Atualização: Oficinas de Cuiabá são notificadas por veículos irregulares em calçadas
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Consulte formatos e valores disponíveisA Prefeitura de Cuiabá levou às ruas, na última quinta-feira (29), uma nova etapa do programa Mobilidade em Ordem, voltada a oficinas mecânicas que vinham usando o passeio público como área de armazenamento de veículos e sucatas. A força-tarefa passou por quatro endereços previamente mapeados e encontrou 32 automóveis em situação irregular, entre carros estacionados sobre a calçada e unidades sem condições de rodar.
A ação foi conduzida de forma conjunta pelas secretarias municipais de Ordem Pública (Sorp) e de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Secretaria Adjunta de Segurança. O foco, segundo a administração municipal, é garantir que pedestres circulem com segurança, uma vez que o espaço da calçada não deve ser tratado como prolongamento do comércio.
O secretário adjunto de Ordem Pública, Max Aguiar, explicou que a abordagem inicial prioriza a conversa e a conscientização dos donos dos estabelecimentos, deixando as sanções para um segundo momento. “Nossa orientação é para que os proprietários dessas oficinas providenciem a retirada desses veículos do passeio público”, afirmou.
No Jardim Paulista, os fiscais localizaram quatro carros sobre a calçada, sendo três incapazes de se locomover por conta própria. Um deles foi retirado pelo próprio responsável ainda durante a vistoria. Em outro endereço do mesmo bairro, foram contados 11 veículos ocupando o passeio, o que gerou notificação formal com prazo legal para a desocupação.
O coordenador técnico de Regulação e Atividades Econômicas, Édio José Silva Duarte, destacou que o objetivo é preservar o direito de ir e vir de toda a população, com atenção redobrada a idosos, gestantes, pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida.
As equipes seguiram depois para o CPA 1, onde dez veículos foram notificados por ocupação irregular da calçada. A Semob estabeleceu prazo de 10 dias para a remoção, sendo que sete desses automóveis estavam sem rodas ou com pneus vazios. O estabelecimento apresentou alvará de funcionamento em ordem, restando apenas a regularização da documentação junto ao Corpo de Bombeiros.
A operação terminou no CPA 2, com orientação para retirada de sete veículos e notificação ao proprietário para atualizar as licenças da oficina, entre elas o Alvará de Funcionamento referente a 2026 e a licença do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (29.10), a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes eletrônicas e lavar o dinheiro obtido com os golpes.
Foram realizadas diligências para cumprir 20 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá contra cinco investigados, sendo cinco mandados de prisão preventiva e os demais mandados de busca e apreensão domiciliar, decisões de sequestro de veículos e autorizações de quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), unidade que, à época da primeira fase, funcionava como 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, com apoio do Núcleo de Inteligência da especializada.
Foram presos preventivamente uma digital influencer, de 24 anos, seu companheiro, de 26 anos, moradores do bairro Tijucal, em Cuiabá; uma mulher, de 35 anos, que reside no bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos, que já havia sido preso por envolvimento com fraudes eletrônicas, tinha conseguido a liberdade e foi preso novamente nesta quinta-feira (29). O quinto alvo ainda não foi localizado e está foragido.
Um veículo Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiro, mas, segundo a investigação, em uso efetivo pelos investigados, foi sequestrado sob ordem judicial. Os aparelhos celulares apreendidos serão submetidos à extração de dados, conforme autorizado pela Justiça.
A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e aparelhos celulares, entre eles um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações tiveram início em 2023, a partir de denúncias anônimas.
A análise do material apreendido naquela etapa, somada a laudos periciais da Politec e a dados financeiros obtidos com autorização judicial, permitiu aprofundar a apuração e individualizar a participação dos alvos desta segunda fase.
Segundo a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, com falsos anúncios de veículos e golpes como o do falso parente e o do falso funcionário de banco.
Os valores transferidos via Pix eram imediatamente fracionados entre várias contas de terceiros, em quantias abaixo de R$ 10 mil, e depois concentrados em um dos investigados, que redistribuía o dinheiro. Por fim, os recursos seriam convertidos em veículos de alto valor e joias, ostentados nas redes sociais.
O prejuízo apurado das vítimas já identificadas soma R$ 414.093,00. Há vítimas em Mato Grosso e em outros estados, como Rio de Janeiro e Pará.
De acordo com a apuração, uma das investigadas presas coordenava um subnúcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Outra investigada, presa em Cuiabá, se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital e exibia padrão de vida que, segundo a polícia, é incompatível com a renda declarada.
A investigação aponta ainda que o homem de 41 anos, que recentemente havia sido posto em liberdade, continuava a orientar a movimentação dos recursos de dentro do sistema prisional, com auxílio da esposa, também presa nesta fase.
O investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa. Como ele estava com uma pequena quantidade de entorpecentes, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra ele por posse de drogas para consumo pessoal.
Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
“A segunda fase da Operação Rede Oculta encerra um trabalho de investigação que começou com denúncias anônimas e avançou com a análise técnica do material apreendido e dos dados financeiros. O cumprimento integral das 20 ordens judiciais atinge não apenas as pessoas apontadas como responsáveis pelos golpes, mas também o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas”, afirmou o delegado Ruy Peral, responsável pela operação.
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