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Consulte formatos e valores disponíveisRafinha, diretor executivo do São Paulo, durante coletiva no CT da Barra Funda Imagem: Marcello Zambrana/AGIF A permanência de Dorival Júnior no São Paulo para 2027 tende a fortalecer Rafinha com o próximo presidente do clube, segundo apurou o UOL .
Prestigiado pelo treinador e por sua comissão técnica, o executivo de futebol tem no comandante um aliado importante para seguir no cargo, apesar da resistência de integrantes de alas políticas.
A avaliação de fontes no dia a dia da Barra Funda é que o 'peso' da opinião de Dorival seria um grande aliado do executivo para ser mantido no cargo em 2027. A decisão final, claro, será do próximo presidente.
O treinador deseja permanecer no São Paulo em 2027, como o UOL informou ontem. Dorival respeitará a decisão da próxima gestão, mas não quer colocar questões financeiras como entrave para um novo acerto. Caso permaneça, o caminho de Rafinha fica mais aberto para a permanência.
O respaldo de Dorival a Rafinha vem sendo demonstrado publicamente em coletivas e passa pela avaliação do trabalho realizado desde que o ex-lateral assumiu a estrutura do futebol. Encarregado desde a Copa do Mundo, quando Rui Costa acabou demitido, a janela de transferências deste meio de ano foi considerada muito positiva internamente.
O trabalho foi feito em conjunto com a comissão técnica. Reforços como Iago, Pedro Lima e Domingos Duarte chegaram já com status de titulares — ainda que o último tenha sofrido uma lesão ligamentar e só deva voltar no meio do ano que vem.
Rafinha, gerente esportivo do São Paulo, durante treino no CT Barra Funda Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Outro ponto valorizado é a gestão do elenco, sempre exaltada por interlocutores ao UOL. Um episódio levantado recentemente foi a saída de Luan, após antecipação do fim de seu contrato, na última semana.
Foi de Rafinha a ideia de organizar um evento de despedida para o volante , que, embora viesse treinando em separado do restante elenco, é cria das categorias de base.
Esse prestígio de Rafinha no CT, no entanto, não tem o mesmo respaldo no Morumbis. Boa parte dos aliados do presidente Harry Massis Júnior defendia outra solução para o comando do departamento de futebol, fosse com a escolha de um nome estatutário, fosse com a contratação de um nome mais consolidado no mercado.
O cenário remete à demissão do ex-executivo do clube, Rui Costa, durante a Copa do Mundo. À época, a troca foi vista como uma cartada política de Massis, que afastou um dirigente contestado por grande parte do Conselho Deliberativo, sobretudo pela condução da troca entre Hernán Crespo e Roger Machado, demitido cerca de dois meses depois.
Dorival Júnior, durante vitória do São Paulo sobre o Vasco, no Morumbis Imagem: Alex Silva/Sports Press Photo/Getty Images Rafinha, então, assumiu a pasta de maneira interina durante a janela de transferências antes de ser efetivado. A avaliação de interlocutores da alta cúpula é de que o exectivo se saiu bem no período de 'testes' à frente do departamento.
As divergências ganharam peso com a proximidade da eleição presidencial, marcada para dezembro. São os grupos políticos que disputam o comando do São Paulo que definirão a próxima gestão e, consequentemente, terão poder para decidir quem continua à frente do futebol.
O próprio treinador atravessou um episódio recente de 'fritura' entre pessoas próximas à presidência. Na semana passada, suas críticas às condições dos gramados do CT da Barra Funda incomodaram integrantes da diretoria, que interpretaram as declarações como uma tentativa de justificar os resultados abaixo das expectativas.
O futuro de ambos, portanto, depende da eleição presidencial, prevista para a primeira quinzena de dezembro. Marcelo Portugal Gouvêa é o candidato da oposição, enquanto a situação ainda busca oficializar uma chapa, com Vinícius de Medeiros entre os nomes cotados. A próxima gestão terá a palavra final sobre a composição do departamento de futebol.
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