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Atualização: Rumo à COP31, Dan Ioschpe diz que agenda climática avança independentemente do cenário político

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 4 de novembro de 2026 às 19:40
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Atualização: Rumo à COP31, Dan Ioschpe diz que agenda climática avança independentemente do cenário político
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Rumo à COP31, Dan Ioschpe diz que agenda climática avança independentemente do cenário político “É um ambiente competitivo de desenvolvimento, e ninguém quer ficar fora”, destaca campeão climático, que prevê maior engajamento dos EUA após a vitória democrata nas eleições americanas Dan Ioschpe, campeão climático da COP30: "Entregaremos o bastão da presidência da COP30 semana que vem, mas a liderança brasileira no processo é inequívoca"

Priorizar nos meus resultados Google As decisões climáticas devem continuar avançando independentemente dos ciclos políticos, impulsionada pela competitividade econômica, inovação e pelo envolvimento cada vez maior das empresas.

A avaliação é de Dan Ioschpe, campeão climático da COP30 e uma das lideranças responsáveis por aproximar o setor privado da agenda de ação encabeçada pela presidência brasileira para alavancar a implementação de soluções em escala.

Às vésperas da COP31 em Antália, na Turquia, o executivo vê espaço para ampliar a descarbonização, inclusive com maior participação de empresas e governos locais dos Estados Unidos.

A expectativa ocorre em meio a uma mudança no cenário político americano. Nas eleições de meio de mandato (midterms), realizadas na terça-feira, 3, os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, impondo uma derrota ao Partido Republicano e colocando em cheque o futuro do presidente Trump, que teve como uma das principais medidas ao tomar posse deixar o histórico Acordo de Paris.

A vitória democrata pode representar uma sinalização favorável à pauta ambiental, embora seus efeitos sobre a política climática americana ainda dependam dos próximos movimentos do governo e do Congresso.

“Não se iludam com as questões políticas. Tenho muitos exemplos positivos de soluções nos EUA, de desenvolvimento econômico positivo ”, afirmou Ioschpe nesta quarta-feira, 4, durante um evento realizado na B3, a bolsa brasileira, em São Paulo.

À EXAME, Dan destacou que a presença americana na COP30 em Belém, já havia demonstrado que o engajamento climático ultrapassa a atuação do governo federal, com a alta participação d e prefeituras, governos e empresas.

"Em Antália, deve ser maior ainda, independentemente do ciclo político de cada país. É um ambiente competitivo de desenvolvimento socioeconômico e ninguém quer ficar fora”, afirmou na entrevista.

Para Ioschpe, a descarbonização não deve ser tratada apenas como uma resposta às exigências ambientais, mas como parte do desenvolvimento econômico e competitividade.

“Supor que haverá um mercado e espaço para inovação em um ambiente não sustentável é improvável e até ficcional”, acrescentou.

Segundo ele, não prestar a atenção na descarbonização seria uma "falência do modelo". "Teremos, ao longo do tempo, mais empresas engajadas ”, garantiu.

A grande conferência climática da ONU, marcada para ocorrer entre 9 e 20 de novembro, deve ter como uma das prioridades a implementação dos compromissos e das soluções.

Ioschpe espera que a COP31 seja uma "oportunidade para apresentar os avanços da agenda global de ação climática estruturada durante a presidência brasileira da COP30". Entre as iniciativas estão os planos de aceleração e os roteiros ou mapas do caminho, conhecidos como roadmaps.

Na terça-feira, 3, a presidência brasileira apresentou os dois mapas globais que haviam ficado de lição de casa: um para acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis e outro para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Agora, falta entregar o do Brasil.

Os documentos propõem diretrizes para transformar políticas nacionais, investimentos e ações, respeitando as diferentes realidades de cada país.

“A expectativa é que aquilo que o Brasil lançou na COP30 mostre muito mais resultado passado um ano. Agora, todos esses grupos e iniciativas, além dos planos de aceleração, rodaram e avançaram muito", destacou o campeão climático.

De acordo com ele, os resultados devem ganhar visibilidade especialmente na primeira semana da conferência, criando condições para acelerar projetos e investimentos.

“O que posso afirmar é que a agenda de implementação vai ser muito forte. Vão apresentar todas as soluções e tudo que concretizamos lá em Antália. Podemos esperar um ambiente propício para aceleração em escala ”, garantiu.

A continuidade da participação brasileira também está no centro dessa expectativa. Segundo Ioschpe, a arquitetura apresentada na COP30 foi incorporada pela COP31, e os países decidiram, em Belém, que o modelo deve continuar pelos próximos cinco anos.

“Entregaremos o bastão da presidência da COP30, mas a liderança brasileira no processo é inequívoca”, complementou. Na primeira semana da conferência em Antália, o presidente reeleito Lula marcará presença para defender o legado de Belém.

O avanço da sustentabilidade no setor privado também esteve no centro do evento realizado pela B3 nesta quarta-feira, 4.

A bolsa apresentou a atualização de suas carteiras de índices ESG para 2026, com 33 companhias presentes simultaneamente na tríade de índices: Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), do Índice de Diversidade (IDIVERSA B3) e do Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3). O grupo representa 8% das empresas listadas.

“É um grupo seleto que está na vanguarda da sustentabilidade ”, afirmou Virginia Nicolau, superintendente de Sustentabilidade da B3, em entrevista à EXAME.

Entre as companhias que passaram a integrar simultaneamente os três indicadores pela primeira vez neste ano estão Azzas 2154, Copasa, Dexco, Pague Menos, Porto Seguro, Riachuelo, Ultrapar, Vibra e Yduqs Participações.

Os três avaliam diferentes dimensões da atuação empresarial. O ISE acompanha o desempenho pelo comprometimento com a sustentabilidade corporativa. Já o IDIVERSA considera critérios de diversidade, enquanto o ICO2 reúne empresas comprometidas com a eficiência das emissões de gases de efeito estufa e sua gestão.

Além de funcionar como referência para avaliar o desempenho das companhias, os indicadores também estão associados a produtos financeiros, permitindo que investidores direcionem recursos a para elas a partir desses critérios.

“Isso viabiliza investimentos sustentáveis. Você pode escolher uma carteira e reduzir seu risco”, explicou Virginia.

Para a executiva da B3, a atualização das carteira s reflete uma trajetória de amadurecimento das práticas empresariais, sustentada pela evolução dos índices e pelo aumento da transparência das informações divulgadas ao mercado.

Criado em 2005, o ISE passou por sucessivas atualizações dos critérios de avaliação, acompanhando a evolução das exigências de investidores e coorporações.

“Na prática, é uma agenda de continuidade. Todos os anos, subimos a barra e evoluímos, pois o momento é outro. Hoje as companhias têm mais métricas, indicadores, informações públicas. Se trata de uma gestão da sustentabilidade mais profissional”, afirmou a executiva da B3.

A avaliação converge com a visão apresentada por Dan Ioschpe sobre a capacidade do clima manter sua trajetória em diferentes contextos políticos.

Para Virginia, a permanência das iniciativas depende da estruturação de práticas empresariais que resistam às mudanças de conjuntura e mantenham a confiança dos investidores.

“O recado de hoje é de consistência. Podemos ter ciclos políticos mais ou menos inclinados, mas, por trás do trabalho conectado com as empresas e investidores, ele permanece", concluiu.

1 /10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)

2 /10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)

3 /10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)

4 /10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)

5 /10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)

6 /10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)

7 /10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)

8 /10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)

9 /10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)

10 /10 (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)

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