Atualização: O sapo e a escapada
Os norte-americanos e seus aliados comandaram minucioso plano de resgate do ex-candidato do PL com apoio dos argentinos e equatorianos, num momento em que todo

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Consulte formatos e valores disponíveisA escapada de Flávio Bolsonaro, operada pela CIA, Mossad e SIDE, serviço secreto argentino, está muito além de mais um capítulo do espetáculo da eleição. Os norte-americanos e seus aliados comandaram minucioso plano de resgate do ex-candidato do PL com apoio dos argentinos e equatorianos, num momento em que todo o Cone Sul, exceto o Brasil, está sob a batuta de Washington. Jornais importantes, como Wall Street Journal e Washington Post, se posicionaram a favor de Flávio Bolsonaro e criticaram o ministro Alexandre de Moraes, anotando sua pressa em autorizar o recolhimento do passaporte do candidato derrotado minutos depois de confirmada a vitória de Lula. O que fica claro, seja na leitura dos periódicos ou na atitude do presidente Trump, é a clara má vontade com a reeleição do presidente Lula, não por meras picuinhas ideológicas ou pessoais, mas por questões de Estado. Tudo indica que o inédito resgate de Flávio foi o 1º passo de algo maior prestes a ocorrer. Não é teoria da conspiração, mas geopolítica pura. O Brasil está literalmente cercado por aliados dos Estados Unidos. A Venezuela é agora espécie de 51º estado americano com as grandes petroleiras mandando no jogo, além do controle da Guiana, ou seja, de todo o Essequibo, região riquíssima em petróleo, capaz de rivalizar com o Oriente Médio. Não foi por mero acaso alvo da ambição de Nicolás Maduro, que tentou, sem sucesso, anexar a região. A eleição brasileira foi realizada durante mudanças do equilíbrio de forças do planeta. Está sendo construída a versão do século 21 do Tratado de Tordesilhas, com a Terra dividida entre os Estados Unidos e a China. Por mais barulho que façam a mídia e as redes sociais sobre a eleição de meio de mandato, marcada para o próximo dia 3 de novembro, Donald Trump seguirá olímpico, com aquela empáfia de quem sabe que não poderá ser reeleito e quer entregar seu país reindustrializado, dólar forte, influência no continente, controle de rotas comerciais importantes, como Ormuz, e capacidade de atuar militarmente onde for preciso. Passada esta eleição, Trump irá escalar a guerra contra o Irã. Isso dará a ele pretexto para criar caso com o Brasil, maior aliado dos iranianos deste lado do mundo. Aliás, como pontuou um diplomata, o Brasil hoje é aliado do Irã, Coreia do Norte, África do Sul, Rússia, China e mais uma dúzia de cacarecos xiitas, vistos como terroristas por grande parte do mundo. O problema é que a Rússia está em guerra com a Ucrânia e a China tem por princípio não fazer guerra quente. A guerra dela é comercial. A escalada do conflito no Irã pressionará ainda mais os preços dos combustíveis. O diesel caro, seguirá subindo. O Brasil depende do diesel russo, que agora é vendido também para os Estados Unidos. Trump está comprando de Putin o que pode, porque acredita ser este o instrumento de controle da inflação. O Escudo das Américas não servirá só para combater o terrorismo e o narcotráfico. Ele também será instrumento de pressão contra os 3 últimos focos de resistência à hegemonia norte-americana no continente: Brasil, Nicarágua e Cuba. El Salvador mandou tropas para o Haiti para combater as gangues que tomaram conta do país. São mais de 2.000 homens em armas. Não foi por acaso. Farão do Haiti um campo de batalha experimental. Um front muito parecido com o do Rio de Janeiro. E o resgate de Flávio confirmou isso numa operação conjunta entre a CIA e o Side, o serviço secreto argentino. A inteligência argentina ganhou um upgrade desde que Milei se converteu ao judaísmo e enviou seu rabino, Shimon Axel Wahnish, 46 anos, para ser embaixador em Israel. Na posse de Milei, em 10 de dezembro de 2023, Axel Wahnish participou da cerimônia ecumênica na Catedral Metropolitana de Buenos Aires. Ali, diante das câmeras, o rabino perguntou ao presidente se lembrava o que pedia a Deus havia tanto tempo. Milei respondeu: “Sabedoria, temperança e coragem”. Em fevereiro de 2024 ele acompanhou Milei na 1ª viagem oficial a Israel. Por isso, o fato de Flávio ter saído do país pela tríplice fronteira mostra que a região, conhecido furdúncio coabitado por integrantes do Hamas, Hezbolah, agentes iranianos, traficantes de drogas, vendedores de armas, guerrilheiros e pequenos bandidos, está dominada pelas forças de segurança. Argentinos e israelenses trabalham juntos e intensamente desde que Milei chegou à Casa Rosada. Com a volta de Trump ao poder, os laços se estreitaram. Enquanto cuida do seu quintal latino-americano Trump negocia com os chineses e russos. É uma ilusão imaginar que os chineses, com uma história de 5.000 anos de comércio, deixarão de comprar e vender para os Estados Unidos por causa do Brasil, lugar que, chova ou faça sol, continuará dependente deles, simplesmente porque são nosso maior parceiro comercial. O governo de Xi Jinping convive bem com Trump, assim como europeus, africanos e árabes. Os chineses em geral são conservadores. Além de pragmáticos, têm profundo desprezo pela esquerda brasileira, por eles considerada atrasada e permissiva por defender abertamente pautas como a liberação das drogas e a homossexualidade. Não há essa afinidade toda. No fundo, eles nos enxergam como clientes e fornecedores. Tanto os norte-americanos quanto os chineses já precificaram o tamanho da crise econômica em que o Brasil está mergulhado e na qual deve afundar ainda mais nos próximos meses. Os sinais de mais inflação e maior instabilidade são claríssimos. A dívida pública não para de crescer. Até a dívida externa, problema superado em 2006, quando país quitou o que devia ao FMI, voltou. Hoje temos reservas de US$ 402 bilhões e dívida de US$ 407 bilhões. É muita miopia analisar o resgate de Flávio só pelo lado da nossa política interna. Tem muito caroço debaixo deste angu. Entender o momento geopolítico é mais do que necessário. Do contrário, cairemos na armadilha daquele provérbio chinês do sapo no fundo do poço. Ele olha para cima, vê o círculo de céu e acha que aquilo é o céu inteiro. O assunto repercutiu de forma expressiva em âmbito regional e nacional, mobilizando o debate público e a atuação de setores estratégicos.
De acordo com os elementos apurados pela equipe de reportagem, especialistas e analistas ressaltam que os fatores econômicos, institucionais e regulatórios ligados ao tema vêm sendo acompanhados com atenção redobrada. O cenário exige acompanhamento contínuo e medidas assertivas para esclarecer eventuais impactos para a sociedade e garantir a segurança das operações envolvidas.
Diante da relevância do fato, órgãos de fiscalização e autoridades competentes intensificaram os protocolos de acompanhamento. Diretrizes preventivas e procedimentos técnicos têm sido reforçados com o objetivo de assegurar a normalidade, o cumprimento da legislação vigente e o pleno atendimento aos padrões de qualidade exigidos.
A redação da Empire Cidades mantém cobertura dedicada aos desdobramentos deste caso, prestando serviço de utilidade pública e atualizando as informações à medida que novos comunicados oficiais e pareceres técnicos forem divulgados.
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