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Atualização: Saiba o que líderes internacionais falaram sobre a eleição no Brasil

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 09:50
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Atualização: Saiba o que líderes internacionais falaram sobre a eleição no Brasil
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Saiba o que líderes internacionais falaram sobre a eleição no Brasil Disputa repercute no mundo e é acompanhada com atenção por vários países O presidente dos EUA, Donald Trump, desce do Air Force One ao chegar à Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 19 de julho de 2026. Trump está retornando à Casa Branca vindo de Nova Jersey, onde assistiu à final da Copa do Mundo de 2026. (Foto de Mandel NGAN / AFP)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 06h15 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Desde o início da disputa, a eleição presidencial brasileira repercute no exterior e mobiliza líderes como Donald Trump, Javier Milei, Benjamin Netanyahu e Pedro Sánchez. Milei e Netanyahu apoiam Flávio Bolsonaro, enquanto Sánchez defende Lula. A campanha ocorre em meio a tensões diplomáticas e comerciais do Brasil com Argentina e Estados Unidos.

Desde o início, a corrida ao Palácio do Planalto extrapolou os limites do território brasileiro e repercutiu em várias partes do mundo. Lideranças internacionais acompanham de perto a disputa, cujo resultado pode mudar a relação de Brasília com grandes potências.

De ameaças tarifárias a provocações diretas nas redes sociais, líderes como Donald Trump e Javier Milei têm se posicionado ativamente, enquanto a política externa tem ganhado mais espaço nas candidaturas. O tema, normalmente, não tem tanto apelo para o eleitor.

O presidente da Argentina, Javier Milei, está entre as figuras mais vocais sobre a eleição brasileira. Abertamente apoiador de Flávio Bolsonaro, o líder argentino chamou - por várias vezes - Lula de "ladrão". O incidente mais recente foi na terça-feira, 20, quando Milei também questionou a integridade do sistema de votação brasileiro, sugerindo que o candidato do PT poderia "roubar" a eleição.

A alegação rendeu uma resposta dura do Itamaraty, que classificou como inaceitável e disse se tratar de ingerência no processo eleitoral brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que Milei "reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos".

Brasil e Argentina têm as relações diplomáticas abaladas desde julho deste ano, quando Milei discursou na convenção nacional do PL, partido de Flávio Bolsonaro. No evento, o presidente argentino fez insultos diretos ao presidente brasileiro, chamando-o de ladrão. Ele ainda atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O governo brasileiro reagiu determinando o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Júlio Bitelli. Em agosto, o Itamaraty comunicou que quem cuidaria da embaixada na Argentina seria um encarregado de negócios e não mais um embaixador, o que, na diplomacia, indica um rebaixamento das relações bilaterais.

A eleição brasileira também repercute no hemisfério norte. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no início do mês que acompanha de perto a disputa. "O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", afirmou Trump, sem citar nomes.

Mas o período eleitoral tem sido marcado por tensões na relação entre Brasília e Washington. O Itamaraty não aprovou o nome do indicado para assumir a embaixada americana, no processo conhecido como "agrément" na diplomacia. E como retaliação, a Casa Branca decidiu revogar o visto da embaixadora do Brasil, Maria Luiza Viotti.

Fora da frente diplomática, a relação atravessa turbulência no comércio bilateral, com o tarifaço de Donald Trump contra produtos brasileiros. A medida foi inicialmente tomada como forma de pressão ao Brasil por causa do então julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado. O republicano também disse à época que se tratava de reparar taxas de importação que ele considerava injustas.

Depois, os americanos alegaram que as sobretaxas eram uma forma de punir o Brasil por supostas práticas ilegais de trabalho forçado, o que o governo nega.

O senador Flávio Bolsonaro (PR-RJ) e o presidente dos EUA, Donald Trump: americano recebeu o pré-candidato do PL na Casa Branca, em maio, em movimento considerado apoio ao filho do ex-presidente brasileiro (Eduardo Bolsonaro/X/Reprodução)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, chamando o candidato do PL de "amigo". Depois do primeiro turno, Netanyahu ainda parabenizou Flávio pelos resultados e o convidou para uma visita oficial a Israel. Vale lembrar que as relações entre brasileiros e israelenses ficaram tensionadas no governo Lula, após o presidente criticar ataques à Faixa de Gaza.

Por outro lado, o chefe de governo da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, declarou apoio a Lula na disputa. Ele disse que "Lula representa um Brasil que luta contra a injustiça e a desigualdade, que amplia direitos e que defende a democracia frente ao autoritarismo".

Javier Milei questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sugeriu, na terça-feira, 20, que Lula poderia “roubar” a eleição. O Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como inaceitáveis e como ingerência no processo eleitoral do Brasil.

Javier Milei apoia abertamente Flávio Bolsonaro. O presidente argentino participou da convenção nacional do PL em julho e fez ataques a Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

As relações estão abaladas desde julho, quando Javier Milei discursou na convenção do PL e insultou Lula. O governo brasileiro determinou o retorno do embaixador Júlio Bitelli e deixou a embaixada sob o comando de um encarregado de negócios, medida que indica rebaixamento das relações bilaterais.

Donald Trump afirmou no início do mês que acompanha de perto a eleição brasileira, sem declarar apoio a um candidato. O presidente dos Estados Unidos classificou a disputa como muito importante e chamou o Brasil de um grande país.

O Itamaraty não aprovou o indicado para a embaixada americana, e a Casa Branca revogou o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti. No comércio, Donald Trump impôs sobretaxas a produtos brasileiros, justificadas inicialmente pelo julgamento de Jair Bolsonaro e, depois, por supostas práticas ilegais de trabalho forçado, acusação negada pelo governo brasileiro.

Javier Milei e Benjamin Netanyahu declararam apoio a Flávio Bolsonaro, e Netanyahu convidou o candidato do PL para uma visita oficial a Israel. O chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez, declarou apoio a Lula e afirmou que o petista defende a democracia frente ao autoritarismo.

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