Atualização: Oficinas de cerâmica da Associação de Artes de Gurupi terminam dias 04 e 06
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisAs duas oficinas de cerâmica que a Associação de Artes de Gurupi (AAG) está oferecendo por meio do projeto Ateliê Coletivo de Cerâmica, chegam ao seus finais agora no início de novembro. A Oficina de Cerâmica com Emerson Filho se encerra no dia 04 e a Oficina de Cerâmica com Lucirez Amaral no dia 06. Projeto aprovado no EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº I/2026 SELEÇÃO DE PROJETOS PARA FIRMAR TERMO DE EXECUÇÃO CULTURAL COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA – PNAB (LEI Nº14.399/2022), da Prefeitura de Gurupi, via Secretaria de Cultura e Turismo, visa a construção de um forno coletivo de cerâmica. Mais informações pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (63) 9 9259-8951.
Para Emerson Filho, as duas oficinas foram motivos de satisfação e até de espanto. “Nós pensávamos inicialmente que duas horas e meia para cada aula iria ser cansativo, que as pessoas participariam apenas de uma parte dessa aula, mas demonstrou o contrário, quando chega ao final da oficina, às vezes, eu preciso pedir para que as pessoas concluam suas peças na aula seguinte. E teve casos de pessoas que não tiveram tempo para se dedicar a oficina e outras que cobraram uma carga horária até maior da oficina. Então, foi positivo, existe um interesse da comunidade em trabalhar com a argila, em trabalhar com a arte, e nós superamos os números de inscritos que não achávamos que iríamos alcançar, foi muito bom, além das nossas previsões”, ressaltou o oficineiro.
A Oficina de Cerâmica ministrada pelo presidente da AAG e artista visual, Emerson Leitão Filho, está sendo realizada no ateliê do oficineiro, na Rua 3 entre as Avenidas Goiás e Pará, Nº 1337, centro, foi iniciada no dia 30 de setembro e termina neste dia 04 de novembro, quarta-feira, nos seguintes dias e horários: segunda-feira - 19h às 21h30; quarta-feira - 19h às 21h30 e sábado - 15h às 17h30.
Já a segunda Oficina de Cerâmica ministrada pela Presidente de Honra da AAG e artista visual, Lucirez Amaral, que está sendo aplicada na sede da Associação dos Professores Universitários de Gurupi (APUG), iniciou-se no dia 01 de outubro e termina no dia 06 de novembro, sexta-feira, Os dias da semana e horários são: segunda-feira, quinta-feira e sexta-feira, sempre das 14h30 às 17h. Ambas as oficinas têm carga horária de 40 horas e foram disponibilizadas 20 vagas gratuitas para cada uma.
Emerson Leitão Filho – proponente e coordenador, é artista visual e presidente da AAG; Francisco de Sousa Pereira – assessor de imprensa; Lucirez Maria Leitão do Amaral – oficineira.
A Associação de Artes de Gurupi (AAG) nasce no seio de um movimento cultural pulsante que remonta à década de 1970, período em que o município já se destacava por suas manifestações artísticas, como os desfiles de Carnaval e festivais de música. Esse cenário se fortalece no início dos anos 1980, especialmente com a realização das Semanas Culturais e do 1º Festival de Artes de Gurupi, em 1981, marco que evidenciou a potência criativa da cidade e mobilizou artistas de diversas linguagens. É nesse contexto que, em 14 de outubro de 1982, surge a então Associação Independente de Arte Amadora de Gurupi (AIAAG), hoje Associação de Artes de Gurupi (AAG), fundada por grupos de teatro locais e lideranças culturais comprometidas com a organização, valorização e continuidade da produção artística no Município. Desde sua origem, a Associação se caracteriza por seu caráter agregador, reunindo diferentes “tribos” artísticas — teatro, música, dança, literatura, artes visuais e artesanato — em um mesmo espaço de criação, troca e articulação cultural. Ao longo de sua trajetória, a AAG esteve à frente de importantes iniciativas que marcaram a história cultural de Gurupi e da região, como as Semanas Culturais, as Quartas Culturais, o Festival Estudantil da Canção (FESC) e o Concurso Benjamim Rodrigues de Poesia Falada. Essas ações não apenas promoveram a produção artística local, mas também projetaram Gurupi para além de seus limites, estabelecendo intercâmbios culturais com outras regiões e estados. Um dos símbolos mais significativos dessa trajetória foi a criação do “Quilombo das Artes”, espaço que acolheu artistas de diferentes origens e linguagens, funcionando como verdadeiro território de resistência, formação e efervescência cultural. Nesse ambiente, consolidaram-se grupos, projetos e iniciativas que contribuíram diretamente para o fortalecimento da identidade artística local. A atuação da AAG também se destaca pela sua dimensão política e mobilizadora, protagonizando movimentos em defesa da cultura, como a luta pela criação do Centro Cultural Mauro Cunha. Essa mobilização resultou em importantes conquistas, como a implantação de equipamentos culturais e o fortalecimento de instituições que hoje estruturam o cenário cultural de Gurupi. Mesmo diante de períodos de instabilidade e descontinuidade das políticas culturais, a Associação manteve-se ativa, reafirmando seu compromisso com a arte e com a comunidade. Essa capacidade de resistência ao longo do tempo consolida a AAG como uma das principais referências culturais do Município, responsável por preservar, impulsionar e renovar as práticas artísticas locais. Assim, a Associação de Artes de Gurupi se configura como uma entidade plural, histórica e resiliente, que segue atuando como espaço de encontro, formação e produção, mantendo viva a cultura gurupiense e garantindo sua continuidade para as novas gerações.
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