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Mas novidade justifica preço inicial de R$ 8.499?

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 13:15
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Em meio ao evento de lançamento do primeiro MacBook com tela sensível ao toque, um outro produto da marca dividiu os holofotes: o novo iPad mini. O tablet ganhou uma tela OLED de 8,5 polegadas, roda o chip A20 Pro, lançado recentemente com o iPhone dobrável, e chega com alguns ajustes importantes na experiência de uso.

Mas será que essas novidades justificam o preço inicial de R$ 8.499 no Brasil? O UOL acompanhou as demonstrações do produto em primeira mão nos Estados Unidos nesta semana e detalha a seguir como é o novo iPad mini e nossas primeiras impressões.

Tela do iPad Mini tem 8,5 polegadas Imagem: Bruna Souza Cruz/UOL 1. A principal novidade está na tela Pelo que a reportagem observou, a Apple encara o iPad mini como um produto maduro. Em vez de transformá-lo, a empresa se concentrou em adicionar recursos que já eram esperados pelos usuários (a geração anterior foi lançada em 2024).

O principal destaque do iPad Mini 8 é a chegada mesmo da tela OLED de 8,5 polegadas. É o tipo de atualização que não muda a forma de usar o aparelho, mas faz o produto parecer mais moderno e premium no primeiro contato.

IPad Mini funciona com duas gerações da Apple Pencil Imagem: Arquivo pessoal O painel OLED já é bem difundido em TVs. Na prática, significa uma tela com cores mais vibrantes, pretos mais profundos e o contraste superior ao da tela usada no iPad Mini anterior. Essas características devem ajudar em filmes, séries, jogos e até na leitura de textos.

A Apple decidiu atualizar um produto que já tinha uma identidade bem definida. E isso ficou claro durante o primeiro contato com o aparelho.

Enquanto smartphones cresceram de tamanho, tablets passaram a apostar em telas de 11 e 13 polegadas e celulares com tela dobrável começaram a ocupar uma posição intermediária no mercado, o iPad mini continua defendendo uma proposta cada vez mais rara: a de um tablet pequeno.

Mais fino e leve do que a sua geração anterior, o lançamento continua fácil de transportar e confortável de usar, como pudemos sentir ao vivo. Cabe em praticamente qualquer mochila ou bolsa e ainda permite uma experiência de leitura bastante agradável.

Novo iPad Mini ficou mais fino, com 5,4 mm de espessura Imagem: Bruna Souza Cruz/UOL Pode parecer um detalhe para algumas pessoas, mas é justamente isso que diferencia o mini de qualquer outro modelo da família iPad. De 293g da geração anterior, o lançamento agora tem 255g na versão com wi-fi.

Ele será vendido em duas cores: preto meia-noite e estelar. A promessa de bateria é de até 10 horas de internet no wi-fi ou assistindo a vídeos.

Essa talvez seja a pergunta mais complexa de se responder. O iPad mini nunca foi pensado para substituir um notebook nem para competir diretamente com o iPad Pro (o modelo mais avançado), vale lembrar. Por isso, o seu público costuma ser mais específico.

Curiosamente, o iPad mini também preserva uma vantagem em relação ao iPhone Duo: a compatibilidade com a Apple Pencil Pro e a Apple Pencil USB-C. Para estudantes, profissionais e usuários que fazem muitas anotações, isso ajuda a reforçar o papel do tablet como ferramenta de produtividade.

Divulgação 4. Novo chip é bem-vindo A chegada do chip A20 Pro deve garantir mais fôlego para os próximos anos, já que é um processador novíssimo, anunciado no mês passado com o iPhone Duo.

Ainda é cedo para dizer, mas é possível que essa atualização ofereça mais desempenho para jogos, edição de imagens, atividades multitarefas e futuros recursos de inteligência artificial da empresa, além de uma vida útil mais longa para o tablet.

Por falar nisso, o dispositivo foi desenvolvido para funcionar com a Apple Intelligence, sistema de inteligência artificial da fabricante, que foi atualizado ( saiba mais aqui ), e a nova Siri, assistente de voz com IA.

O iPad mini será vendido com: 128 GB, 256 GB e 512 GB de memória de armazenamento.

Se as novidades tornam o iPad mini mais competitivo tecnicamente, o preço ainda é seu maior desafio. No Brasil, a versão de entrada com 128 GB e wi-fi custa R$ 8.499.

Ao mesmo tempo, o iPad Air de 11 polegadas mais recente, por exemplo, parte de cerca de R$ 9.000 considerando o site da Apple (em outros sites varejistas o valor pode ser ainda menor).

Por uma diferença relativamente pequena, o consumidor pode levar para casa um tablet com tela significativamente maior e proposta mais versátil para produtividade.

Isso faz com que a principal justificativa para escolher o Mini continue sendo a mesma de sempre: seu tamanho.

E aí está o paradoxo do lançamento: o novo iPad mini nunca esteve tão completo. Ao mesmo tempo, nunca esteve tão próximo de competir em preço com modelos maiores da própria Apple.

O novo iPad mini é um ótimo tablet considerando seu conjunto técnico e nas impressões que tivemos ao usá-lo por alguns minutos. É, provavelmente, a versão mais completa já lançada pela Apple.

A chegada da tela OLED corrige uma das principais limitações da geração anterior, enquanto o chip A20 Pro deve garantir desempenho de sobra por vários anos.

O desafio continua sendo o preço elevado no Brasil. Com valores tão próximos aos de modelos maiores da própria Apple, o iPad mini parece seguir como um produto de nicho: muito atraente para quem valoriza portabilidade acima de tudo.

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