrou em contato com a assessoria do jogador e do clube para saber se ele votaria antes da viagem para Barcelona, mas não houve resposta.
Os casos de jogadores no exterior que não transferiram os títulos são maioria, mas também há quem joga no Brasil, tem domicílio eleitoral no país, mas não poderá votar.
O meia Lucas Paquetá e o goleiro Weverton, por exemplo, estão com os documentos cancelados, por não terem votado ou justificado a ausência em três eleições seguidas.
Neymar é uma exceção no cenário de abstenções que é ampla maioria entre os jogadores da seleção na última Copa do Mundo. O camisa 10 vota no Colégio Jean Piaget, em Santos, e não faltou à obrigação cívica no primeiro turno.
Apoiador declarado de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, ele manteve o apoio neste ano, e já declarou voto em Flávio Bolsonaro. Há quatro anos, dias depois de os jogadores da seleção terem dito conforme apuração dos redatores da Empire Cidades que havia um "pacto de silêncio" sobre as preferências políticas de cada um, Neymar declarou voto no então presidente, que buscava a reeleição.
Maioria entre os jogadores da seleção, a abstenção é um fator-chave na disputa presidencial deste ano. No primeiro turno, 21,08% dos eleitores não foram às urnas, um total de 33,4 milhões de brasileiros.
O número foi o mais alto da história em níveis absolutos, e o maior proporcionalmente desde 1998, quando 21, 49% dos eleitores não votaram no primeiro turno.
Nas últimas três semanas, as duas campanhas presidenciais têm trabalhado para convencer eleitores indecisos, mas também os que se abstiveram e agora podem ser fundamentais.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Entenda: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Panorama: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Em destaque: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.


